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Vamos trabalhar um pouco, aprendendo novas e fáceis palavrinhas Pedi licença ao sr. Mario Otsuka, maravilhoso sogro do meu maravilhoso filho Mario, para colocar junto às minhas crônicas, um texto que ele me enviou, depois de uma estadia de nós todos em Poços de Caldas. Ele havia, há muitos anos atrás, ali passado sua lua de mel. A estadia não foi só alegre, mas, pela presença culta desse verdadeiro amigo da natureza, muito aprendemos nos passeios – que se tornaram, para mim, inesquecíveis. A cultura, aliada à sensibilidade e ao amor à natureza garantem ao sr Otsuka a minha admiração e respeito. Leitor, vamos aprender algumas palavrinhas novas. É fácil!!! UMA
SAUDADE FELIZ “
Ah! Poços de Caldas...eu a conheci há mais de 30 anos; como você
mudou! Para
melhor, eu acho. Outros diriam: é óbvio. Suas
praças estão mais lindas; suas atrações, melhores. O
Continental Hotel (ou é Hotel Continental?)... de tantas lembranças
boas, guarda, porém, a sua aparência externa. Continua azul.
Azul...sugerindo recordações de...sonhos azuis. O
bosque da Fonte dos Amores, que, agora pela primeira vez adentramos mais
intimamente, esconde belezas perceptíveis somente aos olhos mais
atentos à natureza. Esconde,
sob suas sombras, a trilha que atinge o topo do Morro do Cristo, numa
diferença de 200 metros de altitude, em relação à cidade.Em degraus
íngremes, desiguais, às vezes escorregadios, de pedras desenterradas
pela força das águas das chuvas,muito facilmente
elas os fazem escorregar, pelo
desgaste do solo,
sob a ação dos pés constantes dos que ali passeiam. Conseguimos
vencer o morro! Fincamos no topo dele a imaginária bandeira da
liberdade – que sentíamos ao escalá-lo. Na subida, algumas pessoas
escolheram a forma primatizada, isto é, de quatro, como verdadeiros
descendentes de primatas. No
topo, junto à imagem de Jesus Cristo, nasce a vontade de voar
livremente, ascendendo o ar quente, como fazem CORAGYPS ATRATUS (1), ou
então, em vôo rasante, como POLYBORUS
PLANCUS (2). No
bosque, antes da subida, observamos CEBUS ERXLEGEN (3) saltitarem de
galho em galho. Algumas fêmeas, com filhotes agarrados às costas,
quais asiáticas, também saltitavam sem nenhum receio. CECROPIAS
(4), carregadas fartamente com seus frutos palmiformes, parecendo
bananinhas, seriam, se lá habitassem, alimentos preferidos de BRADYRUS
TRIDACTYLUS (5). Atentamente
observei o interior do bosque, mas não vislumbrei nenhuma árvore de
CROTON FLORIBUNDUS ou de CROTON URUCURANA (6),
cujo néctar de suas flores dá um delicioso mel. Observei, porém,
a existência de algumas árvores de PIPTADENIA COMMUNIS (7), nectarífera
por excelência e também algumas árvores de TIBOUCXINA MUTABILIS (8),
cujas flores são áridas de néctar. Quais
espumas brancas, continuam descendo as águas, ainda límpidas, pelas
rochas vulcânicas da cachoeira do Véu das Noivas. Nas
proximidades, muitos pés de VERNONIA POLIANTES 99), cujas flores, em
pleno inverno, atraem milhares de APIS MELLIFERA (10) africanizadas,híbridas
de APIS MELLIFERA LIGUSTICA (11) ,
A.M. CAUCASIANA (12), A . M. MELLIFERA (13) e A.M. CARNICA (14),
com as temíveis A.M.
SCUTELATTA (16), cujo nome popular, segundo os ensinamentos de Mario
Peterlevitz Frigerio, é Cascata das Antas. Nos
caminhos de nossos passeios, lindas flores de PYROSTéGIA ígnea ( 17)
enfeitavam o verde dos matos. Pedalinhamos (pedalar o pedalinho) nas plácidas águas da Represa Bortolau e, para arrematar, saboreamos uma bela fritada de ASTYNAX (18). Voltemos
agora às praças da cidade, bem arborizadas. Notei que, como na cidade
de São Paulo, os BROTOGERIS TIRICA (19) estão acabando com as sementes
de CHORISIA SPECIOSA (20), antes mesmo de saírem voando graciosamente
com sua paina, deixando o chão da praça repleto de pequenas porções
de paina, quais flocos de neve. Nas
andanças pelas praças, admiramos as frondosas árvores de
CAESALPINIA FéRREA
(21), CAESALPINIA PELTOPHOROIDES (22), primas de CAESALPINIA ECHINATA
(23) – que não vimos - DELONIX
REGIA (24). Comentei
sobre a existência, em algumas árvores, de uma planta parasita, a
PHRYGILLANTHUS ACUTIFOLIUS (25), que nasce como se fosse um galho
bastardo. Mostrei aos acompanhantes duas árvores, uma de DOMBEYA
WALICHII (26) e outra de DOMBEYA NATALENSIS (27), cujas floradas se dão
final de outono e no início de inverno. Suas flores são ricas em néctares
a ponto de ficarem pingando no chão e são muito visitadas pelas APIS
MELLIFERA. As
ruas da cidade são arborizadas, entre outras árvores, com BAUHINIA
FORTICATA (28), LIGUSTRUM JAPONICUM (29) e PLATANUS ORIENTALIS (30). Nos
quintais, alguns pés de MONTANOA BIPINNATIFIDA (31), fartamente
floridas, assim como alguns MELIA AZEDARACH (32) .Quase
ia me esquecendo de falar sobre os pássaros que encontramos, como
PASSER DOMESTICUS (33), BROTOGERIS TIRITA (19) COLUMBINA TALPACOTI (34),
COLUMBA LIVIA (35), PITANGUS SULPHURATUS (36) e até FURNARIUS RUFUS
(37). Falemos
agora, apenas para registrar, do nosso café matinal. Mesa sempre farta
de frutas variadas como CUCUMIS MELLO (38),DYOSPYRUS KAKI (39), PSIDIUM
GUAJAVA (40). CITRUS SIWENSIJ (41), MUSA PARADISIACA (42), CARICA PAPAYA
(43) e ANONASQUAMOSA, todas compradas no mercado local. De retorno a São Paulo, uma parada obrigatória numa borracharia em Águas da Prata, para o reparo de um pneu do carro da Cristina. Ali, na Praça Nossa Senhora da Aparecida, presenciamos um fato pitoresco: um ZONOTRICHIA CAPEUSIS (45) brigava, insistentemente, com a própria imagem refletida no espelho retrovisor externo do nosso GOL (46), tal qual aquele COLAPTES CAMPESTRIS (47) que, anos atrás, eu o vi brigando com sua imagem refletida na parte externa da janela do escritório onde eu trabalhava. Decifrando; 1 – urubu de cabeça preta; 2-Carcará ou C aracara; ´3 - macaco-prego; 4 –Embaúba ou embaúva; 5 –Preguiça ou bicho-preguiça; 6 – Capixingui ; 7 –Jacaré; 8 –Quaresmeira; 9 – Assa-peixe; 10 –Abelha de mel (abelha Europa) ; 11 – Abelha de mel italiana (da Ligúria); 12 – Abelha de mel do Cáucaso; 13 – Abelha de mel da Península Ibérica; 14 –Abelha de mel dos Alpes Austríacos; 15 – Abelha de mel da África; 16 – Anta; 17 – Cipó S.João; 18 – Lambari; 19 – Periquito verde; 20 – Paineira; 21 – Pau-ferro; 22 – Pau-brasil; 24 – Flamboyant; 25 – Erva de passarinho; 26 – Astrepéia rosa ou Borla de Sargento; 27 – Astrepéia branca; 28 – Unha de vaca; 29 – Ligustro ou alfaveiro 30- Plátano; 31 – Margarida; 32 - Santa Bárbara; 33 – Pardal; 34 – Rolinha; 35 – Pomba doméstica; 36 – Bem-te-vi; 37 – João de Barro; 38 – Melão; 39 – Caqui; 40 –Goiaba; 41 –Laranja; 42 –Banana; 43 – Mamão; 44 - Fruta de conde; 45 – Tico-tico; 46 – Volkswagen; 47 – Pica-pau.” ( Sem revisão do autor). Eu não disse que era fácil? Agora é só decorar todas elas, viu! |