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“Eu
mato! Eu mato quem roubou minha cueca pra fazer pano de prato!”
Se
você, querido leitor, está decepcionado, frustrado, chateado, desesperançado,
desiludido; sentindo-se traído, enganado, usado, ludibriado, desfrutado;
se você pensa que, em qualquer lugar que bote o dedo, vá jorrar uma
fonte de líquido pastoso, amarelo, purulento, fétido... que lhe dá uma
grande vontade de vomitar tudo o quê de boa fé engoliu, depois de
mastigar um pouco ou muito e depois de botar muita saliva nisso ( a
ptialina da saliva começa a digestão)... sossegue, meu querido leitor!!
Não se “abofe”! A ninguém e à nada cabe lhe tirar o direito à vida
simples, boa, honesta e produtiva do seu dia-a-dia!
Saber
de tudo, sim! Jamais ser um alienado da realidade, fazendo de conta que os
tapetes estão sem sujeira por baixo, que tudo vai bem... às mil
maravilhas! Isso o Lula já faz bastante!! Demais.
Eu
e você somos observadores atentos e não sofredores.
Por
exemplo, você observou quantos deputados e quantos senadores estiveram,
por 13 longas horas, inquirido o esperto Marcos Valério, na CPMI dos
Correios. Eu também. Achei uma grande piada, só que de mau gosto, porque
eu e você, contribuintes é que pagamos tudo... quando... quando se sabia
que o espertalhão Valério estava acobertado pela lei e... podia mentir
à vontade, podia torcer à vontade, podia esconder à vontade... podia
tudo, à vontade! Lei boazinha taí! Para os bons advogados usarem a favor
dos clientes.
Agora,
isso foi amplamente divulgado pela mídia! E, mesmo assim, sabendo que a
pizza seria grande... lá estava significativa parte do nosso Parlamento e
o picadeiro ficou lotado! TODOS contra UM!
Mas
esse UM valia. Pela calma, voz sempre no mesmo tom, nada de gritos, nada
de indisciplina, nada de reboliço em falar junto ou na hora de outro;
nada de histeria, nada de azedumes pessoais, nada de chiliques próprios
da TPM... ! Era o UM, confiante, a colocar em alvoroço um bando todo de
desgovernados! E... gargalhe comigo... a toco de nada! Já se sabia antes!
Deputados e senadores foram, de burros! Eu não teria ido! Que desaforo!
E...
gargalhe comigo mais um pouco: vai começar tudo de novo! Os supostos
“mocinhos” acharam uma pequena mentira nas respostas do suposto
“bandido”. E vão perguntar novamente!
Esse
fato está sendo bastante divulgado também. Que assim dá tempo do
suposto “bandido” ser, novamente acudido pelo advogado sábio e
adquirir o direito legal de mentir à vontade, de esquecer-se, à vontade;
de torcer, à vontade etc, etc, etc... além de, calmamente, com toda a
compostura que o Parlamento não tem... garantir, pelo risinho maneiro e
mineiro, essa mensagem a mim e a você, contribuintes: “Meus queridos...
hum... hum... fornecedores e provedores de minha vida calma, tranqüila,
rica e merecidamente digna... vocês, por acaso, nunca pensaram que a
situação confusa (para vocês), ótima para mim... esteja em vigência
por tanto tempo? E... a quanto tempo é que o povo vem pagando a deputados
e a senadores... para legislar, para vigiar, para prover, para prever...
?...?
E
tudo não passou de uma grande piada-pizza, porque pouco e mal legislaram;
nada vigiaram (há perigos em todas as fronteiras e nossas riquezas são
vendidas a preço de banana); a nada proveram, porque falta ainda morrerem
os bandos cada vez mais numerosos de famintos; e falta entupir de resignação
à inesgotável inteligência de nossas crianças e jovens... todos freqüentando
escolas QUE NÃO EXISTEM
E...
a nada previram... eis que toda essa grande vergonha-verdade aí está,
aos olhos do mundo todo e dos órgãos todos que nos passam por estatísticas!!
Eu
e você somos bons. E devemos saber disso.
Sabe,
meu amigo, todo dia é dia de aprender!
E...
depois de ver e ouvir a todo esse falatório, inútil quase que sempre,
sobre a “pretensa crise” – as elites é que estão adorando! Eu
gostaria de lhe deixar duas jóias que separei em meio a tanta lama, lodo
e purulência.
Uma
foi a citação da íntegra juíza Denise Fossard:
“A
contravenção sempre esteve nos governos; agora, a contravenção não
tem culpa se os governos... mudam!!”
A
outra jóia veio de um senador, Arthur Virgílio que, após tecer
considerações diversas sobre responsabilidades... de repente parou,
calou-se por alguns segundos e, com voz triste, proferiu algumas palavras
que eu nunca havia ouvido de tribuna alguma e nem de ninguém, a não ser
dele, que teve a hombridade de reconhecer:
“Honestamente,
sou levado a pensar que nós do Parlamento, deputados e senadores, somos
incompetentes, incapazes de bem representar à nação brasileira...!”
Sua
excelência está com toda a razão deste mundo!
E
com toda a razão do mundo está o Jô Soares, muito brabo!!!
Não
é que lhe roubaram a imensa cueca?! Grande o bastante para transportar
100 mil dólares... sem atrapalhar os órgãos... adjacentes!
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