Luiz Delfino de Bittencourt Miranda

 

 

 

 

 

 

Na Madrugada


 Luiz Delfino de B. Miranda



Hoje desejo fazer um poema na madrugada
N�o a Antoniel, meu sonetista e camarada
Quero construir apenas versos sem rimas
Como sempre sem muitas regras de obras primas

Que os poetas me perdoem dos absurdos gramaticais
E corrijam-me se por acaso alguns versos surjam 
desiguais.
Mas quero aproveitar a madrugada onde a lua brilha
E ver se nela consigo imaginar os olhos da amada 
que trilha

Perdidos em estrelas no espa�o sideral.
Aqueles olhos possuem um poder excepcional.
Me inebriam e me tiram a capacidade de adormecer
Quando penso neles... sei at� que posso esmorecer

De dor fria... agorafobia... melancolia imensa... 
Inquietude mesclada como se o sangue estivesse em 
estase.
Tudo isso por causa dos olhos da amada
Que tento encontrar, na escura Luz que vem da 
madrugada

 

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