CORRE, NÃO PÁRE, NÃO OLHE

Realidade rota e infâmia esta minha!!
Donde tento aos suspiros e prantos
Esconder-me a face para que não me vejam
Fraco e incapaz de atravessá-la sem cair.

Pulai-me... passai a minha frente
Que já não me resta forças para seguir-te.
O sangue que jaz em minhas veias
Já não mais leva-me o amor ao coração.


Só o que me resta são as sobras
De lembranças que um dia motivaram-me
A amar-te... e que hoje não passam
De agulhas que ao aparecerem furam-me.

Agora o que farei é esperar
Que os tempos passem e me tragam
A tão esperada forma de existência
Que nos separa, mas que um dia nos unirá.

Danilo Rodrigues

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