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       Quá  quá... béé, béé!

Querido leitor, há sempre um momento honesto em que me chega a desconfiança de que sou burra. Na grande parte do tempo, prefiro mesmo é pensar que sou inteligente. Você não? Isso faz bem, eleva a auto-estima.

Sejamos pois “inteligentes” felizes. Sabe, é que ando a pensar (fique sabendo que isso não é impossível, viu!) e ainda sinto-me confusa a respeito da amostra de guerra civil ocorrida há dias.

Até que poderia ter sido mais chique, mais militar, se o sombrancelhudo do governador Cláudio Lembo tivesse aceitado ajuda do generoso ministro da justiça, Thomaz Bastos. O ministro Thomaz thomou, forte, as rédeas da situação e decidiu que mandar reforço voluntariamente seria já demais; oferecer bastava. E por que ele? É que o Lula não sabia de nada.

Quá quá pro Lula.

A comunicação é importante. Imagino de que raça seja esse celular novo, creio que importado pelas importantes figuras que estão “incomunicáveis” nos presídios. Não apreciando o obedecer... eles COMANDAM. E se comunicam mais que o Chacrinha. É proibido há tempos, mas, só agora de repente, os congressistas acordaram  para coibir o uso de celulares lá. Agora, não sei como é que os competentes farão isso, porque o danado do celular é especial mesmo, de mais que última geração. Você pode não acreditar, mas ele voa. E não só voa, como vence os obstáculos como água e esgoto, atravessa as tubulações todas e chega, limpinho, ás nobres celas (ou células) dessa elite comandante. Um gaiato oficializado disse que esses objetos eram introduzidos pelas femininas visitas que os escondiam... na vagina e no ânus. Pela normal visão dos direitos humanos as “tadinhas” estariam mais é colaborando para o enriquecimento da nossa língua, com uma nova palavra – o sexlular.

Essas efêmeras tentativas ruidosas (para inglês ver e brasileiro votar) em combater poderosa força paralela, bem armada, com munição também nos bolsos... serão para valer mesmo? Difícil e tardia lição de casa, reconheçamos, porque o tal de PCC teve a capacidade que nossos governos nem sonharam e nem sonham em conseguir: a organização. Reconheçamos também esse pedaço aqui. Quem é que vai organizar a extinção do crime organizado, desse pessoal que tem muito dinheiro, muitas armas, objetivos e líderes, hein?

Seria lógico pensar na casa de leis que mais representantes do povo engloba. Justinho a câmara de deputados em Brasília. São 513 “excelências”. A maioria é petista. O governo ali aprova ou rejeita tudo o que lhe aprouver. Mas, como parte de um congresso sem credibilidade, onde uma fraca oposição significa o mesmo que a posição, o que se tem visto é um “liberô geral”. Um “oba-ôba” entre bonzinhos que deixam fora da cadeia e da cassação corruptos confessos.

Algumas linhas atrás citei  o verbo acordar no pretérito perfeito do indicativo. Acordaram. Com toda a imundície impune, sanguessugas e cia, o sentido do verbo de “despertar” acaba mudando para “fazer acordos”. Todos eles saem ganhando. Você está de acordo com esse raciocínio?

Quá quá para eles.

Escrevo na terça, 16, vejo e ouço uma barulheira e tanto! Inflamados discursos! Mil iniciativas para corrigir, CPIs bisam e bingam! Reuniões à bessa. A história é sempre assim. O remendo daquilo previsto que ninguém agiu para evitar. Uma comédia e tanto de bufos atores com o único e patriótico objetivo de salvar a amada pátria, coitada!

Brasil que não voa aproveitando os benfazejos ventos gerais; Brasil que não corre porque não há pressa aos bem alimentados que decidem; Brasil sedentário que não caminha.

Ah! É difícil! É difícil e pesa muito aos bons brasileiros o fazer voar, correr ou andar... quando há tantos já incapazes de indignar-se... anestesiados, sem esperança e sem falar nos tantos e tantos que toleram a corrupção e que fariam o mesmo se chegassem ao poder. Cruz credo!

Ou seria uma fatalidade? Está no hino: “deitado” eternamente  em berço esplêndido...

Não gosto do “eternamente” porque, otimista de carteirinha cito, do mesmo hino, trocando o modo indicativo do verbo pelo subjuntivo: Se o penhor dessa igualdade “conseguirmos” conquistar com braço forte...

  Se não conseguirmos... quá quá e béé-béé para nós, que fazemos um Brasil de bananas.

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