Algumas palavras sobre o site de Dédalo Vandalbrain

Detalhes do quadro 'Carolina no Bosque Azulado de Paul Klee', representando o Zodíaco Dedaliano e outros de seus símbolos rúnicos.
O QUE É OBLIVIOS?
Texto de Isadora Aleph, extraído da revista Pancárpia, de Nefelococcígea.
A palavra 'Oblívios' vem do latim ´oblivium´e, em português, significa 'descanso, repouso, esquecimento, olvido'. É o título original da ´Enciclopédia do Esquecimento', inicialmente 'Enciclopédia Labrys' e depois 'Enciclopédia Tlön'; também carinhosamente chamada de 'Labirinto', pelos seus idealizadores iniciais, ou 'O Cristal', pelo seu conceptor original, o obscuro Dédalo Vandalbrain.
A referência ao Esquecimento é uma mistura de ironia e licença poética, pois as pretensões da Enciclopédia são de abarcar todo o conhecimento humano. Neste míster, eventualmente realidade e ficção fundem-se lembrando as teorias do idealismo filosófico de David Hume, o qacismo do subcontinente fagnense ou a solipcista superfilosofia da Nubilândia e Flöte. A obra é citada no conto 'Tlön, Oqbar, Orbis Tertius ('o terceiro planeta', em latim), de Jorge Luis Borges.
Além de vasta, é uma obra material/imaterial, multimídia. Inclui desde poemas, contos, romances, desenhos e pinturas, fotografias e outros gêneros, até projetos cinematográficos, conjuntos escultóricos, obras de arquitetura e cidades inteiras, 'com suas torres de sangue e tigres transparentes'.
A Enciclopédia é desenvolvida por uma equipa de idealistas nefelenses (também chamados de labrystas ou tlonistas). São escritores, artistas, cientistas, médicos, astrônomos, naturalistas, e outros profissionais. Teoricamente, todos os trabalhos ainda são coordenados por Dédalo, ou melhor, por seus princípios origianais, já que sua figura está de desmaterializando progressivamente.
A obra iniciou-se por volta de 1988 e não está concluída; talvez nunca esteja, pois tem o espírito de uma obra aberta, uma ´work in progress´como o romance Finnegan´s Wake do escritor irlandês James Joyce, ou a Catedral da Sagrada Família, do arquiteto e artista catalão Antonio Gaudí.
Este site foi criado em 24/11/2003 e é uma apenas uma pequena e despretensiosa mostra de textos (poemas, contos, romances, resenhas) e imagens (fotos, desenhos, pinturas, esculturas,
design, arquitetura, urbanismo) da autoria do próprio Dédalo e que fazem parte de Oblivios, a Enciclopédia do Esquecimento. Qualquer interatividade (sugestões, críticas e comentários) é bem vinda. Novas atualização são feitas sempre, sobretudo na seção de Resenhas. A primeira versão, bem simplificada, foi feita no HPG. Numa terceira versão, o site deve ampliar-se e explorar mais o conceito "de um mundo, um lugar onde 'se entra', um Universo Paralelo", como destacou Mestre Calou na resenha abaixo:
"Prezado Dedalo, seu site lembrou-me as cavernas Parque Ecológico do Alto da Ribeira. A entrada é estreita, um salão azulado como as paisagens de O Estrangeiro, de Albert Camus. Este modesto salão à meia luz dá acesso a diversas outras galerias, cada vez maiores e mais impressionantes. Como o Jardim das Veredas que se Bifurcam, aquele magistral conto de Jorge Luis Borges. Imagino que cada uma destas galerias levaria a centenas de metros de novas galerias inexploradas - completamente ricas em rochas diferentes e formações nunca imaginadas. Ouro? Pedras preciosas? Não importa, nas profundezas as riquezas são muitas e sublimes, visões das entranhas da história geológica da nossa substância corpórea. Um universo paralelo".
"Este site está para mim no limite entre a arte pura e a imaginação. Há diferença entre as duas? Talvez. Nem toda arte é imaginação e nem toda imaginação é arte, mas há um ponto em que elas se encontram e ficamos desconfortáveis, medrosos... acuados. Será que teríamos o poder de olhar e apenas ver? Sentir e apreciar, sem necessariamente comparar nossa individualidade e nossos valores com um paradigma completamente novo? Creio que não. A tendência do ser humano é realizar sempre e intuitivamente esta conexão, tentando alimentar nossa eterna construção de conceitos a respeito do que já sabemos e do que tentamos saber. Algo complexo demais, diversificado demais e quase inumano para um indivíduo ou mesmo um grupo de indivídios. Não há uma obra, mas inúmeros fragmentos de grandes obras Não há um resultado,mas um processo vivo em andamento - exposto ali num espaço cibernético, ameaçadoramente".
"Procurar rótulos, compreender a coisa como um todo único, emitir pareceres. Nada disto satisfaz. Apontar para o universo, abraçar as estrelas e toda a matéria incompreendida do espaço. Isto sim faz sentido. Estou fascinado".
Webdesigner:Dédalo Vandalbrain ([email protected])