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O cão é meu ou é seu? A
historinha que vou contar a você, amigo leitor, não é História. Nomes
e fatos nada têm de mera coincidência. Tudo começou com uma ligação
da minha irmã Nancy, de Nova Odessa, lá do bairro N.Sra. de Fátima: –
Oi Dê! (ela me chama assim). –
Oi, Nã! (eu a chamo assim). Depois
meia hora de bate-papo, eu fiquei sabendo de uma novidade. A Dolly, simpática,
quieta e terna cachorrinha (já com nove anos) que lhe faz companhia...
esteve vomitando e foi socorrida pela grande veterinária Marisa Gelmini
Della Torre. A veterinária Marisa é filha de uma prezada amiga minha, a
Elisabete Azenha, irmã do estudioso e renomado Dr. Edson. Que lindos os
nossos antigos tempos de estudantes! Abraços a todos. Dias
depois... a veterinária Marisa fez uma cesariana e, do ventre da já
idosa Dolly (ainda não muito quieta), retirou dois filhotinhos. Menino e
menina. “Vou ficar com a menina”, a quem batisei de Susy. Explico: é
que o “território” aqui é do grande Zorro, fiel e nobre vira-lata
que me agasalhou sob os mantos de sua proteção, latindo forte e grosso,
aos meus filhos, Mario e Giulio, quando vieram conhecer minha cabana em
reforma de desmanche de inúteis paredes. Adveio disso uma admiração
familiar ampla, geral e irrestrita ao Zorro. Respeito é a palavra. Na
cabana não cabe cão-homem. Porém,
a menina Susy, nascida fraquinha... faleceu... em decúpito ventral. E foi
uma pena, eis que meu amado sobrinho Ricardo a traria para mim. De carro,
com a “família” toda! Eu
já estava pensando em comemorar o evento com um almoço gostoso. Imensa
travessa de “nhoque”, molho de tomates bem vermelhos, comprados no
Sacolão Okino e condimentado com todos os temperos do amor que a “família”
merece! E um queijo nobre por cima. “Devo ir ao Brigante”, aqui de S.
Carlos, no mercadão e falar com o Cláudio que, naturalmente, me
aconselhará o famoso “Parmigiano Reggiani”. Mas
isso não aconteceu. Segundo os materialistas, a quem tenho a honra de não
pertencer! Aconteceu, para mim. No mundo ideal. Sabe, o escritor
“vive” os fatos que conta! É a diferença que faz feliz ao escritor
– que nada ganha – mas... que tudo recebe... de outra forma! Isto
colocado, lembrando que nenhum cão-homem poderia sobreviver na minha
cabana, voltemos ao assunto inicial: “O cão é meu ou é seu?” É
domingo à noite, 11 de dezembro. Acabo de assistir ao “Monk”. Mais do
que nunca, gostei dele! Estava “doente”, porém, ao desvendar mais um
mistério, percebeu sua assistente (que não é mais a Sharona –
homens!) em perigo!... Foi lá e resolveu tudo! Faltavam
uns minutos para as nove da noite e resolvi comprar um sorvete no Posto
Aspen. No Posto Aspen, tenho amigos a nomear: Marcelo, Luiz, Rogério,
Miguel, Emerson e Daniela. Ali os “peneus” de minha bicicleta são
chamados a ficarem cheios! Só
que, no exato momento deste domingo á noite, vejo o amigo Luiz Emerson às
voltas com um probleminha. Era um cão perdido que, há duas horas,
insistia em ficar por ali, cheirando a todos os “peneus”! O Emerson
apenas o protegia. Não bateu no cão perdido! E resolvi... resolver!
“Vou segurar esse cão, até que o dono apareça”. Só que, por mais
que eu o chamasse... ele só atendia ao Emerson. Enfim, os três chegamos
á minha cabana. Eu
o enchi de comida! Não ao Emerson, ao cão, a quem chamei de
“Popinho” Ontem,
segunda, fui almoçar com o filho Giulio e com a esposa Patrícia. Aos
poucos... fui contando a “história”... “Mãe,
você “não pode” ter um cão-homem, no território que já é do
Zorro!” Conversa
vai, conversa vem... conversa vai, conversa vem... a Patrícia entendeu
tudo: “Aposto que até já tem nome. Eu já tinha: “Popinho”. E
meu amigo Lourival, esposo da elegante Nereide... levou-me ao Fábio, da
Agro Pecuária Cidade Jardim. Comprei uma coleirinha, alguns quilos de ração
(para cães pobres), uma guia e um grande osso, com cheiro de bacon.
Popinho percebeu a sedução e “enterroou-o! Isso
me pareceu à igual política duvidosa, de cunho social. vigente no País!!
Com Lula e tudo!! “O salvador da Pátria amada”!! Aprendamos
com os cães!!! Queridos
leitores, por dever ético, devo passar algumas informações, para
localizar o proprietário deste cão perdido. Faça de conta que você
tenha um cachorro inteirinho branco e que comece a pintá-lo, de cima. De
preto e de marrom. Acabou faltando tinta para o peito e para as patas, que
ousam continuar brancos. Caso você seja dono dele, pode vir buscá-lo. Não
sem antes lembrar que seu portão deve permanecer aberto. Cabe
aqui um tema árabe, que vale para mulheres, homens e cães: |