
GP
DE MÔNACO (Montecarlo)
A
maldição da pole continua
David Coulthard vence o GP monegasco e assume a vice-liderança. Rubinho fica em segundo.

Jarno Trulli conduz seu Jordan pelas
belas ruas do Principado de Mônaco. (AP)
Carlo
Vinícius de Melo Almeida
O campeonato se encaminha para sua metade com ampla vantagem para a
Ferrari e Michael Schumacher. O alemão está liderando, com sobras, o Mundial
de Pilotos somando 46 pontos. Mika Hakkinen, tido como o piloto número um da
McLaren, ainda não mostrou esse espírito de liderança e competitividade.
Hakkinen tem aparentado certo desânimo e até uma possível resignação diante
da excelente fase vivida por seu rival direto, o também bicampeão, Michael
Schumacher. David Coulthard tem aproveitado esse espaço para melhorar seu
conceito na McLaren e vem obtendo bons resultados, mesmo sendo considerado, até
o momento, o segundo piloto. Mesmo que na equipe de Ron Dennis isso represente
apenas uma sutil diferença.
No treino de classificação para a formação do grid de largada,
Michael Schumacher (1m19.475s) garantiu a pole-position sem a habitual pressão
de Mika Hakkinen (1m20.241s) que conquistou apenas o quinto melhor tempo. Rubens
Barrichello ainda lutando contra a maior sensibilidade do carro marcou 1m20.416s
e ficou em sexto no grid, seu pior desempenho nos treinos nesta temporada. Pedro
Paulo Diniz (1m22.136s) e Ricardo Zonta (1m22.324s) ficaram em 19º e 20º
lugares, respectivamente. A surpresa do treino foi Jarno Trulli (1m19.746s) que
manteve a segunda colocação no grid, chegando a ser o pole em boa parte do
treino.
Após confirmar a pole-position, Michael Schumacher foi questionado a
respeito do que já vem sendo chamado de “A Maldição da Pole”, que é o
fato de já se completarem 11 provas consecutivas sem que o pole-position vença.
Perguntado se isso o incomodava o alemão foi frio e respondeu que o tabu
acabaria este fim-de-semana.
Nem mesmo o cancelamento das duas primeiras largadas (o que atrasou a
prova em meia hora) abalou a determinação de Schumacher que largou bem com o
objetivo de vencer e alcançar as cinco vitórias de Graham Hill, segundo maior
vencedor em Mônaco superado apenas por Ayrton Senna com 6 vitórias. Rubinho
largou mal e perdeu posições para Jean Alesi e Ralf Schumacher caindo para o
oitavo lugar.
Em poucas voltas o alemão já abria muita vantagem em relação a Trulli,
o segundo colocado. Com a conhecida dificuldade de se ultrapassar nas ruas de
Montecarlo, Mika Hakkinen se desesperava atrás de Frentzen. Barrichello
mantinha a oitava colocação. De repente, um problema na suspensão do McLaren
fez o finlandês ir, prematuramente para os boxes. Rubinho, mantendo um ritmo
burocrático, foi ganhando posições com os abandonos de Ralf Schumacher e
Jarno Trulli. Com caminho livre a sua frente, David Coulthard partiu para o
ataque sobre Schumacher. O segundo colocado diminuía sensivelmente o tempo e,
quando o alemão fez seu pit-stop, a diferença passou de 35 para 7 segundos. O
escocês mantinha um ritmo alucinante, mas não seria necessário tanto esforço:
um superaquecimento no escapamento causou a quebra de uma peça da suspensão
traseira do Ferrari de Schumacher forçando seu abandono. A “Maldição da
Pole” derrubava o líder pela 12ª vez consecutiva e Coulthard recebia, de
presente, a liderança.
Com todas essas quebras a sua frente, Barrichello, já tinha o terceiro
lugar no pódio. Porém, Frentzen bateu sua Jordan no Guard-Rail da curva
Rascasse a oito voltas do final, levando Rubinho à segunda colocação.
Na corrida em que apenas 10 carros completaram, os líderes David
Coulthard e Rubens Barrichello foram presenteados pela regularidade. Giancarlo
Fisichella completou o pódio. Eddie Irvine, em quarto, marcou os primeiros 3
pontos da equipe Jaguar na Fórmula 1. Mika Hakkinen, na prova em que Schumacher
abandonou, marcou apenas 1 ponto e ainda viu Coulthard assumir a vice-liderança
do Mundial de Pilotos com 34 pontos.
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