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             Uma estranha noite

Bom, durante o dia, muitos fatos estranhos ocorrem. Por exemplo, o grande falatório do nosso presidente Lula. Eu ainda não descobri, se ele fala para convencer a nós...ou a ele mesmo. Juro, movida pelas melhores intenções, eu quero que tudo dê certo, o que ele fala. Mas... racionalmente, não tenho ouvido muita teoria econômica que  ampare o nosso presidente falador...!

Bem, isso é durante o dia.

À noite... como todos os mortais  – e alguns não –  eu vou dormir. Bem tarde, que acostumei minha carcaça a não ter muita preguiça não! Cinco horas de sono e olha lá! Menos ainda, quando leio um bom livro. Falando em livro, devo nomear um maravilhoso rapaz, de nome Gustavo Cassiano de Souza Chagas. Ele empresta-me livros. Você precisa conhecer esse moço. Ele estuda e trabalha. O trabalho é aqui na Banca Kart, junto com minha querida e atenciosa amiga Simone. Um abraço, Simone!

Então, eu quero lhe contar: o Gustavo Cassiano de Souza Chagas tem algo de diferente. Ele, bem jovem... ele elimina a distância entre as idades.

Ele não olha as rugas! Não se importa com dentaduras e nem com bengalas!

O nosso Gustavo Cassiano de Souza Chagas... ele enxerga o intelecto... ele detecta o amor às letras... ele sente a inimaginável empatia que une as pessoas nutridas muito mais de imaginação, de leitura, que de arroz e feijão...! Educado, agora um pouco triste que lhe morreu a querida avó, ele bate no meu grande portão de madeira:

– Tuuumm, tumm, tuuum! Ou toca meu sino!

– Quem é?

– Sou eu, Daidy, vim trazer-lhe mais um livro emprestado!

Gente, biblioteca delivery... ele me trata como se eu fosse uma pessoa especial...quando, sem dúvida, especial é ele! Guardem-lhe o nome; soube que estuda Letras e será um grande escritor sãocarlense!

Mas, eu estava começando a escrever sobre uma noite estranha. E foi esta, sem dúvida.

Lá pelas tanta, um barulho estranho acorda-me. Dentro da minha cabana!

Desde criança, resolvi que meu único medo seria o de ter medo! E, para facilitar tudo, decidi que nunca eu teria medo de nada! E ponto.

Fiquei quietinha, agasalhada por um enorme camisolão, largo e balouçante! Roxo, com grandes bolas brancas! E... juntando a isso os meus humildes um metro e oitenta... calculo que dê para assustar qualquer intruso fantasma!

Mas... o barulho continuava na minha cabana. Juro que parecia ruído de asas. Com o cúmplice silêncio da noite, as asas tomaram um tamanho imenso!

Seriam morcegos?!

Acendo a luz.

O barulho pára.

Apago a luz e acomodo ao corpo minha ampla camisola roxa, com bolas brancas.Uma lindeza! Aconchego-me e... quase já nos mornos braços de Morfeu... Outra vez o barulho de imensas asas!

Seriam fantasmas alados?! Anjos da Guarda certamente que não, pois aforante  o forró, eles primam pelo silêncio.

Já que decidi não ter medo, está decidido que não tenho medo. Para não alongar, que, por estas alturas, você, querido leitor e internauta... já deve estar com sono, isso durou a noite inteirinha! Era um tal de acender a luz; parar o barulho; apagar a luz, começar o barulho... até que, graças a Deus, amanheceu um novo e glorioso dia (sem enchente!).

E tudo ficou claro: era um casal de beija-flor que, ao entardecer, o sol já preguiçoso se retirava,  liberando espaço para o frio de inverno lá fora, as rapidíssimas avesitas preferiram o aconchego morno da minha cabana.

Vaga-lume também gosta, sabia?

A caminhar dessa forma, vamos ter espetáculo de luz e som... na madrugada!

Ainda bem que não há ursos por aqui, a hibernar na minha cabana! Jesus Chraisto!

               

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