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Jesus Chraisto!!! Ás
vezes, é muito gostoso
escrever. Lembro-me
de um domingo, lá pelas seis da manhã, quando eu levava a passear a
minha imaginação. O
corpo, lógico, ia junto. Encontrei
uma célebre pessoa, professor da USP, ético...religioso, fiel às
tradições. –
Bom dia, d.Daidy! olhe, eu leio todos os seus textos...eles são
fantásticos!...eu os recorto e os coleciono!... Juro que, se não tivesse almoçado no café da manhã, uma papaia toda, , do sacolão Okino, um maracujá, grande e doce, do meu quintal, dois ovos com bacon e tomates “rasteiros”...eu juro que teria desmaiado! E concluí: esse Professor, além de competente...é caridoso! Embarquei
na primeira nuvem que passou por ali e, mesmo que o destino dela fosse o
Jardim Paulistano, convenci o motorista – um verdadeiro anjo! -
a desviar o rumo e deixar-me justo em frente ao portão da minha
cabana... Ligo
o computador e leio e-mail do Marcelo, redator de “Tribuna Liberal”,
da cidade de Sumaré. Título: “Cadê a Minha Vaca?” Texto:Daidy, seus
testos são ótimos e estamos publicando”......
Tirei as sapatilhas, fui molhar os pés na grama muito molhada e
fria, para acordar, e esfriar, no meu jardim-quintal. –
Jardim-quintal? –
Sim, aprendi isso com minha neta Larissa, quando veio à cabana: –
Vovó, você não tem quintal no fundo? –
“Não querida, eu estou no fundo. O quintal está aí na frente. –
Na frente, para mim, chama-se
jardim!... Meio
embasbacada eu, ela socorreu-me, em seguida: “Vamos chamar isso de
jardim-quintal” (criatura maravilhosa é a criança!! Ela sabe tudo!). Posto
isso, andava eu descalça pelo espaço verde, quando... passaram duas
pequenas nuvens. Pulei sobre elas, sem mesmo ter olhado o destino. Um
deles era o egoísmo; outro, a vaidade... Largaram-me
em frente ao computador e, de peito estufado pelos elogios, fiz, um atrás
do outro, oito textos! Oito
grandes porcarias, reconheço. Reconheço,
também, que, para escrever algo que entre no coração e na mente do
leitor, é preciso que o escritor limpe seu próprio coração, despolua
sua mente e, assim, capte, no fiozinho sobrado do universo...elemento para
inspirar..um verso...uma crônica...um artigo. Fui,
naquele domingo, dormir cedo. Mas não dormi. Vira que revira, apoderou-se
de mim um sentimento triste, de impotência!!...eu não sabia nada...! Preciso
de um conselho importante!
Há dúvidas imensas!...A quem vou chamar?? O primeiro nome foi:
“Lula” Aí
lembrei-me de que ele gosta de estar entre muitas pessoas do povo. Acho
que não vai aceitar o pedido de...uma só “póva” Pensei,
então, em pousar as minhas interrogações no peito soft e pujante do
nosso Prefeito Newton Lima... Só
que, ponderando...São Carlos Urbana, mais Santa Eudóxia, Água Vermelha e zonas rurais...há mais de 200 mil pessoas
que precisam dele...! Jesus,
não seria justo pedir socorro a ele... JESUS!!
É isso! Lembrei-me
de ter ouvido, numa grande palestra num Centro Espírita da cidade
que...uma oração feita com fé... muita fé...ela emite tanta radiação
quanto uma das maiores emissoras de rádio Ajoelhei-me
e orei...com muita fé! Doíam meus joelhos e, nas minhas mãos
apertadas e contritas, já não circulava o sangue... De
cabeça abaixada...senti uma leve brisa, a erguer minha fronte... Fiquei
abismada!! Era
uma figura imensa, vestes brancas, barbas longas...olhar que atravessa as
almas...! –
Jesus! Pareces cansado! Senta-te aqui na minha cadeira de balanço...tens
os pés inchados...vou banhá-los! Ensina me como fazê-lo, pedi... E
Ele me respondeu: com óleo de oliva... –
Extra-virgem? –
Sim afinal, você não é tão burra como aparenta... –
Vou fazer pão, disse a Ele (meu São Cipriano, como se chamava o pão nos
tempos bíblicos?) –
Pão ázimo! Sem fermento! –
Obrigada, meu Santo! E fui correndo à cozinha, produzir o
tal de “pão ázimo”...Só que veio-me uma grande dúvida:
“Só pão a Ele?... acho que devo fazer...uma sopa de lentilhas...
aquela famosa, sabe...histórica. Tudo
combinado, todo o azeite extra-virgem que eu tinha, coloquei a banhar-lhe
os pés. Feito o pão ázimo, corri a preparar lentilhas com legumes e
diversos cereais...perguntei a Ele se aceitava um suco de maracujá? –
Não! Um bom copo de vinho tinto... Ligo,
correndo, ao Ricardo, da Padaria Della Mamma: –
Por favor, Ricardo, aqui é a Daidy. Você teria aí uma garrafa de “Lacrima Christi”? –
Cristo, Daidy, você sabe quanto custa? 60 moedas de ouro!! –
Jesus Christica!! Meu santo Chraistico! Manda uma; vou fazer pão, de
graça, pra você, nos ...próximos 60 anos...!! Tudo
pronto, graças a Deus, mesa posta para uma pessoa...pão ázimo, sopa de
lentilhas e legumes, “Lacrima Christi”...”Tudo pronto, meu Jesus!! Aí
Ele me olha, atravessando a
minha alma e diz: –
Há mais doze que irão chegar! –
Apóstolos que são o que eu aposto!! E desmaiei...!! No
dia seguinte, acordei cheia de apreensões. Vou
à dispensa: está tudo lá, intacto, com todos os meus vidros de azeite
extra-virgem! Na geladeira, meu monte de legumes... Ufa!
Foi só um sonho! Só que achei um pequeno texto, em idioma estrangeiro.
Levei-o, imediatamente, ao Professor da Usp, que o traduziu: “Cada
vez que você não for capaz de resolver os seus conflitos...terá
que...alimentar...treze!” |