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         Pipocas! Adoro (e tenho o direito de) ser feliz!

Assim como eu... tu, ele, nós, vós e eles! Todos os pronomes pessoais. Do caso reto. O caso oblíquo é outra coisa. Aí entra a política.

E as comerciais religiões todas. Que são todas.

Por exemplo, desde pequena – que já refletia, com todo o respeito – a santa Igreja queria que me sentisse culpada pelo “pecado original”.

Queriam-me de joelhos. Provavelmente em cima de grãos de milho. Para obedecer.

Um senhor castigo, parecido com aquele do Celso Daniel, de Santo André.

E não exagero. Matar o corpo – ou oprimir pela falsa idéia de pecado... dá na mesma. O pior dos castigos é aquele que embota e anula a alma e, junto, anestesia a capacidade de pensar, com todo o respeito, criticamente.

Acontece que não “engoli”, (o Lula, em paralelo, diz que teremos que fazer isso, quando nos passou falsidade de idéias) a história do pecado original, cometido por Adão e Eva no paraíso.

Não era ainda fiscal. Presta atenção.

Crescei e multiplicai-vos. Agora, neste tempo de grandes avanços científicos, alguém, por favor, poderia explicar-me como gerar... sem o processo gostoso que conhecemos, em que um mais um resulta em três?

Fato que é que nasci pelo amor entre meu pai e minha mãe. Sem “hábeas corpus” deles dois. Sem culpa minha.

Hábeas corpus parece que também não havia a favor de Caim e de Abel, filhos de Adão e Eva. Caim se casou, nasceu Henoc; Henoc gerou Irad; Irad gerou Maviael; Maviael gerou Matusael; Matusael gerou Lamec, que teve duas mulheres e assim por diante. Nada a ver com a cafetina de Brasília. Deus me livre!

Sou pura e inocente e quero divertir você com bom humor.

De tanto ver e ouvir TV Senado e TV Câmara, de tanto analisar depoimentos que confundem; depois de saber que os brasileiros não respeitam a deputados e senadores, já de longa data, – e com muita razão – depois de saber que o “estranho” Sééééééverino muda de idéia como muda de roupas íntimas, depois de concluir que tudo “lá” é grande e fácil, inspirada, fui fazer compras num supermercado. Tenho direito a um superávit.

Cento e cinco quilos de arroz integral, 118 litros de leite desnatado, 98 pães de centeio, 128 e meia beterrabas, um milhão e um terço de abobrinhas, vinte e cinco quilos de caviar, 198 latas de azeite extra-virgem, 900 berinjelas...

– Como é que vai levar tudo isso?

– Com o Randirrover.

– Está errado!

– Todo mundo sabe... mas continua certo.

– Vai pagar em dinheiro vivo, em espécie?

– Tenho cara de quem usa cueca?!

– Explique-se!

– Com todo o respeito, quero ajudar nessa sua CPI. Pagarei com o Credicard do Mensalão.

– Políciaaaa!!!!

   – Hã, hã... estou munida de hábeas corpus e com “delúvio” de... serenas razões... com todo o respeito!!!

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