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M Hoje meu escrito será diferente1 Não muito. Na verdade, quase igual.
Será composto de vários...de vários...como é mesmo o diminutivo de
texto?! De parte, é partícula;
de monte é montículo; de feixe é fascículo!...de texto
seria...seria... deixa par lá! Que ridículo! Vou mesmo é “assuntá” vários assuntos. Badalação e palmas eu colocaria como título, no primeiro e aconteceu
no domingo passado. Como minha “residense” (lê-se residance) é uma
cabana-edícula, no fim de um terreno cheio de plantas e de gramas no começo,
troquei uma estrídula e preguiçosa campainha por um romântico e
vigoroso sino. Bem, no domingo, logo cedo, recebo uma “badalada”! um elogio nobre,
de um nobre moço...que não costuma fazer elogios... “Sabe, aquele seu
texto sobre gravatas... a comparar pessoas comuns e mortais... que não
podem faltar ao trabalho nem as segundas e nem às sextas-feiras,
com...outros que o fazem...eu gostei muito e já passei o texto para a
frente!” Foi uma balada sem sino. Por telefone.
Recebi o recado como “palmas”! Me derreto toda! Aí, saio a “contratar” o amigo-vizinho Lourival, para uma carona no
carro dele, para amanhã. Você, com muito acerto, perguntaria: “No seu bairro...ônibus ainda não
chegou!?” Chegou, sim, leitor irônico! É que... depois que passei a ter aulas de
piano com a maestrina Thenéia... não encontro mais tempo para...essas
coisículas inferiores, tipo pagar contas e ir ao Banco receber ! (e, por
falar em Thenéia, envio imensos abraços, com saudades a todos os amigos
e professores lá do Campo do Rui e, um muito especial a Cecilinha!). Estou, assim, muito atrasada com a música, tenho sempre pressa! A Thenéia
é exigente!... mas, usei de muito, muito tempo – de sobra – a ouvir
“as palmas” da minha amiga Nereide: “Daidy, você, às vezes é
muito tétrica! Hoje, sim!! Diverti-me, à beça, com sua crônica do dia
dos Finados!” Cala a boca, Nereide, se algum padre a ouvir, com certeza retirar-me-á
todas as indulgências plenárias que herdei da minha santa vó Mathiede! Feliz, com duas vezes “palmas”, no mesmo dia, resolvi degustar essas
“palmas” e me esqueci de fazer o almoço. Degustei o que havia
comprado na véspera: carne de panela com mandioca , feijão preto com
ingredientes que não alteram o colesterol, chicória...essas coisas
(botei pimenta malagueta), tudo feito – no capricho – pela minha
grande amiga Meire e entregue, em minha residence (lês-se residance),
pelo não menos caprichoso esposo dela, Edmilson, sofredor, como eu, de
joanete! Hora de digestão. Tudo quieto na cabana e, pairando no ar o perfume do
incenso Bhara Darshan - que é para fazer a mente concentrar-se e livrar a
todos das más energias, tipo coléricas, egoístas e ignorantes... quando
“palmas” interromperam meu descanso perfumoso! Aplausos...”palmas”...três vezes num só domingo, convenha comigo,
é demais!! É badalada muita! Passo, rapidamente, cor nos pálidos lábios, prendo o cabelo revolto
pelos ventos de S.Carlos e vou indo, ao caminho da entrada, que é um portão
de madeira, bem descorada!. No meio do caminho, novamente palmas, e uma
voz. me falou: -Minha senhora...(era um rosto jovem enfiado no meio de meus muros plenos
de eras; ele estava no lado “daquela construção”, que todos já
conhecem.).; “Meu nome é Mário,
sou empreiteiro da JMR... e...eu acho que a senhora não vai me dar o quê
lhe vou pedir...”. Meu nome é Daidy e...não custa nada você tentar!
Gostei de seu nome! Nenhum Mario pode ser ruim! Obrigada pela confiança! É que nós, de Bauru, estamos aqui isolados! Isolados? Não podem ficar! De jeito nenhum! São Carlos é feito de ótimas
pessoas, comunicativas e boas! Aforante, lógico, alguns frustrados
orientadores nas Universidades que “adoram”, massacrar os
orientados!... Não entendo disso, mas queria lhe pedir que permitisse, a nós, usar de
sua força. Lógico que podem ! tenho força pra todo mundo... pra dar e vender! De
quanta força você está precisando? Não, não, não é bem isso! só estou lhe pedindo para usar a energia
de sua “residence”... para uma televisãozinha nossa! Lógico que pode! Ninguém deve ficar isolado! Meu portão está aberto!
Só que... há uma condição... Nas nossas condições...aceitamos as suas...! Então, na televisão de vocês, podem e devem ouvir tudo, com espírito
muito crítico! Mas, eu “proíbo” vocês de ouvirem o noticiário
do...como se escreve mesmo o nome dele?
Boris Casoi, ou Borys Casoi; ou Borys Casoy; ou Borys Casoi... você
viu que lhe passei as possibilidades todas, para que você consiga,
sempre...escolher a melhor opção! Que você tenha capacidade de
escolha!! Explico: se você gravar o noticiário desse âncora, na segunda-feira e
voltar a ouvi-lo, na sexta... é tudo a mesma coisa! “25 mortos e 125 feridos pela explosão de 5 carros-bomba, no Iraque,
na cidade de Phissarra, a 155 km de Bagdá!” ... “9 mortos e 199
feridos pela explosão de 9 bombas em Namarra, a 9 km de Bagadá” ...
“88 mortos e 888 feridos, pela explosão de 88 carros-bomba, em
Bushharra, a 8 anos de Bush, perdão, a 8km de Bagdá!! Este âncora,
legitimamente desancorado das próprias origens... parece que...parece
que...acho que vou dividir com você a conclusão”. É uma vergonha!! Os nossos principais – e éticos assuntos - vão
ficando...longe da média dele. Perdão, longe da mídia! Bem, tudo
devidamente combinado com o empreiteiro Mario...congratulem-se comigo: a
primeira vez que dei a luz...aos 69 anos!! O segundo assunto, vou tentar resumi-lo: todo mundo (perdoem-me o
galicismo) anda revoltado por aqui, em frente ao antigo Kartódromo, na
Nova Santa Paula. É que nós tínhamos várias árvores que foram
arrancadas pelas máquinas da Encalso. Uma, um ipê, que a máquina
semi-arrancou, viveu, por longos 27 dias, cada vizinho levando água a
ela, à noite! Nem sequer ela
murchou! De repente, numa madrugada,a extrema ventania derrubou-lhe a irmã e a
ela também! Sumiram, as duas e sumiram as goiabeiras adultas que
vicejavam por aqui! Goiaba, bichada, sem agrotóxico, tem um monte de
vitamina C! Nossa molecada...vai sentir falta delas!! Isso, sim, é uma
vergonha!!! (A mim cabe vigiar tudo...) Vamos ficar no encalço da Encalso!! Era só fazer um buraco mais fundo e
replantá-las todas!! Nossa calçada ficou pelada. Socorro, senhores do meio ambiente! Nós
aqui reivindicamos o plantio de árvores “adulteras” – acho que é
assim que as chama esse pessoal afeito às máquinas, sem pensar no tempo
que a Natureza, trabalhando noite e dia levou, para que elas produzissem
flores...e frutos! E isso, meus amigos...só mesmo elas sabem fazer! E não é só! árvore é coisa viva! como eu e como você! Ela
participa, conosco, desde a energia Cósmica – ou Primordial – até a
Vital, aquela dos seres vivos. Nesse sentido, elas já nos conheciam...nós
a amávamos! Apenas ficou uma calçada pelada. Parece que me alonguei demais. Fica para a próxima semana, o caso do
menino que morreu por falta de grade. Assuntaremos. Então,
continuando a ...”assuntar!! falávamos de um menino e de uma grade”.
Interessante! Fato é que esse verbo não existe no meu velho
dicionário. Mas eu gosto dele! ainda ali se lê “pharmácia”... mas
ele diz, direitinho, a origem. Por exemplo, “pharmácia”, é
substantivo feminino, singular e vem do grego “phamakeia” e
significava a arte de preparar medicamentos. Coisa séria!
Mas, tudo muda, ao longo do tempo e, na “pharmakéia” de hoje
você compra biscoitos, chicletes, sandálias... remédio para apnéia,
pastilhas para levantar o ânimo e para levantar outras coisas!...
Voltemos ao...”textozinho” anterior “Menino morre por falta
de...grade!” Era
numa cidade fundada pelos Botelho. Na
minha santa e ingênua ignorância, só conheço duas! São
Carlos, com água excelentemente bem tratada, muito evoluída...e Nova
Odessa, com água bem tratada e em evolução!!
Em qual delas aconteceu que um menino “morre por falta...de
grade”? Vamos
refletir só um pouquinho! Qual tipo de grade?
Qual menino? Onde e quando? ...
Então, é esse “quando” que interessa a você, amigo leitor e a mim
(abraços ao mestre, meu leitor, Geraldo!). O quê, realmente, é o
tempo?! Pelo
profundo estudo de cientistas espiritualistas...o presente...ele não
existe!! Um
exemplo: Você disca para a “sogrinha”: Alô,
sou eu, seu genro e gostaria de convidá-la...a vir aqui, na minha casa, a
pedir-lhe desculpas por uma culpa que não tive e pela qual... há uma
semana, estou dormindo no sofá!! ...
Só que... quando a sogrinha resolve lhe dar “o sim” e confirmar a
“preciosa” presença.. Já
foi!! Já é passado! Pense
nisso! Assim,
o caso do Menino que morre...por falta de “grade”... Ele
não tem época...nem dia certo! Sempre dependendo de muita chuva...para
acontecer! Ontem...amanhã...
o quê importa? O
tempo já foi ontem e será o amanhã! Só
que, em uma dessas duas cidades, o perigo ronda, porque falta a grade! Há
sempre um bueiro entupido!! O pessoal todo reclama! com razão!! Aí
chegam os responsáveis e desentopem tudo... tudo...mas se esquecem de
colocar a grade de proteção!! Chove
muito forte!! Há
sério perigo de qualquer “Vovô Zeca” levar o netinho até a
sorveteria... Como
acontece em todas as cidades! Só
que em minha Nova Odessa...não existe uma rua sequer, com nome ”Miguel
Petroni!”. Onde, segundo consta...há bueiro sem grade!! E perto de uma
famosa floricultura. Então,
não foi em Nova Odessa. A
vida, é como uma flor: nasce com toda a força do talento...mas mingua
depois, com vida curta... se o ontem não vier a ser o amanhã... Qualquer
bueiro sem grade pode engolir um Zequinha. Ele já caiu ali! Depende
de a grade ser posta, para que esse lamentável fato não venha a ser
verdadeiro. Outro
assunto: de forma muito especial, gostaria de congratular-me com todos os
letos dessa terra, Nova Odessa, a quem vieram enriquecer, pelo trabalho,
pela cultura, pela grandeza do talento musical! Sinto-me
honrada em ter o sobrenome Peterlevitz! Quero
prestar minhas homenagens ao amigo Ralfo Klavin, que viajou para a Letônia. No
dia 18 deste, a Letônia festejou 186 anos de independência. O
amigo Ralfo Klavin - presidente do Centro Cultural Leto do Brasil - foi a
Riga, receber, do presidente daquele país, Vaira Vike-Freiberga, a
medalha “Três Estrelas”. É que, no período pós-guerra, os
imigrantes letos passaram a procurar o Brasil, eis que o país deles fora
ocupado pela Alemanha nazista e pelo exército russo, em meados da década
de 40. Ralfo
Klavin liderou a comunidade leta no Brasil, para...receber e acomodar
cerca de nove mil imigrantes, hoje espalhados em diversas partes do nosso
território. Junto
aos letos, gostaria de abraçar a todos os representantes das muitas
etnias que nosso Brasil agasalha. E agradecer a todas elas, pela força do
trabalho, pela adição da cultura e por acreditarem neste país. O único,
no planeta, onde pulsa um coração universal! E que será muito, muito
grande, graças ao desempenho de cada um! E
Nova Odessa é uma significativa célula, nesse processo. Dentro
de minhas limitações, com trabalho, honradez e dignidade, tento seguir
as enormes pegadas de meus antepassados.
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