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Inc�gnita
Luiz
Delfino de B. Miranda
Gritos abafados.
Gemidos. Dores n'alma;
Entediado. Amargurado por desejos iludidos;
Imperfei��es que carrego - perco a calma
Sentindo-te distante - eterno castigo.
Antes, amiga ausente. Inc�gnita
De quem nunca sequer, vi um sorriso
Encontro-te no acaso, no agora
Sentindo-te presente - e n�o estas comigo
Ou�a-me Deus! Algu�m reza e me consola?
Unicamente eu, pecador, estarrecido?
Zaragatas, algazarras, grilharias
Amores que deixei-me por vencido
O'h Pai! Aben�oa, nesta imensa aurora
Luminosa que recebo engrandecido,
Infinita amiga, mulher afei�oada
Vindo ao encontro de quem ficou perdido
E estes sofrimentos que tenho na clausura
Intima, calada, de v�os desentendidos
Recato; Me ponho, sozinho a declamar
A sempre meiga e doce ilus�o dos meus sentidos
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