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  Meu amigo secreto, de verdade!

Depois de um sorteio com um quase universal número de papeizinhos dobrados... você caiu para mim. Meu amigo secreto.

Eu gostaria de lhe contar sobre um mundo ideal.

Mas não seria de verdade!

Eu gostaria de lhe narrar em como é bom viver num país sem corrupção, como o nosso Brasil.

Mas não seria de verdade!

Também eu gostaria, amigo secreto, de lhe contar um conto que começaria assim:

... Certa vez, Cabral ia navegando com mais 1.500 homens, numa armada de 13 navios, rumo à Índia. Naquela época, já antes dos anos 1500, todo mundo queria ir lá! Davam tratos à canela... em busca de cravo?! Sei não... Acho que a OMC – Organização Mundial do Comércio – daquela época estava dificultando certos prósperos caminhos e se fazia necessário chegar por outros. Procurando a Índia, Cabral chegou aos índios.

A primeira carta caminha, digo, navega a Portugal:... a terra toda é chã e em tal maneira graciosa que, em se querendo aproveitar, dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem... (mais ou menos assim, que já faz tempo e perdi o rascunho que o Vaz de Caminha me deu).

... E os índios cantavam: “bem-vindo, seu Cabral...!”

O respeito foi mútuo, tanto às propriedades quantos às gentes e assim continua até hoje.

Mas, meu amigo secreto, isso não seria de verdade!

Eu gostaria de lhe contar que a esperança dos brasileiros esquecidos aqueceu-se com o Lula, que “nada sabe” e que nunca pensou na reeleição.

Mas não seria de verdade!

Eu gostaria de poder lhe dizer que o Natal será de alegria... não fosse um sentimento triste que a alma nos arranha. A perda de um filho, de um pai, da mãe, de um amigo... uma doença triste... a saudade do ontem, em que tivemos a ocasião de viver... a eternidade do momento... e não soubemos  perpetuá-la!

Natal é comércio, euforia ou... lágrima? Bem que eu poderia opinar... mas...

Não seria de verdade!

Meu amigo secreto, o que tenho, de concreto é que não sei quem você é, nem onde mora, se ri de tudo... ou se chora!

Há entre nós um abstrato segredo secreto, quando, num domingo de chuva, depois do jogo em que seu time perdeu, desanimado porque de mal com a esposa ou com a amada amante... você cata um pedaço de jornal e lê as bobagens que escrevo. No texto, você conhece minha vida, minha história, meu sarcasmo e fantasia... homenagem à ironia!

Sacuda o corpo todo, como o faz meu fiel cão Zorro, após uma noite de orgia chuvosa!

Mande embora o desalento e a desesperança!

Fique junto ao meu bom humor, fique junto de mim, à minha alegria ao dar graças a Deus ao acordar viva a cada dia!

Olhe-se no espelho e, além da imagem refletida, às vezes descabelada, veja mais!!

Conecte-se ao íntimo de você mesmo e encontrará o ANJO que mora por aí!

Um Anjo que ama, um Anjo que erra, tentando acertar... porém, jamais um Anjo  que acerta, tentando errar!  Um Anjo que perdoa... até aos meus erros de Português!

Você, leitor, é meu amigo secreto!

  E isto é a VERDADE!

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