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PUM
– coletivo – sulforoso! Agorinha
mesmo recebi do celular de meu filho: -
Mutcha, estou, novamente, a caminho de São Paulo e... desde a
Bandeirantes já existe o costumeiro congestionamento via chuva. Você está
bem? -
Sim! (e já ia entabular uma longa conversação, quando ele me
interrompe): E
o Zorro? -
Ótimo, limpo, lindo, refestelando-se no lindo Parque recém-terminado! Eu
não poderia escrever outra crônica do Zorro, porque...já andam
reclamando. Mas, vai esta no lugar e tenho certeza de que, quando ele a
ler, gostará, sobretudo porque tem um incrível faro!
E...caso seu cão não saiba ler, você lê pra ele. E não o trate
como cão! Penso
que, desde a primeira vez que o homem deixou de ser nômade, de andar de cá
para lá; de lá para além...tenha resolvido fazer um casebre. Aí ficou
imaginando: “onde, dove, where, où?” E
definiu – acho que o fez para o resto da humanidade, para todo o sempre
- “perto do rio”! E
cá está hoje o homem moderno, agrupado, às vezes demais...em pequenas
ou grandes cidades...sempre com um querido rio na sua História. Todo
rio que se preze nasce limpo, de límpidas e murmurejantes águas
cristalinas que, sem dúvida forneceram a inspiração a Schumann, em suas
peças musicais de cristalinas notas e ...murmurejantes! Em
Nova Odessa é o rio Quilombo – que nasce limpo. Lembro
que ia, junto com toda a molecada, nadar no “Poção do Quilombo”. Os
mais corajosos mergulhavam da ponte. Espero
que as águas não estejam poluídas, com tantas indústrias e tudo. Aqui
em São Carlos há um monte de riachos. O “meu” – a quem visito
todas as manhãs – é limpo, lindo, límpido. Rumoreja! Agora...
lá do outro lado do Parque... faça-me o favor!! Existe lá um tal de
“Monjolinho” (que nasce limpo)...mas...como cheira mal!! À
tardezinha, então, o cujo do “perfume” é tão grande, mas tão
grande que, qualquer visitante menos avisado, tenho certeza, falaria de São
Carlos: Olhe,
a cidade é linda, mas... existe lá um local em que o Bairro todo faz pum
coletivo e na mesma hora! Digo
e pergunto: Por onde é que você, córrego Monjolinho – que nasce limpo
– anda, o dia inteiro para chegar à tarde com esse cheiro de
pum-coletivo-sulforizado?! Hein?,
hein?! Não,
não, sr. Prefeito! Desta vez não é a sua Coruja Gertrudes falando. Nem
o Zorro. Com o seu faro (dele), sai antes da tarde e só volta na manhã
seguinte. Apenas alguns moradores, zelosos pelos bons ares da cidade. |