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Súplica da Mãe Morta

(Para ela...os filhos são sempre crianças).
 
     Fizeste a mãe orgulhosa...abençôo-te!
     Não me procures, filho querido
     Sob o jazigo – que lá não estou!
     Nem me cubras de ricas florinhas
 
     Fita o campo das lágrimas terrenas,
     Levanta-te desta pedra e vem comigo:
     Aqui...chora a viuvez amarga pena,
     Ali... geme a orfandade em desabrigo;
     Ergue para a dor alheia um pouso amigo
     E verás a tua dor ficar pequena...
 
     Fizeste a mãe orgulhosa... abençôo-te!
     Quando a saudade te doer no peito,
     Escura e fria...
     Ergue tua fronte humilde e honrada...
     E sorria, satisfeito e altivo
-    como o sol –
Que após a madrugada
Aquece... de cima...um novo dia!...
 
    Fizeste a mãe orgulhosa... abençôo-te!
     Ajuda a pescar, ao pobre
     Mas não por isso empobreças !
     Consola o triste...  
     Mas não por isso entristeças!
     Trabalha!!
     Mas não por isso adoeças...!
 
     Seque a virtude
     -    que está sempre no meio –
     E aos teus ensina, de permeio, 0
     A cultivar a felicidade
     Do simples, na magnitude do pequeno...
     Fizeste a mãe orgulhosa... abençôo-te!
     Honrada em ter-te como filho,
     Teu bem o quis e...nesta nova dimensão, quer,
     A teu respeito, viver serena...
     Portanto... inda que seja  só porque
     Tua mãe te ORDENA:
     SÊ FELIZ!!
(Não há cornucópia da abundância, tão pródiga em tesouros, que seja mais rica do que a mão materna quando abençoa)

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