Origem na Europa


Por Alexandre Fonteles



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Esta é a versão oficial, a mais propagada, mais antiga e considerada como verdadeira.

"Alencar, outrora Alancar, Alanquar, Alamquer, Alenquer, está ligado à povoação portuguesa deste último nome.

Considera-se que o nome provém de Alan (dos Alanos) e Kerk (templo ou igreja). Dai Alamquer, Alanquar e Alenquer, templo dos Alanos ou povoação fundada pelos Alanos, hoje vila portuguesa, cabeça de comarca, pertencente ao distrito de Lisboa, de que dista quinze quilômetros.

Na nobiliarquia Portuguesa houve a Baronesa de Alenquer, Da. Moniz de Mendonça da Silva (1578-1621) e o piloto Pero de Alenquer, ambos de nomeada.

Tem-se assim como certo que os Alenqueres ou Alencares buscam suas origens. ainda na Idade Média, em famílias da histórica povoação.

Na nobiliarquia brasileira houve a Baronesa de Alenquer, D. Francisca de Assis Viana Moniz de Aragão (1824-1897), baiana, casada na família Viana Bandeira, mas que não tem laços de parentesco com a família Alencar.

Nota - No livro de registro de batizados de Cabrobó, século XVIII, por exemplo, nos assentos de batizados de Margarida e Francisca, netas de Leonel de Alencar Rêgo (o patriarca-mor), filhas de Rita da Exaltação com Nicomedes Teive da Barra, se lê "Alanquar", duas vezes.

No batistério de Bárbara é "Alancar", que se encontra escrito, muito embora os copistas atuais modifiquem para Alencar, (Livro de Registro de Batizados, freguesia de Cabrobó, Pernambuco, 17571769, fls. 7, 8, 22 e 23, folha esta em que se encontra a grafia "Alanquer" - da tese "Bárbara Pereira de Alencar", de RUTH DE ALENCAR, publicada na revista "Jangada", ano III, n. 10 e 11, de 1952, Fortaleza.)

Os Alanos, bárbaros pertencentes ao mesmo tronco remoto dos Indus e Indo-europeus, provém da região entre o Mar de Azof e o Cáucaso.

Comandados pelos Hunos, invadem a Gália, no início do século V A.C., e se instalam na Espanha, na Lusitânia e na Província Cartaginense. Acabaram sendo dominados pelos Vândalos, Suevos e Visigodos.

Os habitantes da Lusitânia, como os da Península Ibérica, eram inicialmente lígures, íberos e celtas, que acabaram fundindo-se em um só povo, os celtíberos.

Durante séculos sofreram influência dos fenícios, gregos, cartagineses e, por fim, foram dominados pelos romanos. Todavia, houve sempre tenaz resistência a estes, sobretudo da parte dos lusitanos, e grande parte da península ibérica, que se tornou independente.

Dos séculos V ao VII foi a península dominada pelos Bárbaros, como já dissemos. Do século VIII ao XIII sofreu ela a invasão dos árabes ou mouros, que grande influência exerceram sobre a cultura e a civilização e, quiçá, sobre a raça ali em formação.

No aspecto racial, a população portuguesa tem sido sempre, como se vê, muito heterogênea.

Além das raças citadas acima, houve forte incidência de normandos e de judeus. Contudo, é voz corrente pertencer ela ao grupo latino.

Difícil é saber-se qual a raça predominante dos Alencares, que, transplantando-se para o Brasil, deram origem à família brasileira tradicional.

Há quem insinue serem os primeiros imigrantes cristãos novos, judeus convertidos, da grande massa que abandonou Portugal, por força da perseguição religiosa. Mas isso não está provado".

Estas notas nada têm de originalidade. Aproveitaram várias publicações anteriores, tais como - "Páginas de história e de família", de JOÃO FRANKLIN DE ALENCAR NOGUEIRA, publicados no Jornal do Comércio por JOÃO NOGUEIRA JAGUARIBE - Artigos das Revistas do Instituto Histórico do Ceará e de Pernambuco - da Revista JANGADA, de RUTH DE ALENCARR, hoje RUTH DE ALENCAR LEAO - Artigos dos jornais do Crato - Belém e Fortaleza, alguns de JOSË DE CARVALHO, etc.

Foram também aproveitados esclarecimentos e anotações dos parentes.

Elas são destinadas exclusivamente aos parentes que conservam o apego às tradições da família ALENCAR - e se interessam por seu conhecimento.

A todos dedico o modesto trabalho. A eles peço colaboração para a ampliação, e maiores esclarecimentos e correções".

Fonte: "Família Alencar", de autoria do General Tristão de Alencar Araripe, publicado na revista Itaytera, em 1962, por Antônio de Alencar Araripe. Gostaria de ressaltar que este valioso material me foi entregue por José Roberto de Alencar Moreira, pesquisador da família Alencar.

 

 


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