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Simplicidade... que se complicou!

Geralmente, isso ocorre com políticos: tudo simples, nas promessas, muito complicado, ao cumpri-las! Não é o caso do texto de hoje, que tem a ver com o músico Sr. Geraldo, com o Agnaldo, com a Cecilinha da FESC (Fundação Educacional de S.Carlos), com o Gustavo, com a elegante Nereide, com o digno Nicola Gonçalves, com o ético Aparecido, do Jornal de Nova Odessa

A todos eles eu conheço pessoalmente e a eles lhes devo gratidão. Gratidão porque... sabendo-os leitores que apreciavam minhas crônicas... pedi a cada um meia dúzia de sete ou oito linhas, para colocar nas orelhas do meu próximo livro. Assim foi feito só que... a Cecilinha da FESC, foi cobrada por mim: “não chegou nada daí, ainda! Nem de algum sobrevivente do Coral da Thenéia!”...

– Ainda não chegou? Pergunta ela.”

– Não!

Gentil e educada, como o é, a Cecilinha... e, perante minha nada gentil e nada educada... insistência, fez ela alguns comentários, por  telefone mesmo. Gostei!

Meu pedido a esse grupo da Terceira Idade tinha uma razão de ser, porque, numa excursão com o pessoal todo, conheci a professora de Artes, Irenita, e fiquei contente em sabê-la leitora e apreciadora das minhas crônicas.

Mas, a simplicidade se complica, quando, dias mais tarde, recebo um e-mail elogiativo de um Sr. a quem eu não conhecia: Adilson Marques. Professor da atual FESC. Agradeci a ele as frases enviadas, com a promessa de que tentaria ser merecedora delas. Depois ele fez-me um presente a mais: seus livros todos, que retirei na redação do Primeira Página. De um avançado conteúdo espiritualista, com vocabulário tecido em perfeita gramática, mas... eivado de palavras diferentes daquelas que uso, no dia-a-dia das crônicas. Palavras difíceis. Busco o dicionário. Não ajuda muito, porque a barreira é de cultura, tão elevada a dele, tão modesta a minha!

Um tanto constrangida fui ficando, pelo dever de casa a ele passado: ler meus textos e opinar.

Senti-me em débito.

Hoje, terça, 30, A Tribuna de São Carlos traz-me oportunidade de remissão.

“Professor da FESC lança livro sobre a Terceira Idade”. O autor é Adilson Marques! Leio o subtítulo: “Adilson Marques apresenta Nas trilhas indeléveis de Hermes: topofilia, memória e ação cultural quinta feira”.

Na minha ignorância, pouco entendi, mas li o texto todo, que anunciava o lançamento de novo livro de Adilson Marques (Dr. em Educação, pela USP), e citava outros títulos mais!

Jesus Chraisto!!!

“Quinta feira” não é parte do título! É o dia do lançamento! Advérbio de tempo. Conviria uma vírgula.

Assim, prezado Dr., pedindo desculpas pelo trabalho que, involuntariamente, lhe causei, desejo-lhe mais um sucesso, no lançamento deste livro (sem “quinta feira”).

Com abraços, a todos aqueles que apreciam leitura, saúdo Adilson Marques, abusando de Castro Alves: “Oh! Bendito o que semeia livros a mãos cheias... e manda o mundo pensar. O livro, caindo n’alma, é germe que faz a palma, é chuva que faz o mar!”

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