Mulher é livro fechado,
Mas fechado para valer...
Nunca confessa o pecado,
Faz do pecado viver.

Teve sabor a pecado
O beijo que te roubei.
Foi um gesto malcriado,
Mas te confesso... gostei.

Palavras mal alinhadas
Que o coração ditou,
Ofereço-te eu nestas quadras
Que a pena a papel passou

Teu corpo, bem torneado,
Eu gostava fosse meu.
Tu guardavas meu pecado,
Eu m'esquecia do teu.

Vou dizer-te minha querida,
Vou dizer-te meu sentir:
Não ter um amor na vida,
Não é viver... é fingir.

Tu não brinques com a vida
Que te podes machucar.
Uma hora mal vivida...
Faz o destino mudar.

O poeta nunca mente,
Se mentisse, não rimava.
Poeta escreve o que sente,
Se não sentisse... inventava.

Eu vivo alegre... contente,
A vida que Deus me deu
Mas há muita gente... muita gente,
Que não vive como eu.

Quisera poder dizer,
Sem ter a temer ninguém...
Que a morte, não é morrer,
É renascer no Além.

Desfolhaste o malmequer
A perguntar s'eu te queria.
Fizeste mal, oh mulher,
O malmequer não sabia.

És a mulher mais formosa,
De todas que conheci...
Mas nem por isso és vaidosa,
Vaidoso!!! Sou eu de ti.

Os meus agradecimentos a:
D. Augusta Tapigo, que me ensinou a ler;
D. Amélia do O Taquelim, que me levou ao liceu, e
D. Palmira Mateus de quem fui sempre o pior aluno

Recife, Julho de 1999

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