Semeados em mim estão
suas sementes
Que não germinarão sem a luz do teu sol
Nem tampouco sem a energia da sua essência
Que me é necessária para produzir o fruto
Meu eu já não é fértil, nesta estiagem
Que de tantos recessos e esperanças inválidas
Ressecou-se e fechou-se dentro deste ser
Que se lamenta e condena sua triste sorte
Não mais cintilam os meu jovens olhos
Envolvidos pelo inocente orvalho de prata
Que sufocadamente viaja até meus lábios
Ressequidos., trêmulos e incessantes, pobres!
Neste momento que se passa, com o desenrolar
Dessas linhas que descompassadamente
Reproduz minha cruel e eterna sina
De semeador aspirante ao fim do tempo ruim.