Luiz Delfino de Bittencourt Miranda

 

 

 

 

 

A P�tala

 


 Luiz Delfino de B. Miranda


Novamente uma p�tala 
desprendeu-se
J� ressecada,
pelo sol quente, 
sem perfume,
Foi ao solo...
transfigurou-se...
transformou-se em azedume
E voltou a ser p�
Antes,
em seu esplendor de rosa,
vermelha
Havia sido semente...
uma parte da roseira.
Era uma parte da chama... 
uma centelha
Que desprendeu-se...
caiu...virou poeira.
Fica � natureza o seu destino...
incerto.
A roseira inda vive,
num enorme roseiral.
Ao solo pouco importa o seu final.
Mas a p�tala desprendeu-se
novamente
� uma p�tala a menos 
pra semente
Que pensou em ser rosa 
eternamente

 

 

 

 

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Luiz Delfino de Bittencourt Miranda HP

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