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   Vaca louca foge com Boi Bandido... após contrair febre afetuosa.

Você já viu, caro leitor que o tema desta semana é... muito centrado nas fronteiras.

Quais fronteiras? Você, irrequieto, perguntaria.

Democrática que sou, mas não muito, responderia: escolha você a fronteira.

Aí você escolhe: a fronteira do Boi Bandido. Novela da televisão.

Gentilmente, lhe pediria um aparte, chamando-o de “excelência”, para consagrar a nomenclatura inadequada com que nossos desacreditados (nem todos) políticos se tratam, lá pelas bandas da latrina Brasília.

Gentilmente, você me concederia o aparte, sempre sem pressa, que tempo sobra! (o povinho paga!).

Aí continuo: sabe, excelência, essas coisas de televisão... de novelas, não fazem meu fraco. Na verdade, nem conheço o Boi Bandido!

Aí sua excelência, com toda a força que tem no peito, à moda do deputado, meio grosso, Arnaldo Faria de Sá, na MP do Bem, retrucaria: “como ousa botar no título o Boi Bandido, sobre o quê nada sabe??!!!”

Sua “excelência” tem razão e peço um minuto de prorrogação, para incluir na pauta do dia o tema: Fronteira da Amizade”.

Alguém me segredou aos ouvidos de criança, uma verdade: “Ao morreres, poderás contar nos dedos das mãos os amigos leais que fizestes, nesta vida!”.

Um desses dedos já está ocupado por Agnaldo Vergara ([email protected]). Ele investiga na internet tudo o que lhe peço, no capricho.

Com o humor imenso que só as pessoas imensas tem! Data vênia... foi ele que até me sugeriu esse lindo título. Excelência lhe garanto, ele conhece todos os bois bandidos!!

Democraticamente (não muito), passemos à fronteira geográfica.

Excelência, como dá vaca louca por ali... e também... como dá militares norte-americanos rodeando nossas fronteiras, de olhos gordos em nossas riquezas. Eu só fiz uma viagem ao Paraguai, por força de circunstâncias. Paraguai era um desconhecido. Hoje não! É Paraguai daqui, é Paraguai dali, Paraguai ao norte, Paraguai ao sul, leste e oeste... pelos artigos contrabandeados!

Dizem até que a vaca louca veio de lá, para seduzir o nosso Boi Bandido, numa febre afetuosa.

Os dois se cruzaram. Nasceu o bebê Aftosa!

Lindo de morrer! É preciso batizá-lo.

E tão lindo é... que vão convidar o ministro da Fazenda, o “homem do dinheiro”, Antônio Palocci... a ser padrinho deste grande evento.

Aí o muquirana Palocci teria dito: estou sem tostão, mandei tudo pro FMI! Como comprarei um presente de batizado? Não tenho caixa 2!

E o nosso Lula, sabido pela experiência, ouviu um dia uma frase de que gostou, sobre responsabilidade.

Não era a definição (o Lula não gosta de definição). Mas o Lula, que nada sabe que nada viu, mas que a tudo, deslumbrado, permitiu, lembrou-se da frase escorregadia que lhe caracteriza o estilo:

“Quem pariu Matheus... que o embale”!

Esqueceu-se de que o avô é ele!!!

Falemos de outra fronteira: a histórica, ainda sobre a vaca louca e os “Bois Bandidos”.

O titulo é: “Oportunidade perdida”, de autoria do imenso jornalista Alexandre Garcia:

“Quando eu era adolescente, ouvia na rádio os comentários de Al Neto, um colunista da Época, recomendando o combate à aftosa. Quase meio século se passou e o assunto continua atual.

O engenheiro agrônomo, Benedito Lasmar, desenvolveu uma vacina contra a aftosa, que passou a aplicar no Triângulo Mineiro, em 1975. A vacina, de nome “acer rufa” foi usada pelos municípios de São Roque, com pleno e surpreendente êxito, segundo atestam os pecuaristas. A tal ponto que evitou o abate do gado contaminado, porque os animais infectados ficaram sadios, curados. Durante a vida do animal não foi preciso mais aplicar outra vacina. Uma bastou para imunizar.

O produto, a vacina, genuinamente brasileira, não só imuniza, como cura. O produtor da vacina procurou a todos, a partir do então Ministro Ângelo Amaury Stábile. O Governo foi procurado, para adotar a vacina, mas... não houve interesse.

O criador da vacina já morreu, sem ter podido ampliar sua contribuição ao rebanho nacional.

Este é o país das oportunidades perdidas! E depois nos queixamos se a Comunidade Européia julga que estamos sendo negligentes e que merecemos o embargo.” (Alexandre Garcia).

Voltando à sua excelência, caro leitor, calculo que estejamos, eu e você, merecendo tudo! Com imensa razão estava nosso rei Pelé.

 Um dia aprenderemos que, ao parir Matheus... nos caberá ceder-lhe colo para o embalo.

Ah! Ia me esquecendo de fazer uma sugestão e um grande pedido à lindíssima trindade: Sra. Vaca Louca, Sr. Boi Bandido, nenê Aftosa... que tal uma viagenzinha a visitar o primo distante Frango Febril? Esta é a sugestão. Agora o grande pedido Já que pretendem viajar, por favor, será que poderiam levar junto a turma toda do Mensalão? O Brasil agradece e o Lula também... que está precisando pensar e pensar... já que a inocência do José Dirceu, de tão grande que era... pela goela da Comissão de Ética... não desceu!

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