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Fé
de mais ou fé... de menos? Nestas
madrugadas frias, não dá mesmo para caminhar no kocosódromo! Nem aí,
no lindo bosque de Nova Odessa. É
que pessoa de idade não deve abusar, porque pode, facilmente, pegar uma
“peleumolia”. Então,
o quê fazer tão cedo? Ligar a televisão. -
Você não espana os móveis, de manhã? Perguntaria uma boa dona de casa. -
Sim, sim, mais ou menos. De vez em quando. Tenho até um espanador novo.
Mas é coisa chata. Sempre igual. Nada que satisfaça à curiosidade de um
espírito exploratório que todo mundo tem. Televisão
ligada, ouço o pastor Jayme Amorim: “Demônio...sai daqui! Abandona
essas pessoas boas que oram comigo! Depressão, sai daqui! Abandona essas
pessoas boas que oram comigo! Desânimo! Sai daqui! Abandona essas pessoas
boas que oram comigo! Como
não me vejo como pessoa boa, mudo de canal. Canal da família. “Ave
Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco! Bendita sois entre as
mulheres, bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de
Deus (aí está errado! Maria não é mãe de Deus, mas de Jesus Cristo),
rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém. É
um mantra. Mantra é bom. Para não pensar em nada, você vai falando e
ocupando o tempo sem pensar em nada. Enquanto
o seu intelecto está ocupado em não fazer nada, uma parte outra de você
sai a passear. Visita
creches e assiste ali, ao maravilhoso trabalho que as religiões fazem
pelos pequenos abandonados e desvalidos. Conseguem a eles um prato de
comida que algum restaurante ou instituição caridosa doa. Qual a esperança
de cada um deles? Nenhuma. Nem sequer uma luz no fim do túnel deles surge.
“Serás amanhã aquilo que és hoje!” A resignar-se ensinam as religiões.
Você é um inferior e vai continuar assim. Não reclame. Aceite e se
cale. Aí
essa outra parte de você visita os presídios. Conversa
com todos os detentos. São inocentes todos; nasceram bons, com a graça
do Criador e... uma sociedade que os excluía dos direitos a eles
devidos... os corrompeu! Você
tem um neném em casa? Ele não é lindo?!
Ele movimenta, sem parar os roliços braços e as perninhas. Bota o
dedinho do pé, na boca! E
murmura: “Huglh... bughluo... dughhi... bulhughi!... huhlgn....! dughhi!!! Com
certeza, este pequeno neném, puro e inocente, com olhar doce e pronto
para amar... está falando a você: ! Eu o amo sorrindo, aninhe-me no
calor do seu peito! Quero
ouvir as badaladas do seu coração... como o sinos que, em Roma, às seis
da manhã... rezam a Ave Maria de Gounod! Quero entrar nessa sintonia! E
assina: “Neném, ao seu dispor... para aquilo que fizer de mim!” É
esse mesmo neném que você encontra, atrás das grades! Aí,
a outra parte de você viaja até o Vaticano. E fica encantado, com tanta
RIQUEZA!!! Tudo
é lindo, tudo é grande, tudo é muito caro! Uma Verdadeira ostentação
de poder! Material. Parece
que a igreja gosta do poder. Aliás,
ela abençoava os navios negreiros que deixavam a África, separando a mãe
do filho; a esposa do seu homem, o irmão da irmãzinha... a servir aos
nobres poderosos. Não
sou eu que falo isso. Todo mundo sabe que havia, sempre, um religioso nos
grandes jantares, em casa dos nobres. A controlarem tudo! O
Poder!! A
riqueza! Feita pelo engodo a cada um de nós! Pelas religiões, que mandam
você calar a boca, a ser submisso, a continuar muito humilde, sem direito
a voto, nesta grande injustiça que as religiões fazem o tempo todo, com
você e comigo! Acho
que estou perdendo as “indulgências plenárias” todas! Acho,
também que vou pro Inferno, quando morrer! Um
segredinho a você, leitor querido: fique livre, como eu sou, de todas as
influências maléficas das Religiões!! Elas
reprimem, elas escravizam, elas subornam e mentem! Só há uma ligação
entre você e Deus. A
sua alma. A sua consciência, Que lhe fala, a cada momento de sua vida...
o quê é certo e o quê é
errado. È o caminho mais curto para se falar com “Ele”. E...
sabe...”Ele”... não existe sem você!! Gosto
muito do Seicho-No-Iê, onde o ser humano deve procurar a felicidade e a
prosperidade, sem culpa, numa batalha limpa, de trabalho. Gostei
muito, também, de ouvir o senador Crivella, da tribuna da Senado a dizer
que as religiões oprimem, aprisionam... subornam...! Leitor
querido... o que nos resta, depois de tudo isso? A
fé!!!!! Em
qualquer lugar que você a ponha! No seu trabalho no amar esposa e filhos;
no agüentar a sogra! Nada
espere das religiões todas!
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