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Da
Cadeia do mando, ao mando... à cadeia! Há
algo de estranho sobrevoando os ares brasileiros. Não é trovão! Nem os
“raios que o partam”! É algo que, às vezes declarados, conhecidos,
falados, comentados, re-falados e re-comentados ao bel prazer das lutas
pelo poder – tipo sujeiras gerais da política – às vezes... nos
chegam de mansinho, sutis, insinuantes à sensibilidade que todos temos. E
nos deixam não o claro de um forte relâmpago, apenas... uma tênue
luzinha de uma dúvida. Foi
essa luzinha que me invadiu o espírito, quando o Palocci dizia, na terça,
o adeus ao ministério da Fazenda. O clima não era de festa. Sobrecenhos
franzidos, fisionomias preocupadas, um Lula diferente, que só cofiava os
bigodes e não olhava para as câmeras. As palavras do Palocci
trouxeram-me essa inquietação e dúvida. Seria ele mesmo culpado no caso
do caseiro Francenildo? Teria ele pedido a quebra de sigilo do caseiro, à
Caixa Econômica? Duvido. O Palocci esteve, por mais de dez dias – pós
Francenildo, sem aparecer no ministério da Fazenda. Ficou lá, no
Planalto, com o Lulinha. O quê será que conversaram? Nada... nadinha
mesmo sobre a quebra ilegal de sigilo?! Duvido. Todos por ali sabiam da
verdade. Era impossível não saber desse momento crucial. Apenas... se
tentava escondê-la,
desclassificando o testemunho do caseiro. As ilações da senadora Ideli
Salvatti, menos hilariante que a deputada sambista, Ângela Guadagnin,
sugeria um verdadeiro “complô” da oposição. Acredito! Parece que
tudo valerá... na conquista do poder. Será sangrento!! Não
deu! Não vingou! Parece que não continuou dando certo, porque –
bendita imprensa (meio livre) e... alguns pilares
que defendem o “estado de direito”... não ficaram calados. Fiquei
sabendo, pela minha observação diária – e cansativa – aos discursos
dos parlamentares... que o presidente Mattoso, da Caixa, de onde saiu (a
mando de quem?), após a
quebra de sigilo do caseiro Francelino... esteve, na segunda-feira,
lá pelas nove da manhã... consultando-se com o Lula! À tarde...
ele esteve na Polícia
Federal. Foi quando “entregou” o Palocci, dizendo que a ele foi
entregue a quebra do sigilo do caseiro Francenildo. A partir daí, tudo se
precipitou... de repente! O
Palocci pediu afastamento e o Mattoso, exoneração. Acredito
que, com o fiel Mattoso... que saiu da Polícia indiciado... obedecendo ao
Lula... nada acontecerá!!!!!! Acontecerá,
sim, com o Palocci que, por 25 anos serviu aos ideais do Lula, apenas
pediu “afastamento”. Que era para conservar seus foros especiais. Aí
houve um castigo. Para mostrar certa “decisão”, ao mundo... o Lula
castigou o Palocci... demitindo-o!!!!! Palocci
está ao Deus dará! Sem mais direito a fórum especial. Acontece...
quando deixa de ser... UTIL, aos poderosos – ou incômodo – aos de
plantão. Sempre aconteceu! Quando se mente... em conluio e depois se fica
“marcado”, colocando a balançar uma super-poderosa estrutura de
poder!... Mantemo-lo! Neste caso, Palocci, foi o morto, no caso do
Francenildo. Palocci
seria uma vítima, não inocente! Mas não totalmente culpado! A
corrupção é tanta... nesse nosso querido país: já é jocosidade:
Datena conta bem das “pizzas”. 513
deputados e 81 senadores, que fico a me perguntar se os gastos do Brasil não
poderiam ser reduzidos à metade, para apenas os bons.
Somente aos bons. E,
creio, só há um meio de prevenir as corrupções todas que assolam a
nossa dignidade. O de eliminar esse mal. Não é muito democrático...
mas... qual é o “democrático” direito que o meu povo tem tido?!! É
que, nós, o povo que trabalha, num mundo muito atrasado da ética...
deveríamos procurar um partido em que os eleitos colocassem seus sigilos
à disposição nos seus sites lindos, sob a correta jurisdição
de um partido honesto, que... ainda não temos! As nossas instituições
todas andam em suspeito comprometimento. Enquanto
isso... estaremos vivendo nesse imenso Brasil rico,
cheio de pobres, onde só tenho minha humilde voz,
aquela da consciência: a alertar. Se não acordarmos... continuará
o estigma: “Da cadeia do mando... ao mando da cadeia! |