Hoje desejo fazer um poema na madrugada
N�o a Antoniel, meu sonetista e camarada
Quero construir apenas versos sem rimas
Como sempre sem muitas regras de obras primas
Que os poetas me perdoem dos absurdos gramaticais
E corrijam-me se por acaso alguns versos surjam
desiguais.
Mas quero aproveitar a madrugada onde a lua brilha
E ver se nela consigo imaginar os olhos da amada
que trilha
Perdidos em estrelas no espa�o sideral.
Aqueles olhos possuem um poder excepcional.
Me inebriam e me tiram a capacidade de adormecer
Quando penso neles... sei at� que posso esmorecer
De dor fria... agorafobia... melancolia imensa...
Inquietude mesclada como se o sangue estivesse em
estase.
Tudo isso por causa dos olhos da amada
Que tento encontrar, na escura Luz que vem da
madrugada