Luiz Delfino de Bittencourt Miranda

 

 

 

 

 

 

 

Antoniel telefonou


11032000�


 Luiz Delfino de B. Miranda




Esse cabra do Nordeste
Que mora l� em Natal
T� me deixando c'a peste
Q'nem piolho em pombal.

E j� passava das dez,
- Me ligando em boa hora - 
Pra me diz� como f�z
Pra tir� de sua viola

Aquele bom desafio
Que eu aceitei sem demora
Mas me deu foi arrepio
Quando a voz num assovio

Como um velho repentista
- Eta cabra pra ensin� -...
Al�m de ser sonetista
Me falou do beab�

Como � que se fazia
Para bem desafi�
Um cabra na cantoria
Sem em nada engasg�...

Fui lhe de todo ouvido
<< - � "m�tro" aqui e acol� - >>
E eu s� num sentido
Num deixei de pergunt�

Venha c� Antoniel
Venha me escut�
Como a tinta num pincel
A viola vou tocar?

Mas tem que ser em dez
verso assim agalopado?
E tamb�m tem que ser dez
os versos por mim rimado?

"� sim senhor meu irm�o
E n�o saia desse ritmo"
Falou-me num palavr�o
que nem Don Pedro, no grito.

Int�o eu disse t� bom..
Mas ando meio esquisito
Se ficar faltando "�o
N�o vou dar-me por vencido.

Agora fiquei valente
Tal como o c�o acoitado
E fica aqui no repente
( pra fic� bem registrado )

Antoniel j� se fa�a
Um violeiro afinado
Pois eu me encontro c� ta�a
pra beb� agarrotado

Uma boa da cacha�a
Quando eu v� vosmec�
j� sem voz e j� sem gra�a
Quando se p�s a perde

J� que se deu ao convite
De assim por mim fazer
Desafio que me aflige
Terei eu que aprend�

Pego logo na vi�la
E j� deixo de escrever
pois vou treinar agora
O resto ser� com voc�




 

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Luiz Delfino de Bittencourt Miranda HP

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