PLANO MUNICIPAL DE PREVENÇÃO

 

PRIMÁRIA DAS TOXICODEPENDÊNCIAS

 

OVAR

 

2003

 

 

 

1 - FUNDAMENTAÇÃO

 

A Câmara Municipal de Ovar preocupada com o aumento de consumo de substâncias como o álcool, tabaco e outras drogas no nosso Concelho, assumiu a prevenção primária das toxicodependências como uma medida incontestada para contrariar aquele fenómeno.

Assim, a 7 de Dezembro de 2001 surge o Plano Municipal de Prevenção Primária das Toxicodependências de Ovar, medida integrante do Programa Nacional de Luta Contra a Droga e Toxicodependência – Horizonte 2004 – aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 39/2001, de 9 de Abril,  gerida pelo agora Instituto da Droga e da Toxicodependência ( IDT), que conhece  a sua renovação a 17 de Fevereiro do corrente ano, para mais um ano de intervenção, na  presença do Ex.mo Senhor Dr. Fernando Negrão (Presidente do Conselho de Administração do IDT), Ex.mo. Senhor José Manuel Leão (Governador Civil de Aveiro) e do Ex.mo Senhor Dr. .Armando França (Presidente da Câmara Municipal de Ovar).

Por ingerência do próprio diagnóstico social do concelho de Ovar, materializado no âmbito da Rede Social, encontramos diversas fragilidades na área da saúde, educação e acção social que vêm reforçar a necessidade de se continuar a investir neste nível de prevenção, ao nível do meio comunitário, nomeadamente:

(...)

Área da Saúde

Ø      “A manutenção de hábitos e estilos de vida prejudiciais à saúde, por segmentos importantes da população do Concelho. No interior desta questão permanece um grave problema de saúde pública: o alcoolismo, sendo esta a quarta causa de morte no Concelho de Ovar. Estimam-se existirem entre 4.500 e 5.000 doentes alcoólicos e aproximadamente 6.000 bebedores excessivos. O alcoolismo é, sem dúvida, a primeira toxicodependência em Portugal e Ovar segue essa tendência.

 

Ø      Durante o desenvolvimento de campanhas nocturnas em espaços de lazer (bares, cafés e discotecas), que ocorreram no decurso do Projecto “ Formar para prevenir”, promovido pelo Centro de Promoção Social do Furadouro – Plano Municipal de Prevenção de 2002 - foi possível observar que os jovens - alguns com idade bastante precoce - são os principais clientes destes espaços, onde a sua ligação ao consumo de álcool é uma constante e indicações da PSP, dão-nos conta que o consumo de substâncias ilícitas, ditas “drogas leves” também  coexistem;

 

Ø      Apesar da toxicodependência se tratar de uma área onde é difícil obter-se informação, em 2001 e segundo o CAT de Aveiro existiam 207 toxicodependentes no Concelho de Ovar, e no Centro de Saúde de Ovar estão registados 30 toxicodependentes em programa de substituição com metadona, sendo de referir além de mais, que se trata de uma população maioritariamente masculina e jovem.

De facto, nota-se actualmente uma imersão dos jovens, cada vez mais jovens, nas drogas “leves”, quer seja porque estas significam risco, aventura, perigo e uma nova experiência, quer seja porque simbolizam actos de pertença ou ritos de entradas em determinados grupos (os peer grupos ou grupos de pertença) acompanhados de toda uma simbologia mista (como a indumentária ou o vocabulário), quer seja porque são sinónimo de afirmação de auto-exclusão, quer seja porque são sinónimo de uma sustentação contínua de uma marginalização e provocação delinquente e apesar dos dados se apresentarem tão escassos, podemos confirmar que esta tendência pertence cada vez mais a um segmento mais juvenil da população jovem.

 

Ø      No anverso das drogas “leves”, o cenário das drogas “duras” é, para muitos toxicodependentes, uma perpetuação. Passam para um patamar mais elevado de consumo e de tráfico, diminuindo continuamente os casos de toxicodependência em número. Temos, então três vertentes de toxicodependentes, baseados nos números obtidos: aqueles que “experimentaram” as drogas “leves” e que por si ficaram; aqueles que passaram das “leves” para as “duras”; e aqueles que, com uma idade mais avançada, já na casa dos 30, iniciam o seu percurso pelas “duras”. Constata-se, pois, que além de existirem casos de jovens toxicodependentes de drogas “duras”, é numa idade mais avançada que se encontram os dependentes deste tipo de drogas.

 

Ø      De acordo com informação fornecida pela GNR de Ovar, datada de 2001, registaram-se 5 novos casos de drogas “duras” (heroína), desde Janeiro de 2000, sem que se tenham registado casos de toxicodependência por drogas “leves”. Esses 5 casos são todos do sexo masculino e nas faixas etárias dos 20 aos 28 anos.

 

Ø      A Polícia de Segurança Pública adianta que o número de consumidores “registados” pelas suas brigadas, desde Janeiro de 2000 é de 78, sendo que este valor ficará aquém da realidade da cidade de Ovar e da zona de intervenção da PSP. Este número inclui unicamente os indivíduos arrolados em processos de tráfico de droga que correm ou correram termos nessas Brigadas. A PSP acrescenta ainda que os consumidores de drogas “leves” arrolados nesses processos são mais tarde, também eles, intervenientes em processos de tráfico de drogas “duras”, sendo que o valor objectivo será, destes 78, 55 indivíduos. Deste valor total, 78% dos casos respeitam a sujeitos envolvidos em processos de tráfico com drogas “duras”, isto é, 61 indivíduos, dos quais 95% são do sexo masculino, ou seja, 58 sujeitos e 5% do género feminino, 3 indivíduos. Deste total – 61 (90%) terão idades compreendidas entre os 16 e 35 anos.

 

Ø      Desde Junho 2001, foram enviados para o Gabinete de Dissuação das Drogas e Toxicodependências em Aveiro  25 indivíduos – 24 do sexo masculino e um do sexo feminino.

 

Ø      Os recursos disponíveis no concelho para tratamento à toxicodependência são escassos, a sabre: CAT de Sta. Maria da Feira, Clínica de Desabituação R12 – Torrão de Lameiro ( serviço privado) e Centro de Saúde de Ovar e alguns, mas poucas, Extensões de Saúde, onde é realizada a administração do tratamento com metadona. No caso especifico do álcool aponta-se a consulta de tratamento em regime ambulatório do Centro de Saúde de Ovar, que se descentraliza uma vez por semana para o Centro Comunitário de Esmoriz para atendimento à zona norte do concelho.

 

Área da Educação

Ø      Apesar de uma percentagem de escolas referir que a relação entre escola/família dos alunos é positiva, constata-se a necessidade de incrementar uma maior participação da família na vida escolar, salientando a importância do trabalho desenvolvido pelas Associações de Pais e a necessidade da sua existência em todas as escolas.

Ø      Segundo dados fornecidos por 31 escolas do Concelho, em 2002 a percentagem de retenções é mais elevada no 12º ano (23,9%), no 2ºano (11,9%), no 4º ano (11,5%) e no 7º ano (11,3%). As percentagens mais baixas localizam-se no 2º ciclo e no 1º ano 44do 1º ciclo. Isto talvez se possa explicar pelos métodos de ensino serem diferentes (mais lúdicos), pelo grau de dificuldade das aprendizagens não ser muito elevado e pela novidade que a escola representa para estes alunos de pouca idade, estando por isso mais motivados para aprender.

O 12º ano apresenta a taxa de retenções mais elevada, atingindo 169 alunos. Podemos justificá-lo referindo que no ensino secundário os alunos não podem ter nota inferior a 10 valores a nenhuma disciplina, enquanto que na escolaridade obrigatória podem ter duas negativas. Acresce que no 12º ano, o grau de dificuldade e exigência a nível das aprendizagens é superior e que este ano é um ano de passagem para o ensino superior.

Em relação ao 7º ano há a referir que este é um ano de transição do 2º ciclo para o 3º ciclo, pelo que o número de retenções pode estar relacionado com o aumento do grau de dificuldade e com a falta de preparação dos alunos. Já o elevado número de retenções no 4º ano, também poderá ter a ver com o facto de ser um ano de transição para o 2º ciclo, pelo que o seu grau de exigência é maior. A percentagem elevada de retenções no 2º ano poderá estar relacionado com o facto de ser o ano em que o nível de exigência é maior, aumentando também os conhecimentos a aprender.

 

Ø      As razões mais apontadas pelas escolas para justificar o insucesso escolar consistem na falta de interesse dos alunos pelas actividades escolares, conjugado com a pouca participação da família na vida escolar, em trabalhos paralelos a esta actividade, espaços físicos insuficientes, desadequação dos currículos existentes, carências sócio-económicas e o elevado grau de alcoolismo nas famílias e a estigmatização / delinquência juvenil, etc.

 

Área da Acção Social

Ø      Até 2001 contabilizam-se 109 processos na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo do Concelho de Ovar (CPCJ), tendo-se registado desde o início do ano de 2002 até Junho, a abertura de mais 43 novos casos.

 

Ø      A intervenção do CPCJ a nível de acompanhamento incidiu naquele período junto de crianças com idade compreendida entre os 0 e 17 anos, sendo a faixa etária mais relevante a dos 14 aos 17 anos.

 

Ø      41% das sinalizações de crianças e jovens em perigo são feitas pelos estabelecimentos de ensino.

 

Ø      As instituições locais da área social com serviços de atendimento ao público têm registado uma procura crescente de pedidos de apoio a toxicodependentes e seus familiares.

 

Ø        As razões pelas quais a Comissão se determina a intervir ligam-se em grande parte ao absentismo escolar, tentando averiguar as razões pelas quais o menor em questão não vai às aulas, porque falta tanto, os motivos que estão por detrás. A negligência e abandono dos pais ou tutores para com o menor são factores determinantes para que se proceda a uma intervenção e acompanhamento rigorosos. Outras condutas desviantes e outras situações de perigo são ainda mencionadas como sendo razões suficientes para intervir, especificamente maus tratos físicos e psicológicos, o abandono escolar, o abuso sexual, o exercício abusivo de autoridade e o uso de estupefacientes”. (...), in “Ovar, as Faces do Desafio”, volume I e II, da Rede Social do Concelho de Ovar, Junho de 2002.

 

Estas fragilidades identificam-nos essencialmente dois grupos que consideramos vulneráveis – crianças e jovens – as primeiras por serem indefesas e se encontrarem em fase de estruturação da sua personalidade e os outros, por se confrontarem com o dilema das escolhas, da decisão, do saber estar, da formulação da opinião, influência do grupo...

Nessa base consideramos prioritário que o presente Plano se direccione quase exclusivamente para a área da educação, tendo por um lado em referencia a intervenção em meio precoce e por outro, a ingerência no ensino básico e secundário.

Preconizamos assim dois projectos, ambos com intervenção concelhia, abrangendo-se todas as freguesias, especificamente Ovar–cidade, Esmoriz, Válega, Maceda, Cortegaça, Arada, S. Vicente de Pereira e S. João, que no seu todo apresentam 55.178 habitantes, dos quais 26.936 são do sexo masculino e 28.242 do sexo feminino (dados dos censos 2001). Dentro desta fasquia populacional interessa-nos ao grupo etário que frequenta o ensino pré-primário, 1º ciclo, ensino básico e secundário, que escolhemos como população alvo do nosso plano.

A aposta passa pela dinamização de actividades diversas que visam a promoção de estilos de vida saudáveis e a aquisição de competências pessoais e sociais, para reforçar no indivíduo a recusa de vivências de risco, que reduzam o desejo de experimentação de drogas ou do desenvolvimento de dependências.

 

 

 

2 - CARACTERIZAÇÃO DOS PROJECTOS

 

 

 

A)   De mãos dadas na prevenção

 

O primeiro projecto denominado de De mãos dadas na prevenção, promovido pela CRECOR – Cultura, Recreio e Desporto de Cortegaça abraça as crianças que frequentam o ensino pré-primário e 1º ciclo e que se distribuem da seguinte forma:

 

Identificação dos Agrupamentos de Escolas

Número de

 Alunos

Número de Docentes

Ensino Pré-Primário

1º ciclo

Educadores De Infância

Docentes

Agrup. de Ovar cidade

153

578

7

37

Agrup. de Esmoriz-Cortegaça

296

734

15

27

Agrup. de Maceda - Arada

171

385

8

50

Agrup. de S. Vicente de Pereira

42

142

2

8

Agrup. de Ovar-S.João

137

605

7

37

Agrup. de Válega

89

362

5

31

Total

808

2806

44

190

 

 

Este projecto tem como objectivos gerais:

  1. Prevenir comportamentos de risco;
  2. Acompanhar crianças e famílias consideradas de risco, visando promover um ambiente familiar que facilite a aquisição ou desenvolvimento de comportamentos de vida saudáveis, através do treino de competências pessoais e sociais;
  3. Prevenir o abandono escolar;
  4. Desenvolver competências técnicas na área das toxicodependências, a pais e/ou encarregados de educação;
  5. Promover a integração social;
  6. Desenvolver competências pessoais e sociais;
  7. Divulgar informação no âmbito das toxicodependências.

 

E estrutura  o desenvolvimento de quatro actividades:

  1. Dinamização de um gabinete de atendimento ao aluno a à família sob a responsabilidade de uma equipa móvel, que se deslocará pelos diferentes agrupamentos de escolas e no próprio espaço da entidade, preconizando uma intervenção psicossocial junto de crianças e respectivos agregados familiares, que evidenciam comportamentos de risco, sinalizados preferencialmente pelos docentes. As diferentes actividades que integram esta acção pretendem abranger, dentro daquele universo populacional, 150 crianças.
  2. Acção “Crescer saudável” tem como objectivo aprofundar competências profissionais dos docentes do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas de Esmoriz e Cortegaça, por forma a desenvolverem nos alunos competências como: relacionamento interpessoal, interiorizarão de valores, regras e métodos, controlo da agressividade, assertividade, motivação, auto-estima e autonomia, utilizando-se essencialmente os jogos pedagógicos de prevenção primária das toxicodependências para esse efeito (actividade que se mantém do Plano Municipal de Prevenção das Toxicodependências - 2002). Esta acção envolverá 50 docentes do 1º ciclo.
  3. Dinamização do ateliê lúdico-pedagógico “Mãos de Linho”, que integra actividades diárias de expressão plástica, dramática, corporal e musical, comemoração de efemérides, passeios/visitas pedagógicas que visam o desenvolvimento de competências pessoais e sociais (actividade que se mantém do Plano Municipal de Prevenção das Toxicodependências - 2002). Esta acção abarca cerca de 40 crianças e 75 encarregados de educação.
  4. Destaques informativos do Plano Municipal de Prevenção Primária das Toxicodependências de Ovar, que integra a manutenção do site www.demaosdadasna.web.pt (actividade que se mantém do Plano Municipal de Prevenção das Toxicodependências - 2002) e execução do boletim nº2 deste plano. Esta acção dirige-se a toda a população do concelho e contará com a colaboração da Equipa do Projecto, promovido pelo Centro de Promoção Social do Furadouro.

 

A Equipa Técnica integra os seguintes elementos:

Coordenação: Silvia Oliveira

Serviço Social: Paula Castanheira

Psicóloga: Joana Lemos

Animadora Sócio Cultural:  Susana Ribas

As freguesias de Esmoriz e Cortegaça serão objecto de intervenção pela Equipa do Centro Comunitário de Esmoriz (1ª acção)

 

 

Financiamento:

Este projecto envolve um financiamento de €76.170,96, dos quais €30.574,43 correspondem ao IDT, €18.127,94 à Câmara Municipal de Ovar , €10.560,35 da responsabilidade da entidade promotora e €16.908.24 de entidades parceiras.

 

Entidades Parceiras:

Câmara Municipal de Ovar, Instituto da Droga e da Toxicodependência, Agrupamento de Escolas de Ovar Cidade, Agrupamento de Escolas de Ovar -S. João, Agrupamento de Escolas de Esmoriz – Cortegaça, Agrupamento Vertical das Escolas de Maceda – Arada,  Agrupamento Vertical das Escolas de Válega, Agrupamento Vertical das Escolas de S. Vicente de Pereira, Centro Comunitário de Esmoriz, Esmoriz Ginásio Clube e Fundação de Carnaval.

 

 

Contactos:

Crecor-Cultura, Recreio e Desporto de Cortegaça

Praceta Centro D’Villa, n.º 15

3885-221 Cortegaça

Tel.: 256754413 / Fax: 256752437

E-mail: [email protected]

 

Centro Comunitário de Esmoriz

Avenida Joaquim Oliveira e Silva, n.º 179/A

3885-415 Esmoriz

Tel.: 256752301 / Fax.: 256758581

E-mail: [email protected]

 

 

B) Espaço P – prevenção primária das toxicodependências

 

O segundo projecto é promovido pelo Centro de Promoção Social do Furadouro, iniciativa que designamos de “Espaço P – prevenção primária das toxicodependências” e tem como público alvo as escolas 2º e 3º ciclos e secundárias do concelho que apresentam a sequente caracterização empírica:

 

Identificação das Escolas

Número de

 Alunos

Número de docentes

Nº de Directores de Turma

Associação de Pais

Associação de Estudantes

Ensino Básico

Ensino Secundário

Escola Secundária Júlio Dinis de Ovar

 

650

74

26

activa

Aguarda eleições

Esc.Secundária Dr. José Macedo Fragateiro

 

978

114

33

activa

Aguarda eleições

Escola Secundária de Esmoriz

 

748

105

30

activa

activa

Esc. Básica Integrada de S. Vicente de Pereira

162

 

39

8

activa

desactiva

Esc. E.B. Monsenhor Miguel de Oliveira de Válega

422

 

64

22

activa

desactiva

Esc. E.B 2 3 Florbela Espanca de Esmoriz

553

 

74

25

activa

Não existe

Esc. E. B 2 3 Dr. António Simões de Ovar

885

 

124

40

Activa

desactiva

Esc. E. B. 2 3 de Maceda

414

 

48

18

activa

desactiva

Total 

2436

2376

642

202

 

 

 

 

 

 

 

 

Este projecto tem como objectivos gerais de intervenção:

 

  1. Criar um ambiente escolar motivador de aprendizagem e estilos de vida saudáveis;
  2. Reduzir situações de pré-consumo;
  3. Sensibilizar para um maior envolvimento dos encarregados de educação na vida escolar e no acompanhamento escolar dos seus filhos;
  4. Divulgar informação específica sobre prevenção primária das toxicodependências em espaços de lazer (praias do Furadouro e de Esmoriz);
  5. Apoiar o desenvolvimento de estratégias de divulgação e informação das actividades deste plano municipal e sobre as toxicodependências (boletim/site/panfletos).

 

Que fundamentam as seguintes actividades:

 

  1. Acção “ Gabinete de Atendimento ao aluno e à família” visa a dinamização de um espaço de atendimento ao aluno e à família, sob a responsabilidade de uma equipa móvel, que se deslocará pelos diferentes  escolas do 2º e 3º ciclos e  secundárias  do concelho e no próprio espaço da entidade, para efectuar encaminhamento e acompanhamento de situações de risco vivenciadas por jovens escolarizadas, onde se inclui sobretudo situações concretas de pré-consumos e consumos pontuais. Esta acção envolverá 75 jovens e respectivas famílias.
  2. Acção “ Espaços de Prevenção” tem por público alvo as Associações de Pais e Encarregados de Educação concelhias que integram os diferentes níveis de ensino (pré - primário, 1º, 2º, 3º ciclos e ensino secundário) / Famílias e pretende dinamizar atelies de informação e sensibilização sobre as toxicodependências e outras temáticas a identificar pelo grupo alvo.

Esta actividade tem como objectivo último sensibilizar os diferentes agentes locais (Escolas, Associação de Pais e Encarregados de Educação, Federação Concelhia das Associações de Pais e Encarregados de Educação de Ovar, Juntas de Freguesia e Câmara Municipal de Ovar) para a constituição de  um espaço de formação e/ou troca de impressões no concelho de Ovar dirigido a pais. Envolve 21  Associações de Pais e Encarregados de Educação Concelhias.

3.      Acção “ Prevenção no espaço praia” pretende  desenvolver todo um conjunto de actividades lúdico pedagógicas imbuídas no espirito da prevenção primária das toxicodependências, dirigidas aos veraneantes das praias do Furadouro e Esmoriz, salientando-se a título de exemplo: jogos, expressão corporal, música, expressão plástica,...  Esta actividade contará com a colaboração da Equipa do Projecto a Promover pela CRECOR e pretende abranger cerca de 1000 veraneantes.

 

A Equipa Técnica integra os seguintes elementos:

Coordenação:  Sónia Santos

Psicóloga:  Claúdia Azevedo

Educadora Social:  Irina  Miranda

Animadora Sócio Cultural: Susana Santos

 

Financiamento:

O projecto em referência implica um financiamento total de €63.021,96, do qual €19.302,75 será suportado pelo IDT, €13.605,94 da responsabilidade da Câmara Municipal de Ovar, €13.116,31 da entidade promotora e €16.996,96 correspondem ao apoio das entidades parceiras.

 

Entidades Parceiras:

Câmara Municipal de Ovar, Instituto da Droga e da Toxicodependência, Escola EB 2,3 Dr. António Dias Simões – Ovar, Escola EB 2,3 Florbela Espanca – Esmoriz, Escola EB 2,3 de Maceda, Escola EB 2,3 Monsenhor Miguel Oliveira - p; Válega, Escola Básica Integrada de S. Vicente de Pereira, Escola Secundária José Macedo Fragateiro de Ovar, Escola Secundária Júlio Dinis de Ovar, Escola Secundária de Esmoriz, Centro Comunitário de Esmoriz e Federação Concelhia das Associações de Pais e Encarregados de Educação de Ovar.

 

Contactos:

Centro de Promoção  Social do Furadouro

Av. da Republica - Furadouro

3880 - 67 Ovar

Tel.: 256591171/ 938585486

Fax.: 256592168 

E-mail: [email protected]

 

Sublinha-se que ambos os projectos efectuam uma articulação e intervenção estrita com o Centro Comunitário de Esmoriz, especificamente o Projecto “(Re)inventar os tempos de Rua” – aprovado no âmbito do PQPII - que apoiará as freguesias de Esmoriz e Cortegaça  no que respeita ao desenvolvimento da acção n.º. 1 dos Projectos “De mãos dadas na prevenção” e “Espaço P – prevenção primária das toxicodependências”.

 

 

3 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Não temos dúvidas que o presente Plano é ambicioso, exigindo da Câmara Municipal de Ovare um maior investimento, mas acreditamos que o trabalho com equipas multidisciplinares é imprescindível para intervir junto de problemas sociais complexos e multifactoriais, sendo disso exemplo o fenómeno das toxicodependências, cuja minimização passa por um trabalho profundo das competências pessoais e sociais.

Finalizamos esta fundamentação tecendo alguns comentários relativamente ao facto do presente Plano circunscrever-se a duas entidades, concretizando assim o afastamento  do Esmoriz Ginásio Clube, que integrava o Plano Municipal de Prevenção de 2002. Aqui, não está  em causa a intervenção da entidade, cujo trabalho foi bastante positivo - alias é  entidade parceira do projecto promovido pela CRECOR - mas porque sentimos a necessidade de rentabilizar recursos financeiros e sobretudo garantir uma maior eficácia dos recursos humanos.

Assim seleccionamos duas instituições, que apesar de estarem sediadas nos extremos do concelho ( CRECOR, a norte e o Centro de promoção Social do Furadouro, a sul) a sua intervenção é concelhia, mantendo-se a quase totalidade do corpo técnico que participou no  primeiro ano de trabalho, com a mais valia de se instituir projectos a full time.

 

 

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