|
22º
classificado
 |
O
que achastes da tua participação e da tua classificação?

Foto: HP
|
Gabriel Branco (GB) - A
minha participação foi positiva, considerando os adversários com
quem joguei, pelo menos 3 muito experientes, a começar pelo Quino na
ronda 1 (com quem e' um prazer poder jogar). A minha classificação
foi 22º, o que considero mau, mas se justifica pela minha colocação
excessivamente cautelosa dos comandos e pelo sistema de classificação
e emparceiramento.
Este sistema beneficia muito exércitos
de Cavaleiros pesados que obtenham uma vitoria rápida, e não a
manobra, que e' o que no fundo me fascina no DBM. Os resultados
segundo as 'normas' do encontro, foram empate - vitoria - empate -
empate, mas na verdade no espirito DBM, como eu o entendo, foi
empate - vitoria - vitoria - derrota. A 'derrota' foi com um
exercito Indiano com Bw (X) e (S), difícil de vencer por Camelos,
mais muita falta de sorte no final, dado que a 2 jogadas do fim o
meu flanco esquerdo prometia.
De qualquer modo nunca
tive interesse nesta deslocação pelo torneio, mas apenas em obter
mais experiência com o meu exercito Pre-Islamico, contra adversários
que sabem muito bem o que fazem. Para alem do conviver 'senar'
e 'picar', claro.
|
|
 | O
que achaste da participação da restante equipa portuguesa?
GB - Globalmente a participação portuguesa foi
excelente. Salvo erro, em 20 jogos perdemos 3, ganhamos 7 e empatamos os
restantes - segundo o regulamento. Para um grupo de jogadores com
relativamente pouco traquejo em campeonatos, este foi um resultado muito
bom. Se bem que este grupo incluía o Marco Quinta, que tem tido resultados
muito consistentes, para alem da raposa matreira que é o Canongia.
Claro que a estrela do grupo foi o Ricardo Simas, que ainda nos fez sonhar
com a vitoria ate ao fim, obtendo um magnifico 3º lugar. Daqui vai mais um abraço
de enorme satisfação para ele!
A organização fez questão de salientar este 3º lugar na distribuição dos
prémios.
|
 | A
organização da deslocação da equipa foi da tua responsabilidade, o que
podes dizer sobre isso?
GB - Correu tudo bem, com a participação de todos. A partida o
carro monovolume de 7 lugares era pequeno para 5 jogadores mais duas
acompanhantes - sim já temos fans que acompanham a equipa - mais 5 garbosos
exércitos, mas foi possível fazer-nos transportar numa carrinha
Mercedes de 9 lugares que se portou adequadamente. Na ida tivemos problemas sérios
de transito a 48Km de Madrid e optou-se por um atalho, que nos levou
a locais tão interessantes como Mêntrida e Aldeia del Fresno, o que nos
tomou mais cerca de 1,5h que o previsto. Já perto de Segovia decobrimos que
uma certa auto-estrada A6 da Corunha pela qual passamos muitas vezes e
ignoramos, tinha um ramal que nos servia, mas não estava no mapa. Depois
"descobrimos" que eu não tinha a morada do local, mas o Ximenes
olhos-de-lince descobriu o hotel 'el Gato' assim que entramos na cidade. Ou
seja, chegamos tarde, mas bem e fomos bem recebidos. Na volta seguimos as instruções
de Alberto, de Madrid, com quem joguei na 2ª ronda e do Rafa, e
tudo foi as mil maravilhas.
|
 | A
organização do torneio como foi?
GB - A organização de um evento com 36-38 pessoas foi
espantosa no que respeita a logística - que dor de cabeça deve ser alojar e
alimentar tanta gente. Hernanz, Henrique e Henrique fizeram um excelente
trabalho.
De salientar um almoço de alto-nível no primeiro dia, que nos deliciou a
todos com as especialidades locais.
Quanto ao sistema de classificação e emparceiramento a minha opinião e'
diferente e sobejamente conhecida: é simplesmente péssimo. De facto parece
que se esta permanentemente a re-inventar a roda. Prova disso e' que o
sistema utilizado em Segovia estava a ser criticado pela grande maioria, ate
com um abaixo-assinado a correr. O problema e' que essa petição quer de novo
uma "solução" que não vai resolver o cerne da
questão. Estes sistemas substituem o espirito do DBM, que consiste em ganhar
jogos desmoralizando comandos, num sistema incaracterístico em que o que
primariamente conta são percentagens, o que ignora a estrutura e organização
dos exércitos. Os comandos desmoralizados - ou seja os pontos DBM - nem
contam como desempate, o que para mim e' simplesmente inaceitável, pois
subverte o espirito do jogo.
Muitos continuam a ignorar que o sistema Suíço integral, com critérios diferenciados de
classificação primaria e desempate, com o uso do SOS, são os únicos remédios
verdadeiros para os males apontados. Aceito que as
dificuldades de gerir manualmente um SSM justifiquem outros métodos mais
"simples", mas usar percentagens, abrindo o critério primário de
classificação para 1-100 ou mesmo 1-150 e' um erro técnico enorme. Depois
não se queixem de as classificações serem totalmente ilógicas e injustas.
Uma das correntes e' que o que interessa e jogar, etc. Nesse caso não ha discussão. Mas por favor
então não liguem as classificações e não façam um
'ranking' a partir de resultados sem qualquer credibilidade técnica. Também
nesse caso não são necessários rankings ou emparceiramentos, qualquer
arranjo de pares é aceitável. Saliento que, mesmo com os mais rigorosos critérios
do Sistema Suíço, a vantagem calculada por alguns
estatistas em relação a simplesmente sortear os pares, é da ordem dos 5 a
10%. Ou seja, uma vantagem relativamente marginal. Nos sistemas utilizados
nos torneios Europeus, tenho a certeza de que seria muito mais correcto e
justo simplesmente sortear os pares depois da primeira ronda, com re-arranjo
nos casos incompatíveis (como já ter jogado antes). Querem sistema mais
simples?
Em termos de organização técnica, para mim os únicos eventos em que acredito
minimamente, são os torneios em que é aplicado integralmente o SSM-DBM
(actualmente só usado na AJSP, em Portugal).
Um abraço amigo e até breve.
|
|