O foguete Alcatra Easydrive 2 (AE2) foi uma versao melhorada e menos potente que o AE1, sendo que neste foguete usamos um localizador sonoro ( sirene ) e um "apontador" para determinar o local de aterrissagem do foguete.
Os objetivos deste foguete eram de validar o sistema de recuperacao e de localizacao do mesmo apos o lancamento, porem tal feito deveria ser feito a uma altitude baixa, mas ainda sim segura, e para tal foi decidido algo em torno de 400 metros. A ser decidido finalmente pela simulacao final do SOAR que acusou 350 m.
A fuselagem do AE2 foi feita usando-se tubo de PVC de 50 mm, para poder acomodar melhor o sistema de ejecao e o maior numero de baterias.
Pouco foi mudado em relacao ao ejetor do paraquedas, como o sistema se mostrou
funcional no AE1, foi decidido que seria usado tb no AE2, sendo q apenas o "layout"
do circuito fosse mudado ( versao redonda do timer )
Foi incorporado ao sistema uma Chave-G como sensor redundante ( acionamento
a 5 G's )
O motor usado foi o Alcatra Flex ( configuracao igual a do teste
estatico #1 ), e portanto menos potente q o AA-200
usado no AE1
CP e CG

O AE2 tinha como margem de seguranca 1,28 Calibres na decolagem e 1,88 , valores
relativamente baixos, mas aceitaveis pois o objetivo era q o foguete nao se
desviasse do local de lancamento.
Ao chegar ao local de lancamento, foi seguida a rotina da montagem da base e os itens do Checklist e o teste do sistema de ignicao. Observadores ( eram muitos, cerca de 20 neste dia !!! ) a distancia segura, foi dado inicio a contagem regressiva.
5,4,3,2,1, ignicao, o AE2 subiu depois de cerca de meio segundo apos ser visivel a fumacinha da carga de ignicao, e por sorte a decolagem foi registrada por uma maquina fotografica!

Olhando a foto com atencao pode-se ver ate a bateria bem no meio do circulo de fumaca.
Porem, nem tudo foi gloria no lancamento...Por alguma razao o sistema nao ejetou o paraquedas e o foguete caiu direto ao chao, como capturado pelo frame deste video.

Porem, devido ao localizador ( "apontador" ), que nao consiste em mais nada alem de um dedo de pvc preso a um suporte, que mantem fixa a direcao a qual o foguete caiu, foi possivel encontrar o foguete logo apos o lancamento.
Em primeira instancia desconfiou-se dos ignitores da carga do paraquedas. Os mesmos sao feitos apartir de lampadas de natal, e portanto eram , aparentemente, o elemento mais passivel de falha. Porem quando removidas dos destrocos e testadas as cargas nao soh ainda estavam intactas, como tambem ignitaram, o que demonstra a incrivel resistencia destas lampadas.
Apos eliminar a possibilidade de falha dos ignitores, passamos a observar mais
de perto a simulacao da trajetoria pelo SOAR afim de verificar uma possivel
falha nos sensores ( chave de Hg e chave G ). Na mosca, com medo de perder mais
um foguete, o grupo decidiu usar um motor de menor potencia que o anterior,
afim de curtear o seu alcance, porem o efeito disso foram baixas aceleracoes
de decolagem ( falha na chave G ) e baixas desaceleracoes no Burn-out, oque
deu o golpe de misericordia no sistema, causando a falha da chave de mercurio.
| Tempo | Aceleracao (g's) |
| 1,08 | 2,66 |
| 1,580 | -1,04 |
Como pode ser visto, o foguete, devido a sua baixa velocidade, estava sendo desascelerado praticamente apenas pela gravidade, devido a isso o mercurio nao "subiu" e ativou o circuito, como aconteceu no AE1. Ja quanto a chave-G, o motivo de sua falha é desconhecido.
O bom deste lancamento foi a validadacao das previsoes, ( nao, nos nao sabiamos
q o paraquedas n ia abrir hehehe ) pois como o SOAR simula o voo sem levar em
conta o paraquedas e nos filmamos em VHS todo o voo do foguete, comparando-se
a simulacao com a filmagem temos:
Tempo da decolagem ate o impacto:
SOAR = 17,3 seg
Filmagem = 17,6 seg.
Como pode ser visto os dois valores estao muito proximos, e portanto e de se esperar com boa certeza que o foguete compriu a altitude simulada de 350 metros.
Para o proximo voo sera estudado um novo tipo de acionamento, para resolver tal efeito.