Adriana Puigrós

 

 

 

                                       Educación y poder: los desafios del próximo siglo

 

 

 

    intitulando seu texto "Educación y poder: los desafios del próximo siglo", desvela o quadro de incertezas que rondam a educação no início do século XXI. Inicia sua reflexão cercando-se de questionamentos de Carlos Fuentes, pensando na América Latina: a pergunta é pelo nível de inserção necessário na denominada civilização, quando as tarefas para a educação estão sendo redefinidas. Discutindo educação e poder e tomando, para análise, o caso do México, a autora lembra que a partir do final da década de 60 o Estado conduziu a organização social por ações repressivas e por amplas reformas. Os movimentos contrários, por sua vez, não passavam de ações de resistência, o que, em última instância, é considerado pela autora como comportamento de conservação... Lembrando Fukuyama, Adriana expõe as estratégias atuais do capitalismo, que assim podem ser traduzidas: fazer a crítica e a auto-crítica antes que os subdesenvolvidos façam a revolução. Ou seja, a crítica ao neoliberalismo por seus próprios produtores traz consigo conteúdo intrigante: é provável que chegue num momento cômodo demais aos modelos hegemônicos, produtores do sistema único, destruidores dos estados nacionais, com acentuada desnacionalização da economia, de modelos políticos e culturais. Lembrado por Adriana, Fukuyama teme os efeitos de "um extremo individualismo", outorgando valor especial à relação entre "el indivíduo y la comunidad". Fukuyama, conforme reflexão de Adriana, está bem acompanhado pelo "financista George Soros". Ambos recomendam "cautela, autocrítica, conciencia de la falibilidad, reflexividad" para abrandar os efeitos de suas teorias. Ante o quadro posto, Adriana, firmada na indignação e na esperança, sem propor que nos rendamos ao neoliberalismo, convoca: "es necesario realizar un nuevo contrato entre los sectores progresistas y los setores políticos neoliberales que se inclinam por promover políticas sociales", clamando para que não permaneçamos agarrados à "la melancolía por la utopía perdida". Adriana, particularmente para o campo da educação, reforçando a sempre necessária presença do Estado, faz clara e sólida defesa do conceito de público não exclusivamente atado aos mecanismos e controles estatais. Embora sem referenciar Freire, a autora bem lembra as reflexões freireanas ao declarar a importância da afirmação do espaço público educativo, "como lugar en el cual deben crecer nuevos sujetos pedagógicos y alternativas democráticas a la educación tradicional", defendendo uma educação "masiva, pública, democrática" com o que se "puede construir nuevas opciones sistemáticas progresistas", quando o"relativismo cultural no debe justificar la exclusión".

 

Hosted by www.Geocities.ws

1