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    Tauba, de tiro ao “alvaro”... num tem mais onde fura!

Saudade do Adoniran Barbosa, na magia de cantar gozado os fatos tristes! Mas, o assunto não é sobre música, embora estejamos sempre a dançar. Às vezes até sem que apreciemos o ritmo .

Vamos falar de tiro ao alvo. Da ausência de pontaria.

Oba! Oba! Podemos ficar contentes! Podemos ficar felizes, nós, que temos carinho por crianças, sejam filhos, sobrinhos, netos, crianças conhecidas ou apenas crianças do nosso país!

E não só carinho, mas preocupada responsabilidade diante das armadilhas de um mundo escorregadio.

Ao “oba-ôba” pretendem nos levar com as excelentes, grandes e alvissareiras iniciativas para a esperança desses entes pequeninos, eis que os homens importantes muito têm falado - e até parecem convencidos - que, sem uma apropriada Educação, todo o resto é malhar em ferro frio.

Agora, analisemos como é que pretendem salvar a Educação.

Dando livros. Dando dicionários. Criando o Fundeb. Dando computadores. Melhorando a merenda.

Ora... nem é preciso grande esforço para se constatar que, numa livraria, há milhares de livros, muitos ótimos dicionários; nos supermercados é uma delícia ver o colorido de frutas, legumes, verduras e adjacentes; nas lojas apropriadas há ofertas de computadores de última geração. Agora... com esse conjunto todo, não se promove Educação, mas comércio!

Educação não é isso! Material, sim, é necessário, mas não basta por si!

O âmago da Educação não se aninha na fartura de material, mas tem sua essência, sua alma, na qualidade da relação mestre-aluno. E essa qualidade, nem triplicando, de hoje para amanhã o salário do professor, qual passe mágico, se consegue.

Qualidade daqueles que facilitam o aprender é algo de sério... delicado... teimoso... demorado e depende da eficiência, competência, matiz ético-cultural e de um alto padrão de exigência das escolas preparadoras de professores.

Esqueceram-se de contar isso para nós! Quase ninguém menciona isso lá nos altos escalões dos responsáveis/irresponsáveis!

Que falta de pontaria! O alvo é outro. Os tiros são inócuos... balas custosas e perdidas.

É, sim, preciso reciclar os mestres que já atuam mas, desconhecer – ou ignorar – por completo as origens fatuais da decadência, da ineficácia em aproveitamento escolar nos primeiros anos, é, de longa data, cobrir o cocô com chantily.

Sabe, esse grupo lá de cima está na dele. Faz tempo. Afinal, por que interessaria ao grande grupo de corruptos nossos representantes um eleitorado crítico, estudado, preparado, ciente de seus deveres e exigente de seus direitos, hein, hein?! A porca torceria o rabo.

Justo dotar de muitos recursos as universidades. Porém, ao ignorar os pequeninos, não só pontaria falha, mas desprezo à lei que reza como fim da Educação: “Desenvolver plenamente as potencialidades do educando, para o exercício consciente da cidadania”. Uma piada e tanto.

E mais. É sabido por aqueles que se interessaram, que a capacidade em aprender é EXPLOSIVA e DECADENTE. Quanto mais cedo, mais fácil. Quanto mais tarde, mais difícil.

Como professora, desde a pré-escola até o colegial, lastimo que estejamos jogando no lixo um patrimônio intelectual inestimável, que, no momento certo e bem cedo, desenvolveria o córtex frontal do cérebro (onde se formam os conceitos do certo e do errado, a ética, portanto), patrimônio que embasaria, no decorrer dos cursos, a qualificação pessoal e o pragmatismo profissional.

Mas... criança não vota!

De outro canto, calculo que a problemática toda seja sem nenhuma importância. Com a diminuição significativa da pobreza, basta ter pontaria e escolher uma ótima escola particular para os pequerruchos.

É muito caro?!

Então... é ter pontaria na escolha de representantes qualificados ou... pagar calado pelo desperdício da custosa munição!

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