
GP
DA MALÁSIA (Sepang)
Ferrari
é a campeã dos construtores
Schumacher
vence e dá o título de construtores para a Ferrari. Rubinho é o terceiro.

A equipe Ferrari, que dominou a temporada,
posa para a foto após o título de campeã dos construtores. (AFP)
Carlo Vinícius
de Melo Almeida
O “circo” da Fórmula 1 chegou à Malásia com seu principal
campeonato já decidido. O Mundial de Pilotos conquistado de forma brilhante por
Michael Schumacher tirou a Ferrari de um jejum de 21 anos, e, para completar a
festa, a equipe pretendia lutar nesta última prova da temporada pelo título do
Mundial de Construtores. Jean Todt cobrou seriedade de toda a equipe, ainda em
clima de ressaca, e chegou a vetar a idéia dos mecânicos de participarem do GP
usando perucas vermelhas. As chances eram ótimas para a equipe italiana:
bastava somar mais 3 pontos para garantir o título sobre a rival McLaren. Outra
disputa era pelo terceiro lugar no campeonato de pilotos. Rubinho tinha a difícil
missão de vencer a prova e torcer para que David Coulthard não marcasse
pontos, caso contrário, a posição seria do escocês.
No treino de classificação para o grid de largada, a Ferrari tinha como objetivo garantir, logo de saída, a primeira fila para facilitar a conquista do título de equipes. Michael Schumacher conquistou, sem muito esforço, a pole-position, seguido pelo vice-campeão Mika Hakkinen. David Coulthard abriu a segunda fila e Rubens Barrichello, chegou até a estar em segundo, mas perdeu duas posições para as McLaren caindo para o quarto lugar.

No pódio, exageradamente vermelho, os fantasiados Brawn,
Schumacher e Barrichello comemoram a vitória da equipe. (Reuters)
Mais uma vez, Michael Schumacher mostrou que, mesmo conquistando nove
pole-positions no ano, ainda não aprendeu a largar. O alemão saiu mal e perdeu
a liderança para Mika Hakkinen. Em algumas voltas, a dupla Hakkinen/Schumacher
já se distanciava dos outros pilotos. O circuito de Sepang é conhecido como um
dos mais bem desenhados do calendário, porém, como sua pista é muito larga,
ironicamente, ela dificulta as ultrapassagens pois torna o traçado ideal muito
extenso nas curvas. Assim, Michael Schumacher pressionava e não conseguia
sucesso nas investidas sobre o finlandês.
Um pouco antes da primeira rodada de pit-stops, Mika Hakkinen foi avisado de uma punição imposta a ele pela direção de prova por detectarem que ele havia queimado a largada. Hakkinen fez um stop-and-go de 10 segundos e caiu para o grupo intermediário. Com isso, Barrichello já era o terceiro e brigava pela segunda colocação de Coulthard.

Michael Schumacher, "vestido" de Ferrari,
posa para fotos
dentro dos boxes. O alemão entra para a história da equipe. (Reuters)
Com uma liderança tranqüila e sem a pressão de Hakkinen, Michael
Schumacher buscou, nos dois pit-stops, ganhar o máximo de tempo possível. Porém,
nas últimas voltas, David Coulthard aproveitando-se do excelente rendimento da
McLaren, começava pressionar o
alemão. Mesmo assim, Schumacher soube administrar com tranqüilidade e venceu a
prova garantindo o título de construtores para a Ferrari. David Coulthard, em
segundo, era o único que “desbotava” o pódio vermelho com a presença de
Rubinho na terceira colocação. Mika Hakkinen, numa ótima corrida de recuperação
após a punição, chegou em quarto lugar.
Com o título na mão, Jean Todt se deixou levar pela euforia dos integrantes da equipe e quebrou sua imagem sisuda colocando uma das perucas vermelhas na cabeça. No pódio, Michael Schumacher, Rubens Barrichello e Ross Brawn (representante da Ferrari pela vitória) comemoravam, também com as cabeças vermelhas e champanhe, o encerramento da temporada que certamente entrará para a história da Ferrari.
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