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Uma terapêutica auxiliar com suplementação vitamínica controlada conseguiu reduzir em até 50% as concentrações da homocisteína de pacientes em tratamento de hemodiálise. Devido às mortes e aos riscos cardiovasculares provocados pela hiperhomocisteinemia em pacientes com doença renal crônica, a nutricionista Paula Chiarello, doutoranda da Divisão de Nutrição Clínica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP, conseguiu desenvolver um estudo com 32 pacientes avaliando os efeitos da vitamina ácido fólico junto às altas concentrações de homociesteína no sangue. Mesmo a literatura comprovando as vantagens de vitaminas para minimizar a hiperhomocisteinemia, a dose precisa para êxito nos resultados ainda não estabelece um consenso junto aos profissionais de saúde. Porém, a aplicação de ácido fólico (2,5mg/pós-sessão) por via oral nessa pesquisa trouxe elementos novos que possibilitam analisar mais detalhadamente os benefícios das suplementações para o controle da elevação dessas taxas. "O levantamento nos mostrou uma queda bastante significativa da homocisteína nos pacientes estudados, mas ainda não é a concentração ideal. Também vimos que o ácido fólico tem um ponto de saturação", adverte a pesquisadora. Após cada sessão, realizada três vezes por semana, os hemodialisados ingeriam as doses controladas de ácido fólico. O grupo de pacientes pesquisado foi acompanhado durante três meses e os resultados dos testes e análises laboratoriais foram comparados antes e depois do tratamento. "Verificou-se uma boa eficácia que pode trazer benefícios para diminuir a mortalidade dos pacientes com riscos cardiovasculares", diz ela. Segundo a pesquisadora, existe também uma predisposição genética associada ao desequilíbrio da homocisteína, e o seu excesso no organismo se relaciona a outros mecanismos que geram patologias como trombose e aterosclerose, por exemplo. "As altas concentrações da homocisteína propiciam a oxidação de LDL, toxicidade vascular e acabam por comprometer o metabolismo", afirma. A administração de 2,5mg de suplementação vitamínica no grupo de pacientes hemodialisados mostrou eficácia plausível para se elaborar tratamentos mais efetivos, com resultados objetivos e que podem se estender a grupos submetidos também à diálise peritonial. "Agora, o que devemos analisar estatisticamente é a relação entre o excesso de homocisteína, o estresse oxidativo e, depois, estabelecer a correlação de radicais livres com outras substâncias", conclui. Danilo Tovo www.connectmed.com.br - abr./2000 |