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Presidente, desprazer em conhecê-lo! Fiquei
de testa franzida ao receber o Jornal de Nova Odessa (cidade parente de São
Carlos, fundada por Carlos Botelho), que o Aparecido gentilmente me envia. Quando
o correio chegou, aquela grande confusão do Partido Com Certeza (PCC) já
havia amainado e gritava um imenso pipocar de vozes altaneiras,
importantes, eleitas, classificadas e qualificadas, a sugerirem firmes ou
melosas medidas de segurança. Qualificadas...
mais ou menos. Mais menos que mais, porque a “qualidade” do intelecto
conhece o passado, intervem no presente com a pública obrigação de esboçar
um futuro menos errôneo. Não
tem dado certo. Futuro? Os “responsáveis mais pensam é no futuro
deles. Dos últimos desmandos as razões você já está careca de saber,
e vou resumir algumas delas pela nomeação da senadora sempre indignada e
contundente, Eloísa Helena, mas... que tem, ainda, discurso de porta de fábrica
– com carteirinha: “(...) narcotráfico, narcodeputados, narcosenadores,
narcoempresários, narcoadvogados, narcojuízes...” Nada
mais é necessário, além da endêmica corrupção, mas voltemos a Nova
Odessa. Gente! Uma cidade pacata (ou ex) cuja rotina mudou, pelo medo do
PCC. Ameaça de bomba no Fórum, comércio fechando cedo, Banco do Brasil
também, idem nas escolas! Incrível o poder de expansão do medo ao
pececismo! Forte
mesmo o PCC, não? Há muito tempo (e já se sabia) que preparou o desenho
do futuro (hoje foi só amostra) – que a ele convinha e o fez
organizadamente certo de sua eficácia. É por esse motivo que o chamo de
Partido Com Certeza. Para eles lá, deu certo. Para nós, cá, sobra a
antidemocrática obrigação de votar, em outubro, sem certeza de nada. De
novo, pô?! Otimista
de pai e mãe, afirmo que há muitos elementos bons, ótimos mesmo... porém,
com toda essa fumaça misturada à lama, ao negro histórico de castas
privilegiadas (só Ernesto Geisel e Lula sem grandes propriedades de
terra), à viva cor do poder de fogo... isso tudo mais parece um vulcão não
cansado em nos lançar material piroclástico. Ou destino do brasileiro
comum ser vítima do que Fernando Pessoa chamou de “um cadáver adiado
que procria”? Fica difícil identificar os bons. Teremos
que oficializar, pelo voto, vários mandatos. E também o do primeiro
mandatário, o presidente. Os diversos partidos se alvoroçam em busca de
um nome capaz de convencer o eleitor. Eleitor desconfiado de bla-bla-blás. Eleitor
que já não acredita em políticos. E nem os respeita. Os
discursos serão parecidos, encomendados pelo dedo das circunstanciais
necessidades. As campanhas, chatas. Você já pode até adivinhar o teor
das patriotadas reiterações seja do PSOL, seja do PT, seja do PSDB, seja
do PFL, etc, etc mais etc. Tudo já é mais que conhecido, a mesmice –
ajeitada e atualizada de sempre! Com igual resultante. Tenho
o vício de fuçar o conteúdo residual que fica atrás. Fuço nos
bastidores dessa comédia chula e, calculo que, se algo novo não
aparecer, nem precisaria eleição. Já temos quem manda e não pede. Impõe
badernas, assaltos, incêndios em ônibus, matanças, rebeliões e... o
que é muito significativo, manda parar tudo com hora marcada!! Sob condições?
Não sei não. E
mais: esse “governo” que existe e que existirá se algo novo não
ocorrer... ele prova o poder que tem quando... de repente... não é que a
criminalidade vai lá para baixo, quase pára? Cessou tudo pelo medozinho
da força ostensiva de uma polícia boa mas mal tratada? |