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Você já ouviu falar em Web surfer e e-hunter b2b? Pois essa combinação de termos em inglês e siglas é apenas uma amostra de dois dos novos cargos que surgiram com a chamada Nova Economia. O primeiro é profissional que que busca informações em sites da Web. Já o e-hunter b2b é um tipo de vendedor de soluções baseadas na Web como sistemas de comércio eletrônico e e-procurement. “O e-hunter b2b precisa ter características de vendedor e intimidade com a tecnologia”, explica Irene Azevedo, diretora da empresa de recrutamento Nicholson International. Esses nomes variam de empresa para empresa. A Web ainda é uma novidade como ferramenta de negócios e os novos cargos são batizados conforme vão surgindo”, afirma Renata Fabrini, sócia vice-presidente da Sesa, que também atua em recrutamento. Segundo ela, o que existe é um perfil de profissional procurado pelas empresas que apostam na Web, ou seja, uma pessoa dinâmica, que assume riscos e que tenha uma boa concepção de planejamento. "As empresas enxergam essas qualidades em pessoas jovens e na faixa etária dos 30 anos", diz Renata.“É importante que o profissional da nova economia seja criativo, flexível, saiba trabalhar em equipe, gerir pessoas e consiga se adaptar com facilidade a mudanças, já que o mundo digital está em constante e rápida evolução”, define Irene Azevedo, da Nicholson. Hoje, os profissionais mais requisitados com a ascensão da Internet, segundo especialistas em recrutamento, são programadores Web, que estão em falta. O mercado de trabalho não estava preparado para a enorme demanda de pessoal de TI especializado em arquiteturas de Internet. “Para conseguir preencher seu quadro de funcionários, as empresas estão contratando jovens de 17 a 20 anos sem formação universitária completa”, diz Thomas Case, fundador do Grupo Catho. Eduardo Ramos, diretor do Infnet (Instituto de Formação Internet), instituição de treinamento online, destaca que a Nova Ecomomia gerou mudanças também em áreas tradicionais, obrigando os profissionais à uma reciclagem. "O pessoal de marketing e vendas, por exemplo, tem que entender a Internet como uma ferramenta para alavancar iniciativas e passar a se preocupar com a segurança do site para manter a imagem da empresa, além de aprender a lidar com o investidor", explica. Segundo ele, diferente dos Estados Unidos, no Brasil não havia o costume de se investir em empresas iniciantes”, diz ele. O gerente de treinamento da Santista Alimentos, William Bull, diz que mesmo com as facilidades trazidas pela informatização, há pessoas que são resistentes à mudanças. “No início, alguns funcionários ficaram contrariados por terem que utilizar tecnologia nos processos”, conta. “Depois eles acabaram se acostumando a levar o notebook para as visitas aos clientes e acompanhar os pedidos via Web”. Ele apregoa que o vendedor precisa estar conectado na mesma tecnologia do cliente. E defende que hoje praticamente todo o processo de vendas da empresa pode ser acompanhado pela Internet: distribuidores fazem pedidos, supervisores de vendas acompanham a performance dos vendedores, produtos e faturamento e os clientes conseguem saber sua situação no que diz respeito a pedidos, inadimplência, etc... Na opinião de Renata Fabrini, da Sesa, o número de posições na nova economia tende a se estabilizar depois do boom que o mercado viveu este ano. “Algumas empresas estão fechando, outras sendo compradas e os grandes players estão se mantendo. Além disso, os investidores estão mais cautelosos para aplicar na Internet”, diz. Os dez cargos mais poderosos
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