Mesmo que minha voz seja o silêncio, 
que minhas palavras sejam plúmbeas nuvens, 
meu olhar, água parada, sem vida, 
minhas mãos pendam para o vazio, 
ainda assim, haverá sons nos prazeres , 
sons vibrantes, de meus sonhos, 
sons em versos, poesias, palavras e melodias, 
que balançam, desfolhadas pelo vento... 

Anoitece tão rápido, tão repentinamente 
Não me acostumo: ora sol já é lua. 
Ora lembrança já saudade, 
através da densa névoa que flutua 
pensamentos e e anseios ligados entre si. 
Nem posso escolher se vou ou se fico... 
... e sigo! 


A vida hoje já passou e sinto saudades 
do novo que espero viver. 
Não é preciso lua no céu, 
nem uma lagoa azul, 
não quero estrelas brilhando, 
nem uma viola tocando, 
não preciso de surpresas... 
Quero - com os olhos abertos, 
pés plantados no chão, 
que meus sonhos se tornem realidade. 

 

Delasnieve Daspet

 

 

 




 

 

 

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