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Depois
do texto da semana passada, em que assinei serem deputados e senadores
voltados mais às próprias campanhas para reeleição e quase nada ao
trabalho pelo qual lhes pagamos, fiquei pensando: “será que ficou claro
que nem todos são assim?” É que a generalização do tipo “todos os
políticos são desonestos” é um raciocínio cômodo, mas burro, que
nunca assumi. Doutro
canto, colocou bálsamo no dodói dessa minha dúvida, umas palavras do
grande e culto Ives Gandra da Silva Martins (de importante biografia),
quando, após citar a célebre frase de Lord Acton “o poder corrompe
sempre; o poder absoluto corrompe absolutamente”, escreveu: quem deseja
o poder, pretende mais do que servir ao povo, servir-se a si mesmo e luta,
desesperadamente, para mantê-lo. Fica-nos
mais ou menos clara a certeza de que não devemos esperar muito de suas
excelências congressistas e, também, a certeza de que pagamos e
continuaremos a pagar muito caro pelos “serviços” deles. E
o Lula? A quantas anda o operário-presidente, agora com puro discurso
populista... ele que permitiu confusão entre dinheiro público e
privado... ele que patrocina barulhenta obra social – medíocre
assistencialismo a condenar o assistido que fique sempre de pires na mão...
ele que “inventou” o petróleo... a quantas anda? De
vento em popa! Uma pesquisa do Ibope, em março, indica o eleitor
brasileiro não como vítima da corrupção, mas (isso é grave), cúmplice
dela! Essa pesquisa, mencionada a 30 de abril pelo jornal A Tribuna, de São
Carlos, conta que o brasileiro é conivente com a corrupção, apesar de
tanto reclamar dos atos do governo; que fariam o mesmo se ocupassem cargos
públicos; que 75% dos entrevistados cometeriam algum deslize ético, tipo
pagar despesas pessoais com dinheiro público, contratar pessoas e
empresas de familiares sem concurso ou licitação, aproveitar viagens
oficiais para lazer próprio e de familiares, etc, etc, se estivessem no
poder. Porcapipa!
Como se merecem! Lógico que o Lula vencerá e no primeiro turno... a
depender de toda essa elasticidade ética! Como
perguntar não ofende (não é, Dr. Ouro?), seria exagero o rumor sobre
Lulinha paz e amor a respeito de suas tendências ditatoriais? Manhêêeê!!
Socorro!! Ditadura operária é fogo! Mais que as outras É que tenho
notado, em se referindo ao Lula, colunistas de jornais muito importantes e
discursos em tribunas fazerem associação de idéias, citando nomes,
lugares e fatos, tais como Rússia de Stalin, Romênia de Ceausescu,
Alemanha oriental, Cuba de Fidel e... certas promoções tipo assassinatos
institucionalizados, fuzilamentos de adversários sem julgamento dos
acusados, cerceamento feroz das liberdades e direitos... tudo ao som do
rufar de tambores da propaganda oficial, anestésica da consciência
popular. Recebi
de um amigo – que seria de mim sem eles! – um e-mail dando conta de
que existe no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) uma consulta. Seria assim:
Numa determinada eleição, se 50% mais um voto fossem nulos, haveria a
convocação de um novo escrutínio, onde NENHUM candidato (o grifo é
meu) do primeiro poderia ser candidato de novo. Pela
flauta do Anjo Gabriel! Seria a maior das utilidades do voto nulo. Uma
ocasião e tanto de mandar dançar fora do nosso salão (fechado para
limpeza) alguns insistentes indesejáveis e “nulos”. Que experimentem
o desemprego! Alô, amigo pós graduando da Universidade Federal! Você
falou, antes disso, em votar nulo. Dei contra. Se a consulta resultar em
“SIM”, agora, o voto nulo será um imenso investimento. O
eleitor honesto ficaria aliviado, com tempo para refletir sobre como era
bom quando a Amazônia era brasileira. Tão vendendo ela. Já apareceu um
boy inglês-sueco, candidato a comprar 1.500 hectares. Vai “alugar”
esse pedaço de atmosfera saudável a poderosos grupos que aumentam o
buraco de ozônio. Calculou o moço que, ele com alguns mais como ele,
comprariam a Amazônia toda por 60 bilhões de dólares. O boy deve saber
bem que... tudo aqui se vende! Estou
quase a aplaudir o Morales da Bolívia, que retorna aos bolivianos seus
recursos naturais. |