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Será que presta, mesmo, essa vacina antigripe?

Aplicada, ruidosamente, na poderosa mídia, como grande feito, aos idosos?

Sou idosa, nunca tomei a tal de vacina e tenho algumas dúvidas.

Peço a você, querido leitor, que me acompanhe no raciocínio.

Vacina é diferente de soro. O soro tenta corrigir; a vacina deve prevenir.

E, pelo que me foi ensinado, nos velhos tempos de escola, vacina funciona assim:  a Medicina quer vacinar os nenéns, contra a coqueluche, contra o sarampo, contra a tuberculose.

Então, a Medicina pega meia dúzia desses bichinhos, que algumas vezes recebem o nome de vírus e aplicam nos nenéns.

São inimigos do jovem corpo e, imediatamente, um batalhão de defesa é acionado. Parece que isso é feito pelos glóbulos brancos que, graças a Deus, todo mundo tem.

Aí acontece o mesmo que nos filmes americanos, onde o Forte é ameaçado por meia dúzia de ferozes indígenas.

Dentro do Forte, todos se armam. Pistolas, escopetas, metralhadoras, rifles e um monte de fuzis.

Nos tempos mais antigos, da Idade Média,  havia um grande banho de óleo fervente, sobre os invasores.

É lógico que os seis índios não levavam a melhor!

Imagine comigo, caro leitor, o contrário. Apenas meia dúzia de soldados, a se defenderem de um pelotão de 500 índios!

Não daria certo, para um final feliz de história.

A  “dose” era muito grande.

É, acho, que por  esse motivo, a vacina deve ser delicada. Caso contrário, o neném morre, por excessos de cuidados.

Tudo muito bem explicado, você notou que o “inimigo” era conhecido?

A coqueluche tem um causador conhecido.

A tuberculose tem o causador conhecido.

O sarampo tem um conhecido causador.

E dá certo!

Agora, na gripe... há um causador inteligente. Eu o admiro.

Gripe é mais ou menos assim. Você amanhece meio borocochôcho. A garganta raspa. O seu nariz (narina), da esquerda, fica entupido, se for contra o Lula. Em sendo a favor,  é o nariz da direita que entope. A usar, democraticamente, de muitos acentos circunflexos. Aquele “chapeuzinho” do nosso delicioso idioma.

O gripado fica falando assim: hâchon que fôn  brêcisâr  de ûmâ  ânspirinâ...

Agora,  se  você estiver gripado e, ainda por cima, for gago!... pode ter certeza de que não é doença. É vingança! Castigo mesmo. Como sua sogra.

Depois, lentamente, você joga fora os acentos circunflexos, libera o nariz entupido, prometendo-se ser um inteligente eleitor... some com o raspar da garganta e só vai continuar a ser gago, se, antes da gripe, gago fosse!

É justo esta história da gripe, de começo, meio e fim, que a Medicina, ultra-avançada, com aparelhos tecnológicos de alta sofisticação... não consegue curar!...

A Medicina não sabe curar gripe.

Pensando e pensando, sabe, querido leitor, cada vez mais eu admiro esse vírus, pela inteligência, bem maior do que de toda Medicina.

Aos primeiros sintomas do candidato a gripe, ele toma um remédio!

E aí, o “bichinho”, inteligente, o vírus, dá risada! E se transforma,  por forças não ainda explicadas, tornando-se imune ao tal remédio.

O candidato toma outro remédio.

O “bichinho” repete a façanha Sempre rindo, acho. Eu faria isso, caso fosse inteligente como ele.

Outro remédio. Outra risada do vírus. E assim tem acontecido, no mundo todo, lá em Aspen, cheia de neve, para se esquiar; lá em Roma, cheinha de igreja, onde orar; em Las Vegas, cheinha de jogos, onde se perder o patrimônio da família e... graças a Deus, ufa! Acho que encontrei um lugar onde não há vírus. Mas é preciso ir à Ásia,  ao Oriente e subir, montes e montes. É preciso saber meditar,  junto aos sábios monges de vida muito simples.

Eu não aprendi a fazer isso, embora saiba que esse mundo exista!

Volto ao momento presente, ao nosso mundo.

Me digo e me pergunto: essa vacina, antigripe, para os idosos... qual foi, “exatamente” o vírus que ela preveniu?

Aquele de 10 anos Atrás?

Do ano passado?!

Aquele da gripe asiática?

Cá para mim, temo que os responsáveis – irresponsáveis – pela Saúde Pública...! pagos à custa do contribuinte... nada saibam de gripe nem de vacina!

Acredito que essa história leve 100 anos, a ser resolvida!

  100 anos  Feliz aniversário,  a Nova Odessa! Abraços a todos!

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