Entrevista

 


Foto: Lurdes

DBM Portugal -  Como é organizar pela primeira vez uma competição de DBM?

Luís Henriques (LH) - Organizar pela primeira vez uma competição de DBM foi um desafio muito interessante na medida em que foi necessário preparar o lado específico da competição mas também o lado social da competição, com alojamentos, refeições e programa cultural, para participantes e acompanhantes.
Na primeira faceta, da competição propriamente dita, toda a distribuição dos participantes pelos diversos jogos, o material utilizado, as regras da competição e o sistema de pontuação e classificação ficaram a cargo do Almada 21, sem o que teria sido impossível realizar a prova. Dada a sua longa experiência na realização destes eventos, tudo rola sobre rodas e o pouco tive que intervir (para bem de todos...).
Na segunda faceta, a sociocultural, tivemos o excelente apoio da Câmara Municipal de Lagos e do Hotel Tivoli-Lagos, que nos permitiram proporcionar um programa de actividades a todo o grupo participante, com uma visita guiada à parte histórica de Lagos, museu municipal, igreja de Santo António e Fortaleza de Lagos. No Hotel, a utilização do ginásio, piscina coberta aquecida e salas e bares de apoio é sempre apreciada pelos acompanhantes.
No aspecto meteorológico é que não tivemos sorte nos dados, tendo a chuva marcado uma grande e irritante presença durante o fim de semana.
Quanto às acompanhantes, uma palavra de apreço pela sua presença. É sempre agradável ter um grupo tão simpático e evoluído, que anima o convívio e aumenta o entusiasmo dos jogadores.
 
DBM Portugal -  Tu fazias parte de uma organização com associados da Almada 21. O que achas da atitude uma associação que tratas todos os jogadores por igual, quer sejam seus associados ou não, responsabilizando-os a todos pelas despesas e dividindo por todos os lucros?
LH - O meu envolvimento com a associação Almada 21 foi das coisas mais interessantes, a nível pessoal, deste ano de 2003. Desde o primeiro contacto com o Hilário, houve uma empatia a nível pessoal, de delicadeza e de educação que me fez imediatamente ter a certeza de estar perante uma pessoa muito interessante. Nos torneios da Diorama e da Junta de freguesia de Almada em que participei, conheci mais associados do Almada 21 e a amizade que naturalmente nasceu fez-me sentir honrado por pertencer a um grupo de gente tão "superior" (linguagem de DBM). O relacionamento de igual para igual entre todos, incluindo não associados, é das melhores atitudes que tenho visto a nível associativo, pois habitualmente as querelas, intrigas e interesses pessoais sobrepõem-se a uma franca e salutar amizade e cultura associativa. As associações são para proporcionar prazer desportivo, intelectual e humano e nesse aspecto o Almada 21 está de parabéns.
 
DBM Portugal -  Tu foste o principal responsável pelo local dos jogos. Podes descrever-nos o local? O que é necessário ter para o conseguir?
LH - O local onde se realizaram os jogos constou duma sala com cerca de 60 metros quadrados, com hall e casas de banho próprias, disponibilizada gratuitamente pelo Hotel Tivoli-Lagos. Foram ainda colocadas mesas de 180cm por 120cm em número correspondente aos pares de jogadores, mesas de apoio para secretariado, trofeus e vendas e ainda várias cadeiras. Foram ainda disponibilizados vários tabuleiros de self-service, que permitiram a rápida mudança de exércitos entre mesas, quando os jogadores rodavam de posição.
A disponibilidade duma sala deste tipo não é fácil mas o Hotel Tivoli-Lagos, na pessoa do seu Director Comercial Dr. Nuno Ângelo, teve uma aposta comercial arrojada, facilitando grandemente a estadia e utilização de infra-estruturas de apoio ao grupo que, embora não tão grande como o Hotel gostaria, tem tudo o que é preciso para voltar outra vez e em muito maior número.
Conforme sugerido na pergunta, é evidente que a credibilidade pessoal e o bom relacionamento que nasceu entre mim e o Dr. Nuno Ângelo facilitou a aposta que o Hotel fez num grupo interessante que pode, anualmente, desenvolver uma actividade que atrairá muita gente ao Hotel.
 
DBM Portugal -  Lagos 2004 já está marcado. E para o ano será maior. Que mensagem queres deixar aqui?
LH - A mensagem está aí! "Está marcado e será maior."
Neste primeiro encontro em Lagos houve dois factores limitativos duma grande afluência. O primeiro foi o desconhecimento do local, da organização, das condições de estadia, etc. que tendem a provocar uma certa retracção na participação. É sempre mais fácil decidir ir a um local conhecido onde já se teve uma boa experiência e onde se sabe o que nos espera. O segundo factor foi o de se ter limitado os jogos à DBM.
No primeiro, para o ano já toda a gente sabe ao que vem e é mais fácil convencer indecisos e fazer "levantar os mortos". No segundo, pensamos alargar os jogos ao Warhammer e Segunda Guerra Mundial, aumentando consideravelmente o número de participantes.
Nesta primeira organização, dada a nossa inexperiência, preferimos um grupo mais pequeno e mais controlável (participantes "Regulares" em linguagem de DBM) do que organizar um grande evento com várias modalidades e não ter controle na situação (participantes "Impetuosos" em linguagem de DBM). A primeira imagem é que conta e pensamos que não ficou má a fotografia deste primeiro encontro. 
Depois da nossa experiência este ano, não teremos dificuldade em gerir um grupo mais diversificado e maior, na medida em que temos as condições estruturais para alojar e pôr a jogar toda essa gente.
A Câmara Municipal de Lagos já se disponibilizou para ajudar novamente (com mais generosidade, presumimos, uma vez que agora já nos conhece bem...) e o Hotel Tivoli-Lagos não tem problema em alojar grandes grupos (é o seu negócio...) e de disponibilizar uma sala ainda maior para a realização dos jogos.

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