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Sharona
sem Monk procura Monk sem Sharona. Quem
é o Monk? É uma figura maravilhosa, que era casado com a Trudy. Ela
foi assassinada e o Monk, antes detetive efetivo num instituto
governamental... ficou tão deprimido, porque amava – de verdade – a
esposa, que foi internado numa clínica psiquiátrica. E despedido do
serviço! Sua
enfermeira, a paciente Sharona o assiste, até agora, depois de liberado
pela clínica. Aí,
o Monk começou a trabalhar por conta própria, em casos policiais, onde
o chefe de Polícia (capitão Stonheller – ou cosa parecida) não
consegue resolver nada. É um pouco bobalhão, esse chefe de Polícia. Muitas
vezes, o Monk é motivo de chacota entre o tal de capitão e seu
bajulador secretário! O
Monk pós Trudy é um arguto observador, com grande capacidade intuitiva
e dedutiva. Tudo junto! Mas...adquiriu
manias mórbidas, aliás, como eu e como você. Tem mania de extrema
higiene e, ao dar a mão, relutante, a alguém que precise, logo a
Sharona, agora sua assistente, lhe passa um lenço descartável. Ele
não tem empregada. Seu apartamento é um mimo em limpeza! As meias,
depois de desinfetadas, ele as coloca em sacos plásticos. Tudo, naquele
apartamento está dentro da geometria. Nada fora do esquadro...ia me
esquecendo: no prato, não pode vir tudo junto! As cenouras separadas,
num canto; noutro canto, as batatas e assim por diante... Há
uma extrema ordem naquele homem...sofredor, confuso quanto às decisões...mas
ético, dentro de si e útil à sociedade toda...embora sempre deva
dinheiro a Sharona. Ela
é cáustica, à vezes, mas ele, ingênuo de coração, não entende as
insinuações e nem entende sobre malícias. Ele é um puro. Eu
amo o Monk! É
por esse motivo que estou procurando um para mim. Acrescento
mais alguns itens que o candidato deve ter: deve aprender a amar o
Zorro, aquele fiel cão que todos conhecem; deve amar a culinária
simples e a sofisticada; na simples, deve saber que carne (proteína)
nunca vai bem com macarrão (carboidrato); carne vai bem com legumes e
saladas; deve saber que os tão decantados sucos de fruta acabam calóricos
demais; deve saber que a água de côco faz muito bem e não engorda!
Principalmente se adquiridos no Sacolão Okino. Ali, tudo é muito saudável!
E... na cozinha sofisticada...deve saber que tudo é comércio, que não
dá a mínima à saúde. Mistura tudo, enfeita e seu estômago sofre
depois! Deve
amar levantar-se bem cedo, ainda escuro e ir lá fora, a olhar as
estrelas que logo desaparecerão no céu. E, de braços elevados a Deus,
proferir comigo, a seguinte oração: “Senhor,
neste dia que amanhece, venho pedir-te a paz, a, sabedoria e a força!
Quero ver hoje o mundo com os olhos cheios de amor; ser paciente,
compreensiva, mansa e prudente e assim, ver Teus filhos como Tu mesmo os
vês, não enxergando senão o bem que existe em cada um!!! Veda meu
ouvido a toda calúnia, fecha minha boca a toda maldade! Que só de bênçãos
se alimente meu espírito! Que eu seja tão bondosa, e alegre que todos,
ao se acercarem de mim, sintam a Tua presença! Reveste-me, Senhor, de
toda a Tua beleza... para que eu possa, no decurso deste
dia...revelar-Te a todos! Outra
coisa: o meu Monk não deve pertencer à Religião nenhuma, nem obedecer
a padres ou pastores. Deve respeitar a todas, sabendo, sim, que muitas
delas são produtos de objetivos escusos. Deve, sim, comigo, ver Deus em
dois lídimos lugares: no germinar de uma semente, no florescer de um ipê,
no mudar das estações – que dá nova oportunidade ao agricultor... O
segundo lídimo lugar onde ver Deus... é dentro de si próprio...
perfectível... que está sempre em comunicação com o Ente
supremo...pela “consciência” que Ele deixou, democraticamente, em
cada um de seus filhos. E...
lógico, que você, Monk, vai perguntar a sua futura Sharona: “O que
é que você me oferece?” E
respondo: tudo isso que espero de você... mas... numa escala bem
menorzinha! Afinal, Deus criou, primeiro, o Monk e só depois, a Sharona! |