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Quem
é que tá enganando a gente? Acho que ninguém! Pelo que aprendi, nos tempos que “escola”
merecia esse nome, o filósofo Sócrates, muitos anos antes de Cristo,
dizia que o “homem erra” não porque seja mau. Erra porque dirige sua
vida por padrões errados. Antes de “assuntar”, quero agradecer. À Imobiliária Jeanete. Conversa vai, conversa vem, com a Suzana, ela me disse: manda-me algumas crônicas; vou colocar uma ou outra no site da imobiliária. Mandei, muito feliz, primeiro, pela inovação. Nunca ouvi dizer que uma empresa de negócios gostasse tanto da clientela, a ponto de oferecer leituras. Segundo, porque seria uma honra para mim, ter alguns escritos no site de uma empresa que costurou, pelo trabalho árduo, uma tradição de honestidade rumo ao mundo moderno. E
não foi só! Um link levou meu site lá, com até ilustrações do Billy
(Agnaldo) e crônicas anteriores. Uma atitude pioneira! E, dentro do meu
otimismo, fico pensando o tanto que o Brasil – que lê pouco –
ganharia se as empresas de negócios ajudassem o trabalho difícil das
escolas de hoje, trazendo textos de tantos e tantos escritores...! Um
silencioso trabalho social. Lógico
que haveria dificuldades! Qual
o escritor a escolher? A
Leão & Leão, de Ribeirão Preto, jamais “adotaria” um escritor
curioso, investigativo e, menos ainda, se demonstrasse uma certa amizade
com o PSDB. A
gigante Petrobrás... jamais “adotaria” um escritor curioso,
investigativo e, menos ainda, se criticasse o excesso de gastos com
publicidade. A
Vale do Rio Doce jamais “adotaria” um escritor curioso, investigativo
e, menos ainda, se demonstrasse simpatia pela futura CPI das privatizações
do governo Fernando Henrique Cardoso, o sociólogo. A
CSN, Companhia Siderúrgica Nacional (??) jamais “adotaria” um
escritor curioso e investigativo e, menos ainda, se ele estivesse
interessado em conhecer um tal de Benjamin (de sobrenome estranho), que,
em território brasileiro, limita direitos dos... brasileiros! Lá
em Minas Gerais, tudo ficaria mais complicado, com o Azeredo e com o Aécio
Neves! Eu amo Minas Gerais, que mostrou ao mundo um Brasil feito à mão.
Porém, lá é a sede (e a sêde, perdoem-me o acento indevido) daqueles já
famosos Bancos milagrosos de onde saiam recursos imensos montes de
dinheiro... inexplicados e inexplicáveis! Bom.
Tudo pensado, apenas... um poeta serviria a essas gigantes empresas. Um
poeta. O poeta é visto pelo mundo como alguém que consegue ver belezas
fora do dinheiro. Um bobo. Um inocente inócuo! Sempre a procurar a beleza
que Deus desenha num pôr de sol (Neste momento, abraço a Neide Marmille,
cantora... ela sempre via isso! A lembrança ficou-me, passados 40 anos!). Tudo
bem. Um poeta bobo caberia a essas empresas. Sugiro o nome de Gabriel
Garcia Marques. Ele escreveu muito. “Memórias de minhas Putas”,
“100 anos de solidão” e... acho que ainda você se lembra daquele
famoso filme: “O carteiro e o poeta” ou “O poeta e o carteiro”.
Ele, Pablo Neruda, “reformou” alguma coisa... talvez o entendimento de
uma metáfora, naquele filho de pescadores... Gosto
muito de uma frase do Garcia Marques: “Amo-te, não por quem tu és,
mas... por quem sou, quando estou contigo!” Bonito! Se
por acaso você percebeu... os escritores todos são incômodos! Eles não
escrevem a serviço de ninguém! Acho
que seja justamente isso... que tem levado as pessoas a permanecerem...
ignorantes! Fáceis de manobrar! A Educação, o espírito crítico... o
pensar... hum... isso é coisa de muito, muito longo prazo! A Educação
fica sempre pra depois! Educar
é fazer pensar! E, de algum forma, cada escritor faz isso, na maneira de
suas possibilidades. Escolher
um escritor “a serviço”... é impossível, graças a Deus! É
por esse motivo que colocarei, após esse texto, o endereço do site da
Imobiliária Jeanete. Ninguém
lá perguntou minha “linha política”. Apenas acreditou numa
escritora. Agora
vou “assuntar”, mas recebo um e-mail do amigo Diógenes, de “O
Liberal”. –
Cala a boca! Já “assuntou” demais e o espaço do jornal acabou!!! |