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Saudade
Luiz
Delfino de B. Miranda
O sol me p�e a recordar, consolativo
Di�fano de luz, mesmo escondido,
Tua face alegre, fren�tica, semeeira,
Torna minha dor, mais do que ef�mera.
Constrito fico, em sil�ncio, s� te ouvindo
Quando poss�vel, o acaso nos unindo,
E sendo tu, a mais doce companheira
Sinto na alma uma brisa revoeira;
Demudado, enleado, conturbativo
Assim me vejo, quando o ocaso vem surgindo
Ent�o me ponho a declamar a noite inteira
Versos que lembrem teu semblante me sorrindo
At� que o l�men do astro rei, desfurecido,
Me faz rever a tua face alvissareira
Mas, no entanto me preocupo, num segundo,
At� onde - em que limite? - o meu mundo
posso eu para ti compartilhar. Me pergunto....
Se existo em teu mundo. Me pergunto...
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