ENSINO E PESQUISA NA GRADUAÇÃO: UM PEQUENO ESBOÇO  

                                                                                    

 

 

 

                                                                                                                           Décio Escobar Oliveira Ladislau* 

 

 

 

RESUMO : Este artigo tem o intuito de apresentar uma reflexão sobre a questão do papel da universidade na sociedade e aborda com ênfase a questão da relação ensino/pesquisa bem como o papel do aluno de graduação no processo de produção da pesquisa .

 

 

 

PALAVRAS-CHAVES: Pesquisa, Ensino .

 

   

 

 

     Iniciarei este artigo com a seguinte indagação, qual o papel da universidade diante da modernização do modo de  produção ? Provavelmente nos mais remotos tempos, na gênese universitária na Europa, este assunto deve ter passado batido, atualmente com a modernização do processo de produção este assunto vem a tona com muita força . Nas visões de intelectuais do século passado foi produzido uma série de conceitos que culminaram com uma visão fordista de como conceber o conhecimento universitário, nos dias de hoje  esta visão fordista está sendo deixada de lado e tem-se falado  muito    em uma universidade cuja principal função seria permeada por um tripé: pesquisa/extensão/Ensino. Cabe agora um segunda e uma terceira indagação, Qual a relação entre ensino e pesquisa na graduação? E  qual o papel do aluno nos processos de produção do conhecimento?

    Para respondermos a primeira indagação deveremos ter consciência que o ensino deve se beneficiar da pesquisa para um aprimoramento do conhecimento, a atividade de ensino cujo objetivo central é a compreenção do mundo que nos rodeia, necessita de novas descobertas para um melhor entendimento dos fatos ocorridos no dia a dia e que sem a pesquisa, não passará de mero repasse de informações, ou seja, a partir do conhecimento históricamente  estabelecidos formula-se novas hipóteses que comprovados com a pesquisa permitirão um conhecimento mais apurado sobre os fatos cotidianos .

    Por um outro lado o aprimoramento das pesquisa proporcionará aos graduandos novas técnicas que serão utilizadas na sua vida acadêmica e que no final o auxiliarão na resolução de problemas que por ventura surgirão na sua vida profissional .

    Desse modo então, percebe-se  que o ensino necessita de pesquisa, já que proporciona um elemento novo e extremamente importante no processo de aprendizagem que é a curiosidade, necessidade básica para a compreenção dos fatos estudados.

    Como resposta para a Segunda indagação, devemos considerar que o aluno é peça fundamental no processo de produção de conhecimento , haja visto que com o auxilio do professor, que servirá como mediador do processo de aprendizagem ,tornará possível ao aluno o desenvolvimento de pesquisas que ao mesmo tempo aumentarão o conhecimento  sobre questões discutidas bem como proporcionarão  a formulação de novos conceitos .

    Para concluir, há de se comentar que a elaboração de pesquisas envolve custos que muitas vezes não estão disponíveis nas universidades brasileiras e também em muitas universidades de países industrializados, seria ingenuidade acreditar que é possível em todas as áreas do conhecimento receber verbas destinadas a pesquisas, porém, cabe ao professor universitário incutir na cabeça de seus alunos o valor real de uma pesquisa e que por menor que lhe pareça. sem  tal entendimento torna-se difícil o processo de aprendizagem. No momento atual nos países industrializados o repasse de verbas para as pesquisas se dá entre universidades e empresas e as verbas são mínimas,  Léa Velho** deixa bem claro isso quando nos diz:

                          

                         Ao discutir a crescente proporção de financiamento da investigação

                           universitária por parte da indústria, primeiramente vale apontar que

                          apenas 1% do orçamento de pesquisa e desenvolvimento(P&D) indus-

                          trial é destinado à pesquisa acadêmica . Portanto, a parte substantiva

                          dos recursos privados de P&D ainda hoje é gasta na chamada pesqui-

                          as in-house. Mesmo firmas no setor farmacêutico e de engenharia, que

                          tem larga tradição de interação com o setor público de pesquisa, colo-

                         cam  um  teto para os gastos com a pesquisa extramuros que, geralmente,

                         é da ordem de 1 a 2% dos seus orçamentos de P&D . ”

  

 Quanto ao brasil, país em fase de desenvolvimento, poderíamos supor que a quantidade de verbas destinadas a projetos de pesquisas universitária seriam infímas, isso ocorre essencialmente pela falta de tradição do envolvimento entre empresas e universidades como ocorre nos demais países industrializados .

   Com relação ao Brasil Léa Velho* nos diz que :

                        

                     “As ações implantadas no Brasil, sob influência direta ou indireta do

                          governo federal, com objetivo geral de aproximar universidades  e

                          empresas podem ser classificadas em três grandes grupos : programas

                          de financiamento de pesquisa cooperativa entre o setor público e empre-

                          sas; financiamento de capacitação de recursos humanos para áreas

                          industriais definidas como estratégicas para o país; e fomento a criação

                          de pólos tecnológicos “.

 

    Para terminar,  devemos Ter bem claro que a necessidade de pesquisa é primordial para a graduação e mesmo que não haja verbas, esforços deverão ser empregados para o entendimento do processo de aprendizagem .     

 

 

 

 

Bibliografia

 

 **VELHO, Léa , O  Ensino Superior e o Mercosul, Garamond , UNESCO (Brasil).

           

 

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