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Malandragem
parisiense! –
Pelas barbas do profeta! Já não bastam as malandragens daqui e você
pretende importar as de fora?! –
Calma, querido leitor! Leia primeiro! Um
rapaz forte, bonito, filho de um rico brasileiro resolveu conhecer Paris.
Arrumou as malas e partiu. Já de início encantou-se com as belezas da
capital francesa. Curioso em saber como seria a vida noturna, procurou uma
“boite”. Numa
das mesas, uma linda parisiense, munida de um daqueles óculos com que as
damas observam os solistas numa ópera, examinava os presentes e fixou-se
no brasileiro. Escreveu um bilhete (em francês, lógico) que o garçom
entregou a ele e saiu. O rapaz procurou o gerente, para que o traduzisse.
Depois de ler, olhou feio e disse: “Tome seu bilhete e fora daqui!” Não
se conformando com esse estado de coisas, procura um policial e pede a
tradução do bilhete. O policial lê, amarra uma carranca e diz:
“Acompanhe-me até a Delegacia!” Assim,
em poças horas, estava preso numa bastilha, o moço que apenas pretendia
conhecer Paria. Apelou para o Consulado Brasileiro na França. O cônsul lê
e expede uma ordem de extradição: “O Sr. tem 24 horas para deixar a
França!”. No
navio, encontrou um grande amigo de seu pai e a ele pede a tradução. Após
a leitura, aquele Sr. lhe assevera: “A partir de hoje, nunca mais serei
amigo de seu pai! Suma da minha frente!” No
encontro com pai, que estranhou um regresso tão cedo, o filho conta-lhe a
desdita e passa-lhe o bilhete. Sorrindo, o bom homem lê e... o sorriso
foge: “A partir de agora, eu não tenho mais filho!” Desanimado,
o moço teve uma idéia boa. Aprender o idioma francês. Matriculou-se,
estudou, aprendeu. Precavido,
escolhe um local bem isolado, sem ninguém por perto, e, acomodando-se
numa rocha junto ao mar... finalmente saberá do maquiavélico conteúdo
do bilhete. Procura-o
na carteira. Nada. Nos bolsos. Nada. No forro do chapéu! Nada. Na cueca!
Nada. . Ele
o havia perdido...!...!! Brasileiro
é assim!! Moço e ingênuo! E
não entende porque é alijado das amizades dos antigos! Não
entende o porquê de não mais existirem a sensibilidade, a educação, o
interesse por soluções simples! Não
entende por onde andam os policiais da segurança... de todos! Nem
sequer sabe exigir os constitucionais direitos à dignidade e cidadania!
Moço ingênuo é assim... por todos... abandonado e negligenciado. Nunca
sabe ler o quê está escrito!! E
nunca o saberá, nem à sombra da torre Eiffel, nem às margens do Tâmisa;
nem em Jacarta, nem no Haiti (força-tarefa-piada-pronta)... nem nos
quintos dos infernos em todos os “Haitis” brasileiros... em que metade
dos brasileiros... vive... ou morre! Mas...
o moço não sabe ler, ainda, o que vai por trás de lindezas, de palavras
ricas... custosos tapa-buracos pra “Lady Diana” ver... Hum...
é, mesmo, pena que o moço nunca saiba ler o quê, de looonnnnnnnga data,
se escreve... malandragem em “brasilianês”. Um
abraço – não de moço ingênuo. |