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O kartódromo e o Titanic

Quando chega a madrugada... Nem bem clareia o dia, eu abro meu portão de madeira. Vou varrer lá na frente e aproveito pra acordar o sol... e já vejo gente encapotada, com frio, caminhando no Kartódromo!

 Olha, a Maria não falta nunca! Há um mundo de pessoas a quem, casualmente, fui apresentada, porque as vejo todos os dias! Gostaria de nomear a minha cara amiga Lucinda e o esposo Oliveira...!

Eles até compraram meu livro “Quatro Bruxas no Elevador”...

Agora, quando é à tardinha, lá pelas seis, ...quem é que chega a caminhar no nosso Kartódromo?

É um homem robusto, de “peso” dono de um grande supermercado. Eu não vou falar o nome, porque seria propaganda. Não é o meu “causo” .

Longe de mim tudo isso!!!

Aí ele chega...não muito rápido, eis que (ele fala que tem sessenta e cinco, mas eu acho que já tem oitenta !), e 123 quilos e meio de massa... ele chega e... vai chegando...

Aí é que é a história bonita!

Todo mundo, no Kartódromo, vai para o outro lado!...Fica um amontoado no lado esquerdo e só esse gigante, do lado direito! Que é pra equilibrar!!

Devo fazer aqui uma pequena explicação: é que, este pedaço de São Carlos, ele praticamente, flutua, ele bóia, sobre um grande lençol de águas. Então, a pista do Kartódromo fica mais ou menos como o Titanic, no momento de afundar...tem, até, aquele casal lindo na proa, que se ama e que nos faz apaixonar!...

E como é que vai ficar esta história?

 Como aquela do Titanic: depois de...alguns oitenta anos.. a gente vai ver que “preciosa jóia” era esse pedaço de chão, onde tantos e tantos andando, faziam bem ao próprio coração...e mesmo já tendo todos sumido deste pequeno mundo, teremos dois caminhos a relembrar...aonde é que pusemos aquele colar lindo, que em peito ardente de amante repousou um dia, vibrante!...Nós o jogamos no mar revolto sempre e gigante...

Ou nós jogamos a jóia no KOKOSÓDROMO que isso aqui vai ficar? É ora de escolher! É ora de agir e de reclamar por soluções, pô!!

Sabe...e que todos os cães são-carlenses vêm no kartódromo fazer sua caquinha – ou cacona – depende do “design” do fiel amigo.

Menos o distinto Zorro. Ele NÃO faz isso em público.Ele faz isso na casa dele – ou na minha!

Nada temos contra os cães. Temos, sim, é contra os donos deles, que farão desse aprazível lugar...um verdadeiro kokosódromo!  Alguém me acuda!!

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