Luna - sempre bela e pálida. 
Iluminando a noite, 
E o sonho dos amantes. 

Lua - nua e fria 
Solitária imagem 
Perdida no espaço 
Negro da noite! 

Lunna - que se derrama 
Todas as noites 
Em gotas peroladas 
De orvalho, 
Lágrimas doloridas 
Que a relva umedece. 

Yaci - de lágrimas tão doce 
Que ao cairem na terra, 
Adentram em seu seio 
Criando novos fragmentos de vida! 

Tão bela lua!. 
Tão só! 
Tão eterna na noite perene! 
Noite após noite, 
Vê a vida se esvaindo 
Nas horas que passam aos quadrantes. 

Lua 
Por que em meu peito 
Tanta saudades se não sais de 
Meu pensamento?! 

A saudade, ó Lua, é apenas o espaço 
de tempo da ausência entre o agora e 
o ontem... tempo que já não existe! 

Ah! lua.. 
Não sintas tanto, 
Não te acabrunhes, 
Ainda que nada vejas no horizonte, 
Sabes que terás a morte e a vida 
Sempre ao nascer e findar do dia!

 

 

 


Delasnieve Daspet
11-01-2001 
Campo Grande MS 

 

 




 

 

 

 

 

 

 

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