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A
inacabada filosofia do buraco.
Na semana passada, o final da história do buraco, por um buraco na memória do meu digno computador, não foi salvo. Não saiu! Pensei então que, nesta semana, eu devesse colocar o final da história bem no meio dela. Ou chamar o meu grande amigo, Agnaldo Vergara, o “Billy”, para uma ligeira correção, mesmo porque, eu nunca vi ninguém a olhar a tela do cinema ou a telinha da televisão... depois que chega o “The End” do filme. Tudo tem que haver começo, meio e fim. E veio o Agnaldo. Procura que procura... meu computador estava sadio e sem vírus. E olha, querido leitor, essa peça, já bem antiga, na terceira ou quarta idade, eu juro, eu juro que nunca recebeu aquela “vacina” contra a gripe. Nós, eu e o meu computador não acreditamos na eficácia daquela injeção! Só nisso é que nós concordamos. O resto é briga feia mesmo. Como sempre, a errada era eu, que não havia redigido o fim da história do buraco! Talvez ainda estivesse empolgada pela honrosa participação no desfile em Nova Odessa, quando pude abraçar mil abraços, inclusive o do grande maestro Ralfo Klavin e da esposa Liliana! Sabe, querido leitor, que a música, na colônia letoniana, vem junto com o alfabeto? Com o alfabeto, o intelecto se expressa; com a música, a alma se revela! E já existe lá uma Orquestra Sinfônica, prontinha e muito qualificada! Só falta o prefeito Manoel Samartin oficializá-la! Tenho certeza de que o fará!! Caso contrário, estaria cavando um buraco político! Explico. Ao que tudo indica, num futuro bem próximo, o voto será... não obrigatório! Facultativo. Vota quem quer. Vota quem sente um dever cívico! E... pela representação étnica naquele famoso desfile dos 100 anos da cidade... se eu fosse política... saberia que, nas futuras eleições... entre 10.000 cédulas... 9.999 , uma a uma, a colocará na urna a mão de um descendente leto! Orgulho-me disso! Como me orgulho em ver esta minha São Carlos crescer e crescer, embelezar-se, nas mãos de um prefeito culto e bom... que vai fechar todos os buracos no asfalto dos bairros que reclamam disso. Eu, de fora, vi uma São Carlos nova, a tornar-se cosmopolita! Acho que é por esse motivo que meu próximo livro, que a Rima Editora lançará, vai ter o título: “Gertrudes, a coruja do Prefeito!” Será que ele deixa pôr o nome dele?! Voltemos ao buraco. Normalmente, o que é grande fica mais fácil de ver; o que é pequeno, mais difícil. No buraco, ocorre o contrário! O maior buraco que minha insigne (ficante) mente pôde imaginar, é o Buraco Negro. Eu não o vejo! Nem você, nem ninguém !! Fiquei muito curiosa e fui à internet, exigir explicações! Aí o professor de Física, Renato Las Casas, explica: “Buraco Negro é uma ‘coisa’ que de negro tem tudo, mas de buraco não tem nada”! Uai! diria o mineiro! Será que o Newton Lima Neto esteve lá??!!!!??? Fiquei lendo também que “Buraco Negro é uma região do espaço onde o campo gravitacional é tão forte que nada sai dessa região, nem a luz”. Sem luz, fica preto. Lógico. Compreensível. Imagine você, querido leitor, com uma lanterna acesa. A luz dela é e será reta! A menos que você esteja perto de um Buraco Negro. Aí... a luz de sua lanterna vai se entortar, chamada, atraída pelo tal de Buraco Negro, que “de negro tem tudo, mas de buraco não tem nada”!! Eu acho que estou confusa! Continuo lendo... “Vale a pena lembrar que muitos astrônomos e físicos acreditam na existência de mini buracos negros que teriam sua origem nos primórdios do universo. Alguns procuram explicar a explosão que ocorreu sobre o rio Tunguska, na Sibéria, em 1908 e destruiu mais de 2.150 quilômetros quadrados de densa floresta... na colisão de um desses mini buracos negros com a Terra”! Eu acho que estou com medo. Manhêêeêê!!! Socorro!! Manhêêêêê!!!!!! Não é mais o Aedes egipty com a sua dengue!!! A ameaça vem agora dos mini buracos negros!!! Maldita internet! Desconecto-me. Ufa, graças a Deus, volto à calma, para o final da história, que é a “filosofia do buraco”. Lógico, de todo buraco que se preze. Eu acho, querido leitor que... você está se sentindo um buraco e... com uma grande vontade em assumir a filosofia dele: “VÊ SE NÃO ME ENCHE!!!!!” |