
Para tudo há remédio neste mundo,
É a lei da vida que nos dita a norma:
Nos rouba o tempo um amor mais profundo
E o próprio tempo ilude e nos conforma!
Neste molde de Deus eu me confundo,
E não aceito a sina desta forma:
Não é certo perder-se um bem fecundo,
Um bem que em nossa vida se transforma!
Por isso, Amor, se um dia, em desencanto,
Fores viver sozinha, eu, noutro canto,
Sempre a vida hei de resgatar em ti...
Pois se um dia eu não mais levar-te flores,
Nem canções, nem sonetos, nem amores,
É porque de saudades já morri!
Geralado Ramon Pereira
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