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       Hum... o desemprego pode chegar a deputados e senadores!

Muito bem feito! diria você, já intrigado, porque sabe que sem emprego só ficam os da classe média para baixo, naquela famosa pirâmide.

É do conhecimento de todos – do mundo também – que o Brasil é detentor de medalhas de desonra ao mérito, pelas desigualdades sociais. Uns poucos... muitíssimo ricos, abastados, com tendência a ventre obeso. Contratam um “treinador pessoal”, montam em casa, digo, na mansão, uma completa academia. O ventre volta a ser “definido” e, com lá em cima a auto-estima, sobram energias para merecido desfrute de vida farta, larga, maravilhosas viagens aos mundos brancos das neves ou às ilhas de requinte calor refrigerado com delícias outras...

Convenha comigo, leitor querido, não é uma delícia isso? Bem que eu gostaria de pertencer a esse afortunado time. Você não? Vontade eu tenho; acho que me falta o uniforme.

A esse time, eleito pela sorte (?) e uniformizado, o desemprego é balela... apenas uma palavra estranha, entre os “mais iguais”.

Aí chegam os bem intencionados do poder que promoverão a bendita menor desigualdade social. A gente acredita, porque eles garantem socorrer a milhões de famintos – e desempregados – que sobrevivem abaixo da linha da miséria. Muitas criancinhas barrigudas. Pequenos ventres obesos de origem contrária a aqueles que academia resolve.

Então. É preciso tirar de alguém para levar aos famintos. Uma espécie de transfusão. Via programas sociais. A classe média é a escolhida como benemérita e ilustre doadora do próprio sangue. Ela se encolhe, abaixa-se, parte se refugia em favelas. Ao “poderoso” ninguém chega, dele Cristo nenhum espremer nada, porque... ele é poderoso, cáspita!

Noutro dia ouvi de uma prezada amiga, classe média-média, que ela estava decepcionada, frustrada, confusa e sem mais confiança em nenhum partido e em nenhum político (também não é assim!) e que... estava com saudade do regime militar!

Valha-nos Deus!!

Comentado esse fato com um moço querido amigo meu (desempregado), prontamente ele exclamou: “Eu também!”

Neste momento em que lhe escrevo é quarta-feira, 19, bem de madrugadinha. Ontem, terça, 18, vi um bafafá bem bafafoso entre alguns dos ilustres membros do Congresso, antes da votação do orçamento. O motivo era que... na Lei de Diretrizes orçamentárias (LDO) foi, sutilmente, colocada uma casquinha de ferida: o “decurso de prazo”. Funciona assim: o governo manda para o Congresso o quê a ele aprouver. Se os deputados e senadores examinarem – ou não, se aprovarem – ou não, decorrido o prazo, a cuja da medida entra em vigor, sem dar satisfação a mais ninguém. Deputados e senadores verão sugadas suas nobres funções. Poder deles em baixa.

Amigo, conjumine sobre isso, principalmente você que é novo na vida.

Nós, que já temos... “acúmulo de juventude” nos lembramos ainda, com arrepios, principalmente da última vez (foram duas) em que deputados e senadores perderam o emprego.

  Boa sorte!

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