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...quando damos a horta para cabras tomarem conta... ! É
um verdadeiro “poroboleuma”. Entre duas opções, uma acontece. Você
escolhe qual. Ou dá zebra ou... a vaca vai pro brejo. Como tudo no Brasil
tudo é amplo, geral e irrestrito, principalmente corrupção e safadeza,
a zebra bondosa dá carona à vaca brejeira, coligando-se em legítima
verticalização. Um
fato é inegável. Nós, os eleitores, podemos ficar orgulhosos e felizes,
porque elegemos boas pessoas (nem todas) como nossos “representantes”,
lá pelas bandas das mordomias não caboclas de Brasília e, convenhamos,
eles atuam – em nosso nome – de forma bem esperta. Inteligentes, logo
logo se adaptam (nem todos) à fisiologia desse antro não menos caboclo
de famintas cabras em volta de hortas do brasileiro e... os custos de
manutenção desse zoológico todo... nós pagamos. À vista (no voto)
e, como miséria pouca é bobagem, de bom grado continuaremos a
pagar altas prestações pelo tempo de duração do carnê-mandato. E...
o que é que vamos fazer não é?! As coisas são mesmo assim, sempre
foram... em palanques, eles, brasileiros tão bonzinhos, pareciam demais
sinceros e as palavras empolgadas
nos levavam a ver um tom de
azulada esperança na vida, com ótima educação, saúde fácil, emprego
farto, tudo numa linda embalagem de extrema
e pública segurança para um adormecer digno, em fofo travesseiro
sem medo de acordar morto. Os
cujos representantes são eleitos e, de todo recanto do país, chegam a
Brasília. Gostam. Gostam tanto que resolvem ir ficando e ficando, eleição
após eleição. As ilusões vendidas em palanques se revertem em ações
de eterna campanha para a própria reeleição. Não mais
“representam” a mim e a você. O interesse público é defenestrado
com chutes no traseiro e, de sobra, vigora na dianteira o particular
deles. Semana de três dias de trabalho. O resto é ida e volta, ida e
volta... às bases, em permanente campanha. Ou você acredita que eles
voltem à terrinha só para perguntar se eu e você ainda queremos vida
digna de trabalho em segurança? Agora,
o Brasil é grande. Muito. Os “home” ocupados viajeiros. Muito. Nós,
dadivosos brasileiros, pagamos viagens de avião. Muitas. Tudo bem, tudo
bem, afinal, estamos em abril e, até agora só trabalhamos para pagar os
impostos de voraz e faminta boca! Dias mais, dias menos... que seja! Só
que, na minha cuca pequena, ainda não entendi aonde é que eles botam
tanta gasolina!! Longe de mim ser irreverente, fofoqueira e crítica
perante a majestade representativa toda, porque estou sempre à cata de
inocentes éticos.Vejamos apenas dois causos. Um:
o José Janene, lembra, aquele que foi convidado a depor numa das CPIs
porque andou chafurdando nas delícias do esgoto do valerioduto. Tava
doentinho, coitado. Não compareceu. Entrou em licença média, não
trabalhou. Mas... pelas barbas do profeta, em um só mês, pagamos a ele
R$18 mil em gasolina!! A R$2,50 o litro, dá 72 mil litros. Sempre em
carro bom, dá para fazer 10 quilômetros com um litro, o que dá 720 mil
quilômetros em um mês, o que dá para ele ter viajado 24 mil quilômetros
a cada um dos 30 dias! Minha
sogra mora na Itália, longe 13 mil quilômetros. E não é que dava quase
para ele percorrer essa distância, ida e volta, num dia só?! Milagre
brasileiro. Quantas sogras o danado tem? Dois:
outro causo ainda mais veloz, que não estava doentinho, é de um
recordista deputado Francisco Rodrigues. Gastou, em três meses, R$60 mil
em gasolina, o que dá R$20 mil em
um mês, o que dá... .o que dá... ora! Sinceramente, o que me dá é
trabalho em fazer contas e... pagar a conta! |