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| An�lise Cient�fica ao Bicross | ||||||||||||||||
| Gen�tica Muscular! Neste artigo vamos aprefundar a raz�o da exisit�ncia do dilema de quando treinamos a resist�ncia prejudicamos a for�a explosiva. Vamos ent�o entender o funcionamentos dos musculos para percebermos esse dilema. Os nossos musculos s�o constitu�dos por milhares de fibras que se contraem quando o nervo recebe a ordem do sistema nervoso para o fazer. N�s temos v�rios tipos de fibras musculares, mas para simplificar vamos-nos focar em 3 categorias: As fibras de contra��o r�pida, as fibras de contra��o interm�dia e as fibras de contra��o lenta. As fibras de contra��o lenta, t�m uma velocidade de contra��o lenta, desgastam-se lentamente e t�m uma recupera��o r�pida. Est�o organizadas em pequenos grupos que s�o controlados por um �nico nervo. Po isso, um nervo que vai para um grupo de fibras lentas, produz pouca quantidade de for�a. As fibras de contra��o r�pida, t�m uma velocidade de contra��o r�pida, desgastam-se rapidamente e t�m uma recupera��o lenta. Est�o organizadas em grupos grandes que s�o controlados por um nervo. Esse nervo produz um elevado grau de for�a. As fibras de contra��o interm�dia, est�o algures entre estes dois extremos. As fibras r�pidas e lentas s�o fixas, ou seja, n�o alteram o seu comportamento com treino. As fibras interm�dias por sua vez poder�o adquirir as caracter�sticas de fibras r�pidas ou lentas dependendo das necessidades do corpo. A tua mistura destas tr�s categorias � determinada pelos teus genes e n�o poder� ser alterada. Algu�m que tenha 70% de fibras r�pidas, 20% interm�dias e 10% de lentas, ter� um bom desempenho no Bicross. Algu�m que tenha 10% de fibras r�pidas, 20% de interm�dias e 70% de lentas, nunca conseguir� praticar bem Bicross e o mais prov�vel � que se dedique a outra actividade. Se f�r algu�m que realmente goste de "bikar", � natural que opte pelo BMX FreeStyle ou Dirt Jumping. � por isso que nos E.U.A. muitos dos bons atletas de Dirt se iniciaram no BMX Racing e posteriormente trocaram. N�o � muito divertido, ter-se muito jeito e t�cnica e nunca conseguir ganhar corridas. Estes atletas simplesmente n�o tiveram a ben��o gen�tica para arrancar no gate como os outros talentosos e poderosos atletas (John Purse, Jamie Staff ou Christophe Leveque). Mas aten��o que atletas com um grau extremamente elevado de fibras r�pidas, tamb�m poder�o ter problemas. Poder�o queimar tudo na 1� manga e como estas fibras s�o de recupera��o lenta, em provas com muitas mangas ir� enfranquecendo. Como as fibras r�pidas est�o organizadas em grandes grupos, isso ir� provocar movimentos menos precisos. A t�cnica ir� sofrer um decr�scimo e o atletas ficar� menos "redondo" e mais "quadrado"...diz-se que um BMXer est�/� quadrado, quando n�o consegue contornar os obst�culos com suavidade nem t�cnicamente eficaz. � importante saber que estes 3 tipos de fibras s�o trein�veis e podem-se tornar mais fortes. Muito importante � tamb�m como se devem efectuar esses treinos. As fibras interm�dias respondem a ordens designadas por "SAID" (specific adaptations to induced demands), ou seja, adaptam-se �s necessidades do corpo. Algu�m que tenha bastantes fibras interm�dias consegue adaptar-se a diversos desportos diferentes, dependendo do treino que fizer. Se tu tiveres 20% de fibras r�pidas, 60% de interm�dias e 20% de lentas, conseguir�s te adaptar a um desporto de for�a ou de resist�ncia. Para isso ter�s de ter um m�todo de treino espec�fico.�O m�todo de treino para o BMX ter� lugar noutro artigo, agora vamos dar aten��o a outro factor tamb�m importante. Apesar deste factor n�o poder ser influ�nciado com treinos, � bom que saibas que ele existe e que determina a forma de como o teu corpo se comporta no desporto. Este factor � designado por Efici�ncia Neurol�gica. Este factor � simplesmente a percentagem total da massa muscular que tu consegues contra�r volunt�riamente ao mesmo tempo. Algu�m que tenha efici�ncia neurol�gica elevada, tem capacidade para contrair 90% das fibras musculares simult�niamente. Algu�m com efici�ncia neurol�gica m�dia, tem capacidade para contrair apenas 40% das fibras simult�niamente. Vejamos ent�o um indiv�duo com 70% de fibras lentas, poder� conseguir arrancar de forma impressionantemente r�pida no gate, se tiver uma efici�ncia neurol�gica de 90%. De facto muitos dos melhores atletas a n�vel mundial, t�m esta combina��o de predomin�ncia de fibras lentas com efici�ncia neurol�gica elevada. Eles t�m capacidade de for�a explosiva combinada com resist�ncia... eles simplesmente n�o se cansam! Neste momento deves estar a pensar, porque raio de carga de �gua � que a natureza, h�-de querer que algu�m tenha uma efici�ncia neurol�gica de 40%? A resposta �... auto-preserva��o. Se tu contra�res 90% ou mais de um m�sculo de uma s� vez, a for�a produzida seria t�o elevada que o tend�o rebentaria e desconectaria-se do osso e dos m�sculos. Por isso n�s temos uma defesa, de modo a evitar esta situa��o, excepto em emerg�ncias extremas. Se estiveres numa situa��o de stress extremo (por exemplo imagina que tinhas de segurar uma crian�a apenas com um bra�o, qunado ela estava a cair de um 6� andar) esse sistema de inibi��o desligar-se-ia, e terias capacidade de contra��o muscular at� 100%. Ap�s alguns estudos m�dicos, elevada efici�ncia neurol�gica, est� geralmente presente nas pessoas de predomin�cia de fibras lentas. Uma combina��o de elevada efici�ncia neurol�gica e de fibras r�pidas, produzem um excelente atleta de sprint, mas muito suscept�vel a les�es. Esta combina��o rara � necess�ria para os atletas a n�vel Ol�mpico de provas de sprint. A grande maioria dos BMXer's bem sucedidos, ou t�m predomin�ncia de fibras r�pidas com efici�ncia neurol�gica m�dia, ou mistura de fibras interm�dias com elevada efici�ncia neurol�gica. Tu n�o consegues controlar a tua efici�ncia neurol�gica, mas consegues at� um certo ponto alterar o comportamento das tuas fibras r�pidas e lentas. O mais importante � que independentemente da tua mistura de fibras, tu podes aumentar a for�a de todas as tuas fibras musculares. Os m�sculos s�o o motor da tua bike de BMX, quanto mais potentes eles forem, mais r�pido tu correr�s. Tudo o que ter�s de fazer � treinar com um m�todo de treino eficiente. A tua gen�tica n�o pode ser alterada, mas determinar� consoante o teu treino, a tua evolu��o at� n�veis mais elevados. No pr�ximo artigo vamos centrar-nos no m�todo de treino. Como j� deves ter percebido, n�o te vou dizer o que deves fazer nem dar exemplos de programas de treinos, mas sim, dividir o m�todo de treino em duas condicionante, a f�sica e a t�cnica. E estabelecer quais s�o os focos importantes a treinar para o Bicross e quais s�o os que te prejudicar�o. |
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| 23 de Julho de 2003, Redac��o de : Jorge Monteiro |
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